Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 16
Busca::..
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Entrevista
30/06/2009 02h29

O assunto é: manufatura por forjamento 

O professor engenheiro Lírio Schaeffer, presidente da comissão organizadora do Senafor, explica como surgiu o evento e qual a importância para o setor  

Lírio Schaeffer: presidente da comissão organizadora do Senafor

Fundação Luiz Englert, com a cooperação do Laboratório de Transformação Mecânica – LdTM – e do Sindiforja – Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria –, promove em Porto Alegre, RS, entre os dias 14 e 16 de outubro, o 29º Senafor – 13ª Conferência Internacional de Forjamento e a 12ª Conferência Nacional de Conformação de Chapas. Trata-se de um evento que reúne profissionais do setor de forjaria do Brasil e de diversos países do mundo – com presença de renomados pesquisadores internacionais –, que aproveitam o encontro para apresentarem trabalhos, novas tecnologias e trocar experiências sobre o segmento. O Presidente da Comissão Organizadora do Senafor, o professor Lírio Schaeffer, conversou com a reportagem da Revista do Parafuso e contou um pouco sobre o Senafor, destacando a grande importância desta Conferência ao País. Schaeffer é professor engenheiro com 36 anos de profissão, Mestrado (UFRGS) e Doutorado (Universidade Técnica de Aachen/Alemanha) e mora em Porto Alegre, RS.

Revista do Parafuso (RP): Quando e quais as razões que motivaram o surgimento do Senafor? Fale a respeito.
Lírio Schaeff er (LS): O Senafor surgiu em 1982, motivado pelo engenheiro Paulo Regner, diretor da empresa Albarus, atualmente Dana – uma das maiores forjarias do Brasil. Tinha como objetivo congregar especialistas da área de processos de manufatura por forjamento. Os técnicos e engenheiros da indústria teriam neste local um ambiente para relatar suas experiências, e os pesquisadores de universidades uma oportunidade para demonstrar os desenvolvimentos de tecnologia oriundos da formação de Mestres e Doutores, que estavam se especializando nas técnicas do forjamento. Essas trocas de experiências aperfeiçoariam os processos de forjamento nas empresas brasileiras, bem como na produção com custo minimizado e melhoria da qualidade.

RP: Está envolvido com o Senafor desde o início?
LS: Acostumado – como Mestrando e Doutorando – a apresentar trabalhos em congressos, o engenheiro Regner entendeu naquela época que eu deveria organizar congressos que juntasse empresas e centros de desenvolvimento de tecnologia (que no Brasil se concentram, principalmente, nas universidades públicas). Assim, com o apoio financeiro da Albarus, como forte patrocinador, deu-se início aos Seminários Nacionais de Forjamento, de onde originou o nome Senafor. Com a forte presença de pessoas do exterior, que constantemente compareciam aos seminários, decidiu-se em 1994, a denominar o encontro de Conferência Internacional de Forjamento (International Forging Conference).

RP: Atualmente, qual é sua participação na organização?
LS: Continuo como Presidente da Comissão Organizadora, formada por pessoas das indústrias, das universidades e também de entidades do exterior.

Arquivo: show room no Senafor 2008

RP: Como foi o processo de desenvolvimento do Senafor e como ele funciona hoje? Existem muitas as diferenças entre o passado e o presente?
LS: Na essência, pouco se modificou com o passar do tempo. Talvez a principal diferença esteja na forte presença de empresas que demonstram seus produtos no “show room”, que funciona de forma paralela à conferência.

RP: Como você avalia a importância do Senafor e o impacto no meio acadêmico e industrial brasileiro?
LS: A grande importância deste evento é ter trazido para o Brasil uma quantidade muito grande de informações tecnológicas sobre o processo de forjamento. A maioria das apresentações técnicas é publicada nos Anais das Conferências. Em toda história brasileira, jamais se concentrou tantas informações técnicas como os textos mostrados nos Anais do Senafor. Essas informações são importantes tanto para a indústria, como para os futuros pesquisadores, que no meio acadêmico desenvolvem trabalhos de pós graduação na área de forjamento.

É importante frisar que todos os desenvolvimentos tecnológicos nesta área são fortemente financiados pelas próprias indústrias. O apoi governamental não tem sido tratado com a devida importância que esta área tem para o País. Lembramos que o Brasil possui uma das maiores reservas de materiais metálicos do planeta. Produzir um componente acabado é fundamental para aumentar o valor agregado de nossas exportações. Será que os processos de manufatura não são tão importantes como a nanotecnologia, informática, biotecnologia, energia e saúde (áreas prioritárias do governo brasileiro)?

RP: Neste ano teremos alguma novidade?
LS: O evento continua reunindo técnicos e especialistas da indústria, que fazem relatos de chão de fábrica. Mostrará resultados dos desenvolvimentos acadêmicos, e no “show room” serão demonstrados produtos da área de fabricantes de equipamentos, de prestação de serviços e de matéria prima. Com estes focos principais, pouco pode ser modificado anualmente.

RP: O número de trabalhos e participantes tem sido estável de uma edição para outra?
LS: Os trabalhos têm aumentado ano após ano, já o número de participantes oscilou, com uma pequena queda quando se optou em realizar a conferência fora de Porto Alegre. É muito importante que as indústrias brasileiras se motivem a cada vez mais contribuir com suas experiências de forma que, em conjunto, todas possam se beneficiar para enfrentar a competição internacional.

RP: Quais são as previsões em números?
LS: Teremos aproximadamente, 350 participantes, 30 trabalhos, 70 empresas, 80 universidades, entre outros. Não podemos deixar de comentar a fundamental importância do apoio fi nanceiro que anualmente temos recebido do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – pertencente ao Ministério de Ciência e Tecnologia/MCT). E de forma semelhante, o apoio financeiro da CAPES (Coordenação de Pessoal do Ensino Superior, pertencente ao Ministério da Educação e Cultura/MEC).

RP: Existe desejo ou ação para ampliar este evento ou realizá-lo em outros locais do País? Fale sobre os planos futuros.
LS: Constantemente somos solicitados a realizar o evento em outros locais; e é forte a pressão das indústrias de São Paulo. O que dificulta esta ação são os aspectos de logística. A equipe operacional precisa ser deslocada, o que aumenta, e muito, os custos.

RP: Como os interessados que ainda não conhecem ou não participaram do Senafor, podem obter informações para inscrições?
LS: Atualmente, o principal contato e o conhecimento do programa preliminar é através do site do Laboratório de Transformação Mecânica (LdTM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS: www.ufrgs.br/ldtm.
Entretanto, a Fundação Luiz Englert, a organizadora do evento, deve em breve possuir um site específico para atender as questões das inscrições e divulgação do programa definitivo.

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com