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21/06/2011 03h51

NHK Fastener e Unicamp realizam
debate sobre falhas em parafusos

Evento reuniu professores universitários, técnicos da empresa clientes e
convidados para troca de informações

A NHK Fastener do Brasil, uma das 10 maiores empresas parafuseiras do país, reuniu funcionários, clientes e colaboradores no último dia 15 de abril, no hotel Park Plaza, em São Bernardo do Campo, SP, para duas palestras sobre sua área de atuação.
No país desde 1976, a NHK possui 177 funcionários e fornece peças para todo território nacional, além de exportar para os Estados Unidos, México, África do Sul, Europa e China. Toda a tecnologia utilizada na empresa é proveniente da Topura Co. Ltd, uma das maiores produtoras de parafusos no Japão.

 

 


Prof. André Uehara    

A empresa chegou ao Brasil com o intuito de produzir parafusos para eletrônicos, mas ao passar dos anos e aumento da concorrência, trocou seu foco para peças automotivas. Hoje 47% dos produtos feitos na NHK são voltados para os carros e 28% para motocicletas.
Quatro anos atrás a fabricante iniciou uma parceria com a Unicamp para desenvolver tecnologia e conhecimento.
O objetivo era comparar a matéria prima nacional com a importada do Japão.
A primeira pesquisa realizada foi sobre fadiga em parafusos e a partir daí mais trabalhos foram desenvolvidos. O público alvo é sempre formado por engenheiros, técnicos e pessoas ligadas às áreas de Engenharia, Qualidade e Produção.
Segundo o presidente da NHK Fastener, Massanao Yamauchi, “É preciso unir empresas e universidades para formarmos profissionais mais qualificados e produzir com maior qualidade”.

No evento, o professor da Unicamp, André Uehara, explicou sobre falha em parafusos. Toda sua pesquisa foi realizada na NHK e na Zincagem Mogi, com testes em peças fragilizadas por hidrogênio.
Com exemplos reais como fotos e cases, foi explicado que até mesmo produtos de limpeza baratos, muitas vezes impróprios para a manutenção das peças, podem prejudicar a conservação e causar problemas.
 

 


Prof. Itamar Ferreira    

Sobre o processo o professor deu a seguinte definição:
“A perda de ductilidade em um metal ou liga é causada pela absorção de hidrogênio em combinação com carregamentos externos ou tensão residual interna”.

Ou seja, a fragilização por hidrogênio pode acontecer por alguns motivos, como:
- Limpeza química com produtos inadequados, chamada de Decapagem Ácida;
- Processos de Fosfatização e Eletrodeposição;
- Processos Autocalíticos (sem corrente elétrica);
- No processo de soldagem.

Uehara ainda disse que muitas empresas não admitem que seus produtos possam sofrer a inserção de hidrogênio em sua fabricação, criando um tabu e uma mitificação, até porque muitas vezes só é notado o erro quando há a Fratura Retardada, ou seja, quando um parafuso com hidrogênio desenvolve uma ruptura somente após certo tempo, o que causa uma discussão de quem foi o responsável pelo problema.
Após diferentes testes, tanto de resistência, quanto de manutenção e limpeza com diversos tipos de produtos, o Professor notou contaminação no processo de retrabalho da Camada Zincada. Enquanto as peças sofriam um banho pôde ser notada uma efervescência com espuma, causada pelo hidrogênio.
Ainda assim Uehara afirma: “Parafusos são elementos que possuem todas as características para esse processo de fragilização”. Em testes realizados ele pôde notar
rupturas em três regiões: camada acimentada, região intermediária e no núcleo.
Para ele uma das soluções mais efi cazes para evitar a fadiga por hidrogenização seria uma menor quantidade de ácido e de tempo na decapagem, aliado ao inibidor para ácido ou solução.

