Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 76
Busca::..
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Entrevista
31/07/2019 11h12

Entrevista

Ricardo Marques Castelhano, CEO da Jomarca

 

Presente no dia a dia da empresa a partir de 1986 e CEO desde 2013, ele carrega consigo a missão de conduzir a cia fundada por João Marques Castelhano, seu pai, que se tornou uma das maiores indústrias de parafusos e similares do Hemisfério Sul

 

João e Ricardo Marques Castelhano

Em 1969 João Marques Castelhano, até hoje na ativa, somou as iniciais de seu nome para formar a Jomarca, que está completando 50 anos de trajetória.

Tudo começou com uma peculiar história brasileira, ou seja, um imigrante português, o garoto João, chegou ao país com muita garra e pouca (quase nenhuma) grana. Com muita garra o garoto trabalhou e prosperou, mantendo hoje um conglomerado industrial saudável e próspero – em meio aos exércitos de reclamadores de plantão –, empregando mais de 650 pessoas na planta industrial de Guarulhos, acumulando quase mil colaboradores diretos entre todas suas unidades, fomentando o mercado seja para colaboradores diretos e representantes, seja para seu amplo leque de fornecedores. Boa leitura!

Revista do Parafuso: Quando, onde e como o João entrou neste mercado?

Ricardo Marques Castelhano: Ainda balconista de revendas de ferragens e fixadores, com 18 anos, meu pai trabalhou em lojas como a Casa Saraiva e a Casa dos Parafusos Santana (ambas extintas), onde aprendeu muito sobre o segmento, o que o levou a ser vendedor de indústrias históricas, como a Fibam e a Elbrus. Ao sair da Elbrus, sua rescisão foi paga em fixadores, sendo este o ponto de partida para a criação de uma loja de parafusos, em sociedade.

Como foi a transição de comércio para indústria?

Já consolidado como empresário, ele se associou à Indústria de Parafusos e Metalurgia - Inparmet, empresa com 150 funcionários, nos anos 1960. Ao final, ele vendeu sua participação em ambas sociedades, o que o capitalizou para fundar em 1969, no bairro do Pari, cidade de São Paulo, a Jomarca, onde pode somar seu know-how de vendedor e produtor num só negócio.

Quais locais ela ocupou antes de Guarulhos?

Em 1974 a Jomarca mudou para a Vila Maria, onde fez um galpão de mil metros quadrados, local que habitou até 1979 quando construiu e inaugurou a atual planta industrial, na época com apenas dois mil metros quadrados de área construída, num terreno total de três mil. Hoje, esta unidade abriga um amplo complexo industrial com mais de 44 mil metros quadrados construídos, na cidade de Guarulhos, vizinha da capital paulistana. Só aqui, nossa capacidade produtiva passa de três mil toneladas/mês.

Visão panorâmica da Jomarca em 1980 e 2019

Voltando no tempo, como foi a atuação no começo?

Neste período, a produção se focava em linhas de parafuso rosca máquina estampados a frio, entrando depois Visão panorâmica da Jomarca em 1980 e 2019 em linhas para uso em madeira, auto atarraxantes, com bitolas máximas de M8. Hoje fabricamos bitolas de até M25.

Produziam para quais mercados?

A clientela era na maioria indústrias, cenário este que mudou na década de 1980, onde a atuação mirou as revendas de fixadores, com nosso fornecimento feito ainda em pequenos sacos plásticos, até a introdução das caixas de papelão, logo depois substituídas pelas caixinhas de cor amarela, que têm sido emblemáticas em nossa história. Hoje, as revendas representam 60% de nossas demandas. Os demais 40% se diluem entre indústrias de móveis, construção civil, materiais elétricos, eletroeletrônicos, linhas branca e marrom, calçados e brinquedos.

E hoje, o que há de novo?

Recentemente expandimos nossas linhas incluindo a produção de parafusos auto brocantes e rebites de repuxo, bem como dobradiças para móveis e nossa unidade produtiva de porcas que foi totalmente reformulada, incluindo a recente aquisição de uma indústria de porcas na Argentina. Além disso, temos o segmento de barras roscadas, onde surgiu praticamente uma nova fábrica, e que contará nesse segundo semestre com mais máquinas novas e de alta produtividade, dentre elas laminadoras Govama (Turquia) e endireitadeiras Videx (Israel), ambas marcas consideradas as melhores no mundo. Nesse sentido, a empresa consolida sua atuação vertical, com dez fornos, cinco linhas galvânicas de parafusos e uma nova para barras roscadas. Fazem ainda parte da empresa as três unidades Jomarca Kits, localizadas nas cidades de Itaquaquecetuba e Mirassol, ambas em SP, e Rodeiro, no polo moveleiro de Ubá, Minas Gerais. Essas unidades também produzem fixadores e demais componentes complementares dos kits de montagem, fornecidos principalmente para indústria moveleira.

Linha de produção de parafusos dominada por prensas Sacma

Finalizando, como foi o seu ingresso na Jomarca?

Comecei em julho de 1986, ainda estudante, passando as manhãs na escola e as tardes aqui, até 1988. De 1989 em diante passei para o ensino superior noturno, e ficando full time na Jomarca. Fiz diversos estágios aqui, na ferramentaria, operando tornos e outras máquinas, passando para áreas de conferência de produtos, separação, expedição, até seguir, então, para a área comercial, desde então.

Ricardo Marques Castelhano
COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com