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30/06/2009 02h42

Fabricantes de fixadores, Max Del também faz tratamento térmico

Atento as mudanças e oportunidades do mercado de elementos de fixação, a Max Del aposta em uma nova atividade: a fabricante de parafusos está prestando serviços de tratamento térmico

O editorial da Revista do Parafuso número 15 abordou um assunto muito interessante, alertando que devido a forte concorrência no mercado e as rápidas e imprevisíveis transformações, um empresário – seja de grande, médio ou pequeno porte – tem que estar atento aos acontecimentos e perceber tudo o que acontece ao seu redor. Para não “fechar as portas” é preciso notar as necessidades e exigências, se moldar e inovar para continuar competitivo neste mundo que não permite falhas. Lembre-se dessa frase: “Diversos produtos ou serviços desapareceram ou desaparecerão em razão do final do seu ciclo de vida, cabendo as empresas detectarem essa transformação a tempo de fazerem as correções necessárias”. No nosso ramo é impossível imaginar que um dia os fixadores sejam extintos, mas o que pode ser feito para que a curva de aceleração da empresa não caia, ou então, que em um período de crise ou de um “massacre” da concorrência externa, os prejuízos não sejam grandes e logo haja uma recuperação?

A Indústria Metalúrgica Max Del – sediada em uma área de 4.500 m2 no Pólo Industrial de Sertãozinho, na cidade de Mauá, SP – arrojou, e além de fabricante de parafusos, em 2006 adquiriu duas linhas contínuas de tratamento térmico de têmpera e revenimento com controles por CLP – Controlador Lógico Programável (RX CTS). Fizeram parte de um investimento de aproximadamente R$ 6 milhões, equipamentos de controle, sensores de temperatura, termômetros por infravermelho, laboratório metalúrgico e físico. Tudo para garantir e assegurar a qualidade aos clientes.


 

Para executar essa atividade, a empresa conquistou a Certificação do Sistema de Gestão do Tratamento Térmico em CQI-9 pelo BRTÜV. O primeiro passo foi o planejamento da compra do forno através da seleção dos tipos de controle de temperatura, sensores, alimentação do produto e do controlador da atmosfera de carbono e CLP. Os funcionários da Max Del também foram treinados na CQI-9, que receberam os requisitos e as instruções para uso das tabelas. Neste mesmo momento, foi realizado o levantamento de “gap’s”. O resultado da primeira auditoria interna comprovou a participação e capacitação dos funcionários no processo de tratamento térmico.

Produção
Porém, o melhor da história é que os dois fornos atendem sua produção e de terceiros. As duas linhas juntas produzem aproximadamente 600 toneladas por mês – sendo uma máquina com capacidade de 350 kg por hora e outra de 700 kg –, por isso, demais empresas do ramo de fixadores podem contar com esse serviço de tratamento. Segundo Anderson Biason, diretor, os valores desta certificação são inúmeros, dentre eles: aumento de negócios e valor agregado para cada tonelada tratada termicamente, melhores índices do processo através da redução da variabilidade, redução das perdas e menor risco.
 

 

 

Uma empresa de fixadores
Fundada em 1977, a Max Del ja é uma das mais importantes fabricante de elementos de fixação, que começou a sua história com apenas duas máquinas construída pelo próprio fundador, Américo Maximiliano Biason, em um espaço nos fundos da sua residência. Ao longo de seu desenvolvimento e estruturação, Maximiliano contou com o importante apoio da família: a esposa Nadir e os filhos, Anderson, Roseli e Adilson Biason – que atualmente compõe o corpo de diretores. Em 2000, a empresa transferiu-se para a atual sede e início a ampliação da infra estrutura, dando uma importante guinada na produção e nos negócios. Hoje, ela conta com 96 funcionários, segue um planejamento estratégico desenvolvido a partir de 1998, com critérios de produção, gestão e qualidade.
 
Aproximadamente 80% da produção de 200 toneladas ao mês é destinada ao setor automotivo e de peças especiais, o restante se divide entre linha branca e moveleira. Entretanto, ela tem capacidade para produzir cerca de 400 toneladas ao mês, entre parafusos, sextavados, rebites, parafusos e peças especiais, pinos dobradiças,eixos especiais, passantes, entre outros. As classes de resistência vão de 4.8 a 12.9. Em 2008, também houve investimentos de mais R$ 6 milhões em maquinários, modernização e inovação da Max Del. A busca por processos de gestão com profissionalismo e qualidade teve um momento significativo com a obtenção da certificação ISO 9001:1994 em 1998. Adquiriu também a ISO 9001:2000 – norma internacional de sistema de gestão da qualidade (para produtos e serviços); ISO-TS 16949:2002 – especificação técnica de sistema de gestão da qualidade específica para o setor automotivo; ISO 14001:2004 – norma internacional de sistema de gestão ambiental; e OHSAs 18001:1999 – requisitos de sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional.
 

O futuro
No seu planejamento estratégico de 2007-2015 está estabelecida a implementação e certificação da SA8000 (responsabilidade social), ISO 27001 (tecnologia da informação), ISO 17025 (requisitos gerais para competência dos laboratórios de ensaios e calibrações) e concorrer ao Prêmio de Gestão Banas e ao PNQ. A missão da marca é fornecer produtos e serviços com lucratividade de modo a proporcionar o desenvolvimento da organização, dos acionistas e dos colaboradores. “Caminhamos para ser uma empresa de excelência no nosso segmento. Queremos ser referência no mercado, buscando um crescimento com qualidade”, disse Roseli Biason, diretora.

A fabricante também está preocupada com os funcionários e meio ambiente. “Acreditamos que através da preservação racional do meio ambiente geramos o crescimento sustentável e também o desenvolvimento de nossos colaboradores, que são sem dúvida as pessoas que fazem a diferença na Max Del”, encerrou Biason.

*O CQI-9 (Heat Treatment System Assessment) é um sistema de gestão específico aplicado para o processo de tratamento térmico de uma Organização que estabelece requisitos técnicos e de gestão tais como: auditoria interna (específica), análise crítica pela direção, validação do processo, tabelas técnicas, competência dos operadores e manutenção desta competência, além da autoridade do responsável técnico e da alta direção.

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