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Editorial
28/02/2011 04h56

Editorial

 

A gestão da riqueza

 

Podemos considerar, de forma simplificada, o termo“riqueza” como: situaçãodeabundância, onde um cidadão possui muitos bens materiais como dinheiro, automóveis, imóveis etc. No caso de uma nação, riqueza poderia ser considerada a posse em fartura de recursos naturais, podendo extrair, processar consumir e/ou vender.

Mas, infelizmente, a tendência é desta abundância de recursos naturais enfraquecer a criação de outras riquezas, proveniente do desenvolvimento humano e tecnológico, algo não incomum. Exemplos não faltam aqui e no mundo, e citamos então a Coréia do Sul, que poderia ser uma nação pobre, já que não tem petróleo, uma Amazônia ou extensas praias paradisíacas. Porém, não é bem assim...

Na década de 1970, a Coréia e o Brasil estavam equiparados em níveis de desenvolvimento, ou seja, ambos bem abaixo de onde se encontram hoje. Entretanto, atualmente, a nação asiática está muito à nossa frente em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), alta tecnologia e outros indicativos. Qual marca genuinamente brasileira é referência em alta tecnologia no mundo, como a Hyundai (que, além fabricar automóveis tem o maior estaleiro do mundo), Samsung ou LG?

No Brasil, quando o assunto é a dinâmica produtiva e/ou recordes de exportações fala-se, apenas, em café, grãos, bois, frangos, minério de ferro etc. Isso é bom, mas é só. Aqui, queiram ou não, essa cultura agro-extrativista colonial ainda é predominante, antes, durante e depois da chegada da Família Real ao País, fato este ocorrido em 1808 em razão de um velho plano da Corte Portuguesa em proteger as fartas terras descobertas e pouco desenvolvidas no continente americano. Mas o estopim desta decisão foi gerado por Napoleão Bonaparte (1769-1821).

Segundo o livro 1808, de Laurentino Gomes, a Corte Real Brasil-Portugal era composta por pessoas que rodeavam os soberanos, e, trabalhando ou não, era grande demais, cara e corrupta. Quando aqui chegaram somavam cerca de 15 mil pessoas – vivendo as custas do ouro, diamante, madeira e cana extraída das colônias – sendo que nos EUA, já independente e republicano, o governo funcionava com cerca de 1,5 mil pessoas.

Todos os membros da Corte viviam pendurados nos empregos e benefícios públicos, sugando um sistema extrativista, subdesenvolvido, descompromissado com o futuro, enquanto na Inglaterra a invenção da máquina a vapor (criação de James Watt, 1736-1819) alavancava a Revolução Industrial.

Nossos governantes e legisladores deste período já praticavam inúmeras ações que culminavam em entraves que inviabilizavam o desenvolvimento produtivo e comercial, como proibição da imprensa livre, poucos investimentos no ensino, altas cobranças tributárias, aumentos dos próprios ganhos e muito mais. Aliás, quem acompanhou os noticiários das últimas semanas percebeu que 200 anos não foram suficientes para mudanças profundas.

Aqui, nos dias atuais, parece que a fórmula ainda é semelhante, ou seja, sugar, mesmo que isso destrua a indústria nacional, através de asfi xia por exagero na tributação e burocracia. Eles [governantes] precisam entender que vale mais arrecadar 1% de alguma coisa do que 10% de nada. Não há riqueza que suporte a má gestão, mesmo com farta arrecadação.

Lembremos que a asfi xia causada pela alta tributação e sua consequente má gestão foi a real causa de inúmeras revoluções, como a Inconfi dência Mineira e, principalmente, da Revolução Francesa. Alías, Napoleão Bonaparte reorganizou a França após sua revolução, fortaleceu e saneou o Estado e foi decisivo na extinção das Cortes Monarquicas, além de redesenhar o mapa europeu. Bem diferente do ocorrido no Brasil. Esse era o “cara”!

Boa leitura!
Sérgio Milatias
milatias@revistadoparafuso.com.br

 

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