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30/08/2009 11h52

A hora do pré-sal

"Todos os que pretendem predizer ou prever o futuro são impostores, pois o futuro não está escrito em parte alguma, está por fazer" - Michel Godet


Professor do CNAM – Conservatoire National des Arts et Métiers – Paris, França, diretor do LIPSOR – Laboratory for Investigation in Prospective and Stategy e, autor de várias obras, dentre elas, Criando Futuros: Cenários de Construção como um Instrumento de Gestão Estratégica – (2001), o professor Michel Godet tem uma importante contribuição no estudo de cenários e sua relevância na formulação de estratégias nas organizações. Desenvolveu uma teoria que sustenta a necessidade do conhecimento de metodologias para a prospecção e escolha de futuros possíveis. Os cenários são hipóteses apresentadas em forma de narrativa e são divididos em três níveis de observação:



- Macro: mundiais, nacionais ou regionais;
-Intermediários ou setoriais: tratam diretamente com a área de atuação da organização.
- Micro: focados diretamente no negócio da organização.

Entender os cenários possíveis onde sua organização atuará no futuro é primordial para a formulação de planejamentos e planos estratégicos. Entendamos o planejamento como “o que fazer”, e o plano estratégico “como fazer”. O mínimo que se espera deste processo é a definição da missão coorporativa, a análise da situação, a formulação de objetivos e estratégias, a implementação, controle e análise de resultados. Sua empresa já desenhou cenários levando em consideração a “era do pré-sal”?

As estimativas quanto a dimensão e a capacidade de produção de petróleo e gás da camada de pré-sal brasileira ainda são precárias. Fala-se em dobrar a capacidade de produção nacional em 20 anos. Acredita-se, entretanto, que em 2016 as reservas estarão sendo exploradas em larga escala, transformando o Brasil em um dos principais países produtores de petróleo e seus derivados. Estamos às vésperas de conhecer as diretrizes do Estado na condução do modelo de exploração, ou seja, do processo de produção e distribuição. Será a Petrobras a companhia responsável pelo processo todo? Criarão a Petrosal? Permitirão a participação de capital estrangeiro?

Algo é certo: os investimentos para a obtenção do “ouro negro” em águas tão profundas será extremamente alto. Isto significa que serão muitas as demandas por uma infinidade de produtos e serviços. As reservas da camada pré-sal estão localizadas na região litorânea entre Santa Catarina e Espírito Santo, passando por São Paulo e Rio de Janeiro. Portanto, espera-se um forte incremento econômico nestas regiões. Se sua empresa ainda não possui um plano estratégico que vislumbre oportunidades de mercado levando em consideração a “era do pré-sal”, sinto informar: está atrasada. Mas nem tudo está perdido. Ainda há tempo de se reposicionar e correr atrás das novas oportunidades. Mãos à obra!

Hans Müller é sócio-diretor da White Oak Marketing

hans@whiteoak.com.br

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