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Entrevista
31/07/2014 11h48

 Entrevista

 

Remo De Simone, presidente da Abifa

 

Associação do setor de fundidos, promotora da feira de negócios Metalurgia, ocupa este espaçopara falar do evento, programado para setembro próximo, e sobre a fundição, na qual o Brasilavançou para o 7º lugar como produtor mundial nos últimos anos  

 

Em entrevista à área de comunicação da Messe Brasil (a mesma da Wire Düsseldorf), o presidente daAssociação Brasileira da Indústria de Fundição (Abifa), Remo De Simone, revela a expectativa da entidade com a feira Metalurgia 2014 e faz uma análise do cenário econômico brasileiro e das necessidades para ampliar a competitividade da indústria. Confira.

A Feira Metalurgia, em sua 9ª edição, é um evento consagrado e reconhecido como um importante acontecimento para o mercado metalúrgico e de fundição. Diante disso, por que a Abifa recomenda a participação no evento?

A feira Metalurgia é um evento de amplo espectro porque abrange vários setores industriais e um deles é o nosso setor de fundição. Considerando-se a expressiva presença das fundições na região Sul do Brasil, o evento assume uma importância particular. Recomendamos a participação como forma de apresentar o estado da arte de cada atividade participante e, ao mesmo tempo, o dinamismo regional que, sem dúvida, representa hoje o segundo polo de investimentos, além de gerar expressivo volume de negócios.

Quais são os diferenciais da Metalurgia em relação a outras feiras que a Abifa tem participado?

Cada evento tem suas peculiaridades específicas, dependendo da região ou país onde ocorrem e do objetivo que desejam alcançar. Algumas se destacam pelo conteúdo tecnológico, como é o caso das feiras norte- -americanas e europeias, outras pelo aspecto mercadológico, como é o caso das asiáticas. Outras ainda propõem a fixação e o crescimento da atividade naquela região. Há feiras focadas exclusivamente em resultados financeiros e feiras subsidiadas por entidades, governos e poder público. Há feiras multissetoriais e outras promovidas por um único setor. A Metalurgia é uma feira multissetorial que, a meu ver, apresenta as potencialidades regionais onde se destaca a fundição pela grande densidade local e ao mesmo tempo encontra-se uma ampla cadeia produtiva de elevado nível tecnológico. Por isso, a Abifa promove este encontro de negócios e de tecnologia, em formato participativo com a Messe Brasil.

Quais as peculiaridades da indústria catarinense no segmento de fundição comparado aos demais estados brasileiros, considerando que hoje Santa Catarina é o segundo maior produtor de fundidos do país?

As peculiaridades que existiam há alguns anos são cada vez menos marcantes pelo natural poder de “horizontalização” do mercado. No mundo, todos os produtos estão cada vez menos concentrados numa única região, como era com os Clusters. Hoje, você encontra potencialidade, capacidade produtiva, tecnologia e competitividade bem equilibrada no RS, SC, PR, SP e MG. Contudo, para certos tipos de produtos específicos, pode haver um diferencial em função da especificidade tecnológica, da vocação, da infraestrutura e do sistema de produção do conhecimento.

Quais são as melhorias necessárias para garantir o nível de competitividade da indústria de fundição?

Competitividade, esta é a palavra mágica que permeia nossos pensamentos. Competitividade é hoje a bandeira da Abifa. Competitividade é o que vai decidir o futuro de nossas empresas. Competitividade é tudo. Devemos tentar separar o conceito de competitividade do conceito de produtividade, enquanto, a meu ver, este último é um componente do primeiro.

Assim, inicialmente devemos ser hiper-produtivos até o portão das nossas fábricas e, para isso, investirmos continuamente em equipamentos inovadores e tecnologicamente avançados; investirmos em capacitação humana de gestão e conhecimentos; inovarmos em processos que nos permitam maior tonelagem homem/ano; envolver o nosso colaborador por meio de participação em resultados crescentes; melhorar continuamente o ambiente de trabalho; reduzir o absenteísmo e acidentes de trabalho e assim por diante.

Por outro lado, devemos lutar continuamente com as nossas associações e outras instâncias representativas, para a redução de custos desde as matérias-primas e insumos básicos, energia, custo do trabalho e custo do capital, impostos e infraestrutura.

O setor automotivo absorve 58% da nossa produção e deveremos chegar em 2018 beirando 4,5 milhões de toneladas produzidas

Que leitura o senhor faz do cenário econômico para o mercado de fundição?

Não há país no mundo que possa dispensar a atividade de fundição, tamanha sua importância na cadeia industrial. Vejam por exemplo a Suíça, um país capitalista por excelência, mas que não dispensa o respeitável parque industrial de fundições que possui. A fundição no Brasil está atrelada predominantemente ao mercado automotivo e na medida em que este realiza seus planos ambiciosos, o nosso setor seguirá crescendo. Hoje, o automotivo absorve 58% da nossa produção e deveremos chegar em 2018 com uma produção beirando os 4,5 milhões de toneladas. Assim, entre altos e baixos, continuaremos crescendo a partir do segundo semestre de 2015.

Qual a posição do Brasil atualmente no mercado mundial de fundidos?

Quando falamos de produção global de todos os metais, o Brasil passou em seis anos do 9º para o 7º lugar como produtor mundial. Poderíamos crescer bem mais se fôssemos contemplados com políticas isonômicas por parte do governo e se os nossos pleitos de política industrial fossem concretizados; dentre eles a política de defesa comercial antes que as importações consigam se igualar à nossa produção global. No caso do alumínio primário, o Brasil estará seriamente comprometido se o preço da energia elétrica continuar inviabilizando a produção e se os custos de produção não conseguirem ser reduzidos.  

Remo de Simone

www.abifa.org.br

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