Porém isso implicaria em outra questão: o custo. Se cada parafuso passar por esse processo recomendado, o preço dele seria mais elevado para a empresa e esse valor repassado aos consumidores.
O Professor acredita na seguinte equação:

 

Mesmo com um valor mais elevado, Uehara acredita que essa seria a melhor solução, uma vez que um número menor de parafusos quebraria ou sofreria com a inserção de hidrogênio, fazendo com que esse custo fosse eliminado.
Conseqüências – Após a primeira apresentação houve uma segunda palestra, dessa vez com o Professor Doutor Itamar Ferreira, também da Unicamp. O tema ainda era relacionado às falhas em parafusos, mas dessa vez mostrando em exemplos reais os resultados de parafusos errados.
Segundo ele “À medida que aumentamos a qualidade, aumentamos também a resistência da peça. Mas estamos reduzindo a ductilidade e esse é o maior problema que
temos na Engenharia hoje. É uma relação inversa”.
Isso signifi ca que, depois de estudos realizados por ele, os parafusos com ISO 898-1 mostravam ser mais fortes e melhores, mas ao mesmo tempo com maior probabilidade de falhas e fadigas.

Para Ferreira a equação é bem simples:

 

 

Um exemplo dado pelo Professor foi o caso do piloto Ayrton Senna, morto após um acidente causado por um dos componentes do sistema de direção. Se produtos de qualidade fossem utilizados, aliados ao conhecimento da equipe automobilística, a tragédia poderia ser evitada.


Roberto Utiyama    

Outro caso foi do carro Stilo, da Fiat, quando uma série deles apresentou problemas em parafusos da roda traseira, causando colisões e colocando a vida dos condutores em risco. A Unicamp fez estudos e divulgou um laudo provando que uma peça de ferro fundido havia sido trocada por uma de aço forjado não resistente. A montadora italiana foi obrigada a realizar um recall e substituir o item.
Ferreira também alertou para o fato que problemas de falhas e fadigas não acontecem somente em parafusos automobilísticos. Itens cirúrgicos já demonstraram casos, como em pinos inseridos em colunas e ossos do corpo humano.

Para o Professor é necessário haver pesquisas para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos. Ele mesmo notou que um parafuso fica 9% mais resistente quando é laminado após o tratamento térmico, o que poderia ser uma das soluções para os fabricantes.
Parcerias – Após as palestras o diretor da NHK Fastener, Takeshi Sakahida agradeceu aos convidados presentes e abriu o espaço para a criação de parcerias entre a NHK e empresas do mesmo ramo, Unicamp e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), visando fortalecer e aumentaro uso de produtos e técnicas nacionais, evitando o uso dos materiais importados e de baixa qualidade.
Após a discussão, um grupo de funcionários da empresa apresentou um CQQ, atividade desenvolvida na NHK e apresentada uma vez ao ano visando a melhoria dos serviços e condições do local.
Depois, todos foram convidados para um churrasco ao lado do auditório, onde puderam interagir, discutir e relaxar.

 

 
Eduardo Corrêa (NHK), Dulce Souza (Moto Honda), Fábio Silvestrin (Moto Honda), Marcos Machado (NHK) e Saulo Mazzi (Honda Automóveis)

 

 
Marcos Varim (Indebras), Gilmar Luciano (NHK), Ricardo Siqueira (Indebras) e André Abreu (NHK)

 

 
Roberto Utiyama, Massanao Yamauchi, Renato Kurihara e Sueo Tani (todos da NHK) com J. Gianesi (Sinpa)

 

 
Antônio Marcos (NHK), Paul Anderson e Reinaldo (Fibam), J. Gianesi (Sinpa), Takeshi Sakahida, Diogo Moreira e Benedito Dias (NHK)

 

 
Fernanda Bertoldo (NHK), Leonardo Derossi (NHK), Marcos Ribeiro (Platit) e Luís Fernando (NHK)

 

 
Leonardo Derossi (NHK), Douglas Blanez (Visteon), Ítalo Torres (Visteon) e Cládio Robbo (NHK)

 

 

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