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20/03/2014 10h57

 Case

 

Böllhoff: 50 anos de Brasil

 

O processo de expansão que trouxe a empresa ao país foi influenciado pela Volkswagen na era JK  

                                                                      

Em 1877 o filho caçula de um alfaiate da cidade alemã de Herdecke-Ruhr fundou um comércio de ferragens para atender setores de forjaria, metalurgia e mineração. Na ocasião, além de comprar e revender produtos acabados, a pequena empresa de Wilhelm Böllhoff já fazia trabalhos de gestão logística para seus clientes, embora fosse um sistema embrionário, comparado ao modelo atual.

 

Hoje, o grupo Böllhoff, é um dos mais importantes fornecedores mundiais de elementos de fixação e de sistemas de montagem; têm ao redor do mundo uma média de 2,2 mil colaboradores, faturou mais de 450 milhões de euros em 2011, segundo o site da Global Fastener Alliance (GFA), rede mundial composta por oito fornecedores de fixadores de alta qualidade, da qual faz parte.

Para nós, brasileiros, 137 anos é muito tempo. Aqui, uma empresa cinquentenária ainda é algo de outro mundo, mesmo. E é por isso que estamos celebrando os 50 anos da Böllhoff no Brasil, uma empresa que, com sua longevidade, solidez e posição no mundo, engrandece nosso País não só por sua presença, mas principalmente por sua perspectiva de continuidade e expansão da sua atuação local.  

Terra à vista

Desde 1952, período em que a empresa já contava com a presença de Josef Böllhoff (1894-1994), filho de Wilhelm, iniciou-se a produção da linha de insertos roscados Helicoil, acompanhado de um processo de expansão, que tempos depois gerou os primeiros capítulos dessa história em terras brasileiras. A empresa foi muito influenciada pela Volkswagen, que demandava muitas peças importadas em sua planta industrial em São Bernardo do Campo, SP, inaugurada na era JK.

Em 1964, período em que apenas a Áustria tinha uma subsidiária, começou a funcionar no Rio de Janeiro um escritório de vendas. Anos depois, em 1972, iniciou-se em Jundiaí, cidade há 60 km da capital São Paulo, a produção nacional.

Jundiaí, que permanece como cidade-sede, é rotulada como “Terra da Uva”, devido às décadas recentes onde havia uma imensa presença de imigrantes europeus, sobretudo nas atividades agrícolas. Hoje, este município tem mais de 370 mil habitantes e IDH 0,822 (Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU), considerado alto em referência à média nacional de 0,728. Comparando ao IDH europeu, a cidade ocuparia o 20º lugar entre as melhores, ligeiramente acima das nações do leste.  

Timoneiros

A sensação de que uma empresa familiar é algo a se desconfiar cai por terra se tomarmos como exemplo essa centenária história. Por sua vez, o Dr. Wolfgang W. Böllhoff, membro da terceira geração, e que foi responsável pela expansão na Europa e nas Américas, já conta com dois “novos timoneiros”, Wilhelm e Michael Böllhoff, que são os responsáveis por vários passos nessa incansável expansão, especialmente no leste da Europa e na Ásia, continente este onde o sol, ultimamente, parece brilhar muito mais do que aqui, nos trópicos.

Falando em novos timoneiros, em nosso encontro, na sede da cinquentenária, conversamos com Flávio Silva, 39, diretor executivo da unidade brasileira, que assumiu o posto desde o segundo semestre de 2011, fato noticiado por nós, na edição RP31 (dez.jan.2012). Antes de sua chegada, ele teve atuação numa importante distribuidora de fixadores, onde passou pelos setores de logística, qualidade, compras, vendas, finanças e tecnologia da informação até assumir a direção geral, acumulando até aqui 20 anos de experiência em fixação.  

