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Evento
27/11/2016 09h30

 Eventos

O ponto de encontro anual do setor
  de tecnologia em forjamento

 

 
Durante três dias, ações corretivas e avanços na forjaria industrial foram trazidos à luz por palestrantes internacionais
 
 

É provável que alguns dos nossos leitores ainda não conheçam o Seminário Nacional de Forjamento – Senafor, evento anual realizado na cidade de Porto Alegre (POA), RS. Foi criado em 1982, por iniciativa pioneira dos professores Lírio Schaeffer e Paulo Regner, membros do Departamento de Engenharia Metalúrgica, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 

Habitualmente realizado em outubro, o Senafor tem o primeiro dos seus três dias dedicado às visitas técnicas na região metropolitana de POA em indústrias, centros técnicos e acadêmicos envolvidos com atividades de forjamento industrial quente e frio. Os dois dias seguintes são compostos de feira de negócios e ciclo de palestras de nível internacional, dado ao fato que entre os visitantes, expositores e palestrantes encontram-se profissionais de todo o globo.

Raro encontrar alguém que não reconheça a importância de investir e fomentar o mercado através de ações educacionais, culturais, encontros entre agentes dos campos da tecnologia, bem como exposição de produtos e serviços. A questão chave é que em “tempos bicudos” no cenário econômico” é onde os campeões de mercado devem investir e se expor. A 36ª edição deste Senafor tem que ser reconhecida como heroica, tanto por parte da comissão organizadora, quanto dos participantes e patrocinadores, daí a razão para a frase título (um ditado gaúcho) pronunciada pelo presidente da organização, Dr. Lírio Schaeffer, em visita ao estande da Revista do Parafuso.

Finalizando, como nos disse um dos assíduos participantes, o Dr. Gerhard Arfmann durante a feira Wire 2016, em Düsseldorf, Alemanha: “não podemos tirar o guarda-chuva dos nossos parceiros justamente no momento em que chove”.

Entrando nas apresentações, vale destacar que o Senafor expandiu nesses 36 anos criando outras novas modalidades como Forjamento de Chapas, Metalurgia do Pó e Energias Renováveis, que – juntamente com o forjamento geral – teve abertura simultânea, tradicionalmente com as palestras de temas gerais, cabendo ao engenheiro Reno Schmidt Jr., diretor de operações da Bruning Tecnometal, abrir o evento com o tema: “Fornecedores nacionais da cadeia automