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Entrevista
01/02/2017 11h01

Entrevista

 

Mike McNulty, VP & Editor da revista Fastener Technology International, EUA

 

Editor fala de mercado e acredita que Donald Trump sabe bem o que faz e o que a Constituição dos Estados Unidos permite  

 

Com experiência em fabricação de fios e cabos, em vendas técnicas e marketing, o editor de revistas nos últimos 20 anos, Mike McNulty, é vice-presidente (VP) e editor da revista Fastener Technology International, EUA. Ele acumulou os mesmos cargos em outras duas publicações: Wire Forming Technology International, revista do setor de itens a partir do arame, como fabricação de molas, aramados, telas, barras e também parafusos, além de insumos e máquinas dedicados a esses processos; e a revista Wire & Cable Technology International, publicação destinada aos fabricantes, processadores, distribuidores e usuários, bem como toda cadeia de fornecimento de fios elétricos, comunicação e outros, incluindo de fibra óptica. McNulty também foi diretor executivo, desde 1999, da Wire and Cable Industry Suppliers Association (WCISA), associação norte-americana de fornecedores de fornecedores de máquinas, serviços e insumos deste setor. Aqui, este republicano de Ohio se mostra confiante no novo governo, bem mais, bem mais mesmo, que os antecessores Bush e Obama.

Quantas fábricas de fixadores existem nos Estados Unidos?

Não rastreamos esses dados, mas o governo dos EUA informa que 826 estabelecimentos estão envolvidos na fabricação de parafusos, porcas, parafusos, rebites e arruelas. O nível de fabricação em muitas dessas empresas pode ser pequeno e algumas empresas têm mais de um estabelecimento de produção, então eu acho que o número real de empresas que fazem fixadores a partir do arame ou barras pode ser inferior a 800.

É possível saber em quantas camadas se divide o mercado por setores?

Existem relatórios na qual um deles estima nosso mercado em US$ 13 bilhões/ano, com tendência de avanço para US$ 15 bilhões nos próximos 4 a 5 anos. Outro relatório divide o mercado de fixadores em 25% automotivo, 23% construção, 14% aeroespacial, 13% industrial, 10% produtos metálicos, 8% produtos eletroeletrônicos, 7% outros. Um outro estima o aeroespacial mais alto, perto de 25%.

Em 2015, os EUA produziram cerca de 17,5 milhões de automóveis. Se considerarmos 40 kg de fixadores por carro, chegaríamos a 700 mil toneladas/ ano. Você concorda com esses números?

Vi em um relatório que o consumo de fixadores aqui orbita entre 3 a 4 milhões de toneladas. Então, se 25% se destinam ao setor automotivo, os números ficarão entre 750 mil e 1 milhão de toneladas/ano. Sua estimativa parece-me razoável.  

Nos EUA existe o consumo de fixadores importados. Qual a participação deles nesse mercado?

As importações representam entre 35 a 40% do consumo local. Penso que esses números têm se mantido estáveis nos últimos anos. Mas os EUA também exportam uma quantidade decente de fixadores de alto desempenho.  

“Eu diria que nos primeiros 5 a 6 anos a administração Bush foi amigável em negócios com fixadores. Porém, os dois últimos anos de Bush e todos de Obama não foram bons.”  

Após George W. Bush, vocês tiveram Barack Obama como presidente nos recentes 8 anos. Esses períodos foram bons para o mercado de fixadores, por exemplo? De 0 a 10, que nota você daria para Bush e Obama?

O mercado de fixadores, geralmente, acompanha o andar da economia. 2001 e 2002 foram fracos, seguido por uma agradável melhora entre 2003 e 2008, mas muito empobrecido em 2009, seguido por um crescimento menor e estável entre 2010 e 2016. Na minha opinião, os gastos excessivos do governo, impostos mais altos e regulamentos extras prejudicam todas as empresas, incluindo fixadores. Eu diria que nos primeiros 5 a 6 anos a administração Bush foi amigável em negócios com fixadores. Porém, os dois últimos anos de Bush e todos de Obama não foram bons. Demasiado crescimento do governo e sua intervenção impactaram no mercado livre. Avaliando ambos, dou nota 4,5 para Bush e zero para Obama.

Graças ao seu alto nível de desenvolvimento, os EUA estão em boa situação econômica e social. No entanto, é normal perder mercados e empregos para outros países com níveis de desenvolvimento menor. Como lidar com isso?