Presente

Nesse meio século a atividade no Brasil se deu em meio a fusões, parcerias e aquisições. Seu foco sempre foi o setor automotivo, produzindo peças standard e especiais, como porcas, elementos especiais travantes, tecnologia de rebitagem, tecnologia em roscas, dispositivos de acoplamento rápido e outros, tudo isso através da divisão “Fastening and Assembly Technology” (FAT). Muitos dos produtos foram desenvolvidos em sintonia com os clientes, ainda em fase de projeto, orbitando como Tier 1,2,3 e 4. Possui certificados ISO 9001, ISO/ TS 16949, ISO 14001, além de prêmios recentes junto às marcas consagradas como Fiat, Ford, GM, Honda, John Deere e outros.

“No processo de atuação em sintonia com os clientes, podemos citar o caso do modelo Ford EcoSport, onde nossa   Engenharia de Aplicação teve participação muito intensa desde o projeto. Isso é muito importante já que ocorrem situações onde existem certas necessidades de fixação e a solução indicada nem sempre é standard, e isso deve ser desenvolvido caso a caso”, segundo Silva.

Além disso, existe também o “Fastener Service Supply” (FSS), a mesma divisão de gestão logística criada em 1877 pelo senhor Wilhelm, bem diferente do modelo inicial, e responde por 50% do faturamento. No Brasil são cerca de 300 colaboradores, 200 no FAT e 100 no FSS, alguns estão realocados em filiais, como Curitiba, PR, e Porto Alegre, RS. Sua planta industrial ocupa uma área de 57 mil metros quadrados, cabendo 27 mil ao espaço construído. O maquinário é específico para conformação a frio, contando com 20 prensas de diversos portes, produzindo porcas até M22, além de outras máquinas complementares, completado por um laboratório de primeira linha.

Essa unidade comercializa mais de 600 milhões de fixadores/ano, exportando 10% entre Argentina, China, EUA, França, Inglaterra e Tailândia. Além da vocação automotiva, a produção incorpora itens para outros setores como metalmecânica e linha branca.  

Aperfeiçoamento

“Desde 1993 foi criado o Centro de Treinamento Josef Böllhoff (foto), afirmando nosso compromisso com educação e cultura no País gerando aperfeiçoamento profissional dos colaboradores. Este Centro funciona em uma moderna construção de 1,5 mil metros quadrados, que no início das atividades disponibilizava cursos complementares aos colaboradores, sobretudo porque muitos deles tinham formação escolar incompleta e muita deficiência em dsiciplinas do ensino fundamental. Passados os anos houve avanços e as deficiências básicas deram lugar às demandas atuais, como cursos de idiomas (alemão, espanhol e inglês) e de informática (Excel, Power Point, Word e outros), dentro de um moderno laboratório. Obviamente, existem os cursos específicos do campo técnico industrial, tal como metrologia, leitura e interpretação de desenhos (para a compreensão de padronizações técnicas), matérias indispensáveis nesse setor”, informou a secretaria da Diretoria, Simone Lazarotti.

O Centro pode acomodar em seu auditório cerca de trinta pessoas, proporcionando a realização de eventos no campo da segurança, saúde e qualidade de vida. Ali são feitos, também, pesquisas de satisfação, café da manhã e outros tipos de encontros, inclusive de confraternização, além de workshops com clientes e fornecedores.

Ainda no campo cultural, 2014 também será marcado pelo lançamento do livro comemorativo, que terá cerca de 50 páginas e tiragem de 500 exemplares.  

Investimento e zona plástica

Entre os investimentos a empresa destinou em 2013 R$ 800 mil ao laboratório, restando alguns valores a serem gastos ainda neste ano. Mais de R$ 100 mil foi destinado para um novo laboratório específico para atender a Engenharia de Aplicação, oferecendo aos clientes condições de acompanhamento de testes, participando ativamente no desenvolvimento. Em 2014 serão investidos cerca de R$ 2 milhões em máquinas de produção e equipamentos laboratoriais.

Nos próximos anos será implantada uma ampla linha de produtos, já comercializada pelo grupo, para fabricação de parafusos, porcas e peças especiais feitas em plástico, com produção em larga escala, em princípio para o setor automotivo. É só aguardar .

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