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Case
31/07/2014 11h47

 Case

 

A brasileira Jomarca completa 45 anos  

 

Uma rescisão contratual paga com parafusos fez brotar uma das maiores fabricantes nacionais de elementos de fixação  

 

O ano de 1969 nos traz lembranças de um período turbulento no Brasil, mas, ao mesmo tempo, relembra grandes e inusitadas realizações, como a chegada do homem à Lua, o festival de Woodstock, EUA, e o envio da primeira mensagem digital através ARPANET, acrônimo de “Advanced Research Projects Agency Network”, o sistema do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que interligava computadores remotamente, considerada “a mãe” daquilo que conhecemos hoje como Internet.

Indispensável hoje, a Internet tem ao seu lado algo relativamente simples, porém genial que é o parafuso e seus fixadores complementares, algo que até hoje ninguém chegou perto de inventar algo que o substitua. Por isso visitamos a Jomarca, uma empresa que nasceu em 1969 focada em produzir esses artefatos de fixação que, sem eles, poderíamos até realizar festivais como Woodstock, o que obviamente seria bem mais difícil, mas levar o homem à Lua ou construir a ARPANET sem parafusos, isso sim seria impossível. Aliás, seria impossível você ter em mãos algo como esta revista.

Jomarca é acrônimo do nome do fundador, o português João Marques Castelhano, 72, casado com Marlene, filha de italianos. A união gerou um casal de filhos e dois netos.

Desde 1986 (ano em que a produção mensal estava em 200 toneladas/mês), João divide a direção da empresa com seu filho, Ricardo, 41, advogado, que assumiu a missão de desenvolver a empresa, alcançando hoje patamares de produção em torno de 2 mil toneladas/mês.

1969

Após ser dispensado de uma fabricante do setor, o jovem João Marques Castelhano recebeu parafusos como rescisão contratual ao invés de dinheiro. Esses parafusos induziram-no a abertura de uma modesta loja, no Pari, bairro paulistano. “Os clientes passaram a pedir mais produtos, começando ali uma ‘doce dificuldade’ em atendê-los rapidamente”, conta João.

Ainda quase sem recursos, ele comprou duas prensas, uma sucateada. Com conhecimentos em mecânica, ele colocou para funcionar, saindo da condição de lojista e entrando no “hall de fabricantes brasileiros” sob o nome Jomarca.

Três anos depois, já com 15 funcionários, a pequena fábrica mudou-se para a Vila Maria. “Meu pai era um faz-tudo: vendia, produzia e entregava”, disse Ricardo.

Em 1978, já com 100 funcionários, adquiriram uma área de 5 mil m² com um galpão de 1,5 mil m², em Guarulhos, SP, atual sede da matriz.

2014

Apesar da matriz estar no mesmo lugar, a fotografia tem que ser aérea. A expansão é vertiginosa e alcança 42 mil m² de construção, onde 15 mil m² é destinado à estocagem de produtos acabados. Ali trabalham quase 700 colaboradores diretos e mais de 100 indiretos, com produção mensal está em 600 milhões de peças entre parafusos e similares. Mas a capacidade produtiva é de 800 milhões, dentro de um consumo acima de 2 mil toneladas em matéria-prima.

Desde 2004 a empresa iniciou um processo de modernização no seu parque fabril, tendo hoje mais de 50 estampadoras automáticas de 2, 3 e 4 estágios, fabricadas pela italiana Sacma, além de diversas outras máquinas de prensagem, laminação, tratamento térmicos e outros.

Líder na divisão de fixadores moveleiro, ela é fortemente exigida por essa clientela industrial, mas no total suas vendas se dividem entre mais de 20 setores, 12 grandes atacadistas e 120 distribuidores médios em todo o Brasil.  

 Diversificação

Há muito tempo a empresa aposta na diversificação e na expansão, como em 2002, quando compraram a Indústria de Parafusos São Pedro, até então, uma fabricante com meio século de existência. Em 2003 compraram a Francisco Blanes. Depois, foi a vez da Insol, em Itaquaquecetuba, que passou a ser uma divisão de linhas elétricas fazendo itens de baixa tensão, como interruptores, tomadas e outros. Em 2005 entra em funcionamento a divisão de produtos para a construção, contendo ferramentas manuais e outros itens.

Hoje, essa linha denominada como “mix de ferramentas” contém alicates, abraçadeiras, brocas, buchas, paquímetros, micrômetros, arames, macacos hidráulicos, fitas adesivas, abrasivos, discos diamantados, martelos e muito mais. “Isso será bem maior daqui por diante”, segundo sua diretoria.

“A construção civil é um setor gigante e a gama de nossos produtos irá crescer muito, dando aos lojistas maiores opções de compras juntos aos nossos distribuidores e representantes. Também direcionaremos significativos esforços na ampliação do fornecimento de fixadores para o setor industrial, grandes consumidores de elementos para fixação mecânica”, concluiu.  

Jomarca Kits

Há muito tempo ela é líder em fixadores para o setor moveleiro, e essa liderança emana do aprimoramento permanente. Buscando consolidar essa posição, anos atrás focaram investimentos para formação de uma sociedade com uma empresa de Mirassol, SP, fabricante de kits para montagens de móveis. Essa ação começou em 2006 e durou até o momento que a compraram a parte dos sócios. Nesse mesmo período se uniram e depois compraram uma empresa em Linhares, ES, que também tinha uma fábrica em Vila Velha, no mesmo estado, desativada tempos depois para transferência e construção de uma nova fábrica em Itaquaquecetuba, região metropolitana da capital paulista, hoje em plena produção. “Não paramos não. Construímos uma nova fábrica em Rodeiro, MG, próxima ao polo moveleiro de Ubá”, disse Ricardo.  

Daqui pra frente

O segmento de kits está sendo protagonista de uma nova fase da Jomarca, que começará ainda no segundo semestre deste ano sua produção de dobradiças para móveis. A implantação desta linha, que irá incrementar os kits, será na matriz, em Guarulhos, com o investimento atualmente na ordem de R$ 12,5 milhões. Trata-se uma fábrica completa com máquinas totalmente novas, importadas da Itália, com previsão de entrega para Junho deste ano, segundo a diretoria.

“Fazendo um balanço entre a produção da matriz e de nossas demais unidades, em fixadores a Jomarca produz 1,6 mil toneladas por mês, revende mais 1,2 mil toneladas em itens importados, totalizando 2,8 mil toneladas mensais. No grupo ao todo temos 1050 funcionários diretos e 200 indiretos (terceirizados como portaria, limpeza e outros). Em nosso faturamento total 60% são de parafusos e similares, 30% são kits e os 10% restantes são do mix de ferramentas. Até o final de 2014 estamos almejando R$ 320 milhões de faturamento líquido”, concluiu.

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