Permitir que os mercados operem livremente, para que novos negócios possam substituir negócios perdidos. Uma economia de mercado livre é a melhor maneira de caminhar, desde que seja justo entre países e minimamente regulado para o bem comum. Como todos sabemos, nem todos competem de forma justa, então é neste ponto onde os problemas brotam e crescem.  

Você acha possível trazer de volta fabricantes que se mudaram para o México ou a China e manterem- se competitivos, como na fabricação de parafusos e afins?

É possível trazer de volta os fabricantes que se mudaram, especialmente quando todos os fatores são considerados, incluindo o valor do serviço e estar mais próximo da clientela. Essa é uma condição real em se tratando de manufaturados de alta performance. As decisões de terceirização podem ser tomadas sem considerar todos os fatores e custos.  

Votei em Trump para barrar Hillary Clinton, o Partido Democrata e os “falsos” republicanos que continuam ampliando o poder do governo federal dentro dos EUA, que tem crescido dramaticamente nos últimos 10 anos sob os governos Bush e Obama.  

Em algumas partes do mundo há preocupações com o novo presidente dos EUA, Donald Trump. O que você acha dele? Em Ohio, seu estado, Trump venceu. Votou nele?

Eu acho que as preocupações são exageradas e muitas vezes falsificadas pelos adversários para Donald Trump, o Partido Republicano e a Constituição dos EUA, para não mencionar os EUA. Esses oponentes não são apenas políticos (por exemplo, o Partido Democrata), mas culturais, incluindo a maioria dos meios de comunicação, artistas, universidades, atletas profissionais, empresários de elite em grandes empresas que se beneficiam das operações governamentais e todos os adversários dos EUA.

Lado positivo, eu acredito que Trump sabe como fazer as coisas em todos os tipos de organizações e que ele quer melhorar o país para todos os americanos dentro dos limites da nossa Constituição. Do lado negativo, acho que ele muitas vezes fala sem pensar e, às vezes, é muito emocional e egoísta.

Não estou preocupado com ele ser o presidente porque o sistema de governo dos EUA limita o seu poder. Os EUA é “República Federativa” com três ramos do governo, cada um projetado para parar qualquer outro que saia do controle. Finalmente, as pessoas começam a intervir por voto frequente se todos os três ramos sairem do controle.  Na verdade, eu acho que teria votado em qualquer um dos candidatos republicanos propostos, a fim de parar este recente e indesejável avanço federal.

Trump é um sucesso como empresário. Acredita que na política ele vai conseguir o mesmo ou você está inseguro?

Ele é bom em formar grupos de pessoas talentosas para delegar a responsabilidade, entende os perigos da tirania do governo, bem como as lutas de pessoas regulares. Acho que ele será um sucesso se permanecer humilde e evitar as tentações das quantidades gigantes de poder e dinheiro na presidência e em Washington. Trump precisa se concentrar na Constituição e no povo norte-americano, para qual ele foi eleito para servir, bem como em conceitos comprovados como a subsidiariedade, a solidariedade e a proteção da dignidade humana.

E os nossos negócios, em revistas técnicas? Você acredita que teremos bons momentos no futuro?

Penso que as revistas técnicas continuarão a ter êxito se o seu foco continuar a fornecer conteúdos técnicos exclusivos que sejam estreitamente focados. A impressão permanecerá viva mesmo quando os métodos digitais forem aprimorados e expandidos. Leva tempo para ler e absorver tecnologia.  

Quer falar sobre as revistas para qual você trabalha?

Publicamos três revistas, dois boletins informativos e dois Anuários. Junto com a Mid-West Fastener Association, produzimos uma feira regional, bianual, denominada Fastener Tech, realizada em Illinois, maior estado produtor de fixadores. Nos sites das revistas (www.fastenertech.com, www.wiretech.com e www.wireformingtech.com), combinando todos, temos cerca de 30.000 leitores em mais de 100 países. A Fastener Technology International e a Wire & Cable Technology International são bimestrais a a Wire Forming Technology International é trimestral. Para todas elas, a assinatura é gratuita, e nossas receitas emanam dos anunciantes (impressos e digitais), tivemos 4,2% de crescimento em 2016. Nossos newsletters estão disponíveis para quem desejar recebê-los. A próxima Fastener Tech será realizada entre 5 e 7 de junho próximo.  

Mike McNulty
VP & Editor da revista Fastener Technology International, EUA
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