Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 24
Busca::..
Edição 83
Edição 82
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Case
25/02/2011 03h12

Case

 Tradição Hassmann

 

Os austríaco Karl Hassman e sua esposa Elka acreditaram no Rio Grande do Sul como a terra de sua prosperidade. Este projeto completou 55 anos de vida, sendo a união familiar e ações diferenciadas como as grandes responsáveis pelo sucesso da
Metalúrgica Hassmann

 

 

 

De uma oficina mecânica, a uma grande fabricante de parafusos. A Metalúrgica Hassmann SA, localizada em Imigrante, RS, produz parafusos,prisioneiros e peças especiais sob desenho, em todas as classes deresistência (de acordo com as normas americanas e europeias). A empresa é familiar, fundada e dirigida pelo austríaco Karl Hassmann (patriarca e diretor presidente) e Elka Hassmann (matriarca e diretora fi nanceira). Também no comando, estão os fi lhos Carlos Hassmann (diretor administrativo e comercial) e Peter Hassmann (diretor industrial), e os netos Letícia e Augusto Hassmann.
Com 55 anos de atividades (completados em 01 de outubro), nos primórdios, a Hassmann dedicava-se a pequenos consertos, manutenção de equipamentos agrícolas, fabricação de eventuais carrinhos de mão, peças de reposição para as indústrias locais (que na época eram incipientes). Depois passou a fabricar aberturas metálicas para janelas e portas.

Os principais negócios conquistados na época eram provenientes das igrejas católicas, das construções de hospitais, colégios e faculdades, como por exemplo, a PUC, de Porto Alegre, RS, que teve as janelas e as fechaduras de fabricação da empresa. Foi nos anos 1960, que se deu início a produção de parafusos. “O motivo foi a busca de um produto seriado, que obedecesse as normas internacionais, aliado a necessidade do Brasil – até então, com escassa industrialização”, explicou Carlos, o filho mais velho. “A necessidade de peças de reposição para os equipamentos nacionais fabricados na época (ou então importados) era muito grande”, completou.

 

A grande força

Atualmente, a Hassmann produz peças sob conformação a frio, com a bitola M5 até M24, de até 230 mm abaixo da cabeça. Na linha polegada (ANSI) parte de bitola de ¼” a 1”, com comprimentos de até 10” abaixo da cabeça. Para peças forjadas, dispõe de capacidade para fabricação em até 800 mm de comprimento abaixo da cabeça, tanto na linha métrica quanto na ANSI.

As classes de resistência são 5.6, 5.8, 8.8, 10.9 e 12.9, nas normas DIN e ISO, e graus 2, 5, 8 e 10 para a linha polegada (ANSI). A Hassmann produz parafusos sextavados (externos e internos), fl ange, torx, críticos, tirantes e peças especiais sob desenho.

 

 “Certa vez, listamos os itens já fabricados, com todas as classes de resistência e tipos de acabamento superficiais possíveis. Contabilizamos mais de 30 mil elementos, sendo que hoje deve estar perto de 5 mil por mês, em produção ativa”, revelou Carlos, que destacou buscar diversificação da linha de produtos, sendo a chave da revivência.
“Sabemos que a disputa do mercado não se restringe ao mercado local e sim, ao global”, finalizou.

 

 

Com 220 funcionários, a Hassmann possui 45 células de conformação a frio de 2, 3, 4 e 5 estágios, forjaria, ferramentaria e um laboratório completo, máquinas de escolha, cinco linhas de tratamento térmico, sendo dois com sistema supervisório, com capacidade total de processamento de 3 toneladas/hora.

A produção está em torno de 1 mil toneladas por mês, sendo em média 750 toneladas conformadas a frio, 200 toneladas a quente e o restante usinado. “Não temos pretensão em atuar com usinados, pois apenas aliamos os processos de conformação – frio ou quente – seguidos de usinagem”, explicou Carlos.
Localizada a aproximadamente 140 quilômetros de Porto Alegre, RS, a empresa buscou maior verticalização de seus processos, para depender o mínimo possível de fornecedores. Outro ponto positivo é o amplo estoque, que oferece mais agilidade. A exceção ficou por conta do tratamento de superfície, que aliado ao surgimento de uma grande diversidade de acabamentos, demanda alto investimento. “Decidimos terceirizar esta etapa, fazendo remessas diárias de cargas para um fornecedor, apenas 70 quilômetros daqui ”, afirmou Carlos.

A fábrica é certifi cada desde 1996, e possui ISO 9001:2008, ISO/TS 16949 e ISO 14001. De toda sua produção, cerca de 20% é destinada para montadoras (linhas leves e pesadas), 25% aos sistemistas e autopeças, 30% para máquinas agrícolas – setor este que sempre andou próximo da Hassmann. “No Brasil, não existe nenhum fabricante de maquinário agrícola que não compre ou já tenha comprado alguns de nossos produtos, sendo que o restante da produção é direcionando para a distribuição, ressaltando a diversifi cação como uma fórmula segura contra as oscilações do mercado, ou seja, quando um setor não vai bem, o outro compensa”, declarou Carlos. Ocasionalmente, fornecem para outros setores como elétrico e petrolífero.

 Dados positivos

Para os diretores da empresa, é sempre difícil fazer previsões no Brasil, e somente no final de 2010, que os números garantem que este ano será superior ao anterior. “Em 2009, fizemos 48% menos do que em 2008. Prevemos fechar com faturamento entre R$ 110 e 120 milhões, ante os R$ 58 milhões, em 2009. Portanto, se compararmos apenas com 2009 chegaremos próximo de 100% de crescimento”, analisou Carlos.

Em função das necessidades de investimento no Brasil em infra estrutura, Carlos acredita que o crescimento entre 4% e 6% ao ano é perfeitamente possível nos próximos cinco anos, pois o País é carente em muitas coisas, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos, moradias, além é claro, de evento como a Copa do Mundo e Olimpíadas. “Desta forma, entendemos que a Hassmann pode, perfeitamente, ter um crescimento de 15% ao ano”.

Um grande exemplo de sua filosofia administrativa é a “independência” da Hassman em relação aos bancos. Desde 1966, a firma faz investimentos somente com recursos próprios, onde toda compra – (seja de máquinas, ferramentas, matéria prima etc), só ocorrerá financiamento se isso for indispensável, e por parte do próprio fornecedor.

 

 

No caso da matéria prima – aço, por exemplo – a aquisição é efetuada neste sistema,  mantendo o estoque em alta quantidade e, mesmo em época de escassez, possa-se  manter o atendimento aos clientes, suprindo a produção em até em até seis meses.

E é justamente neste ponto que, segundo Peter Hassmann, a empresa se diferencia: na versatilidade e velocidade nas tomadas de decisões e no atendimento focado na  necessidade do cliente. “Ninguém se mantém 55 anos no mercado sem eficiência e  diferenciais. Quem compra uma vez de nós, sempre retorna, e temos clientes que  tendemos a mais de 40 anos, com ou sem crise”, salientou Peter.

O objetivo da Hassmann é ser cada vez mais competitiva e moderna (algo que se confirma pelo alto nível de seus equipamentos e estrutura em geral), e um de seus sonhos é exportar para uma China, por exemplo. “Entendemos que em termos de qualidade,  não devemos nada para outros países produtores”, defendeu Peter. A família Hassmann  atua unida e acredita no que faz. “Nosso foco não se dá pelo que os outros fazem e sim  pelo que queremos e buscamos”, encerrou.

 

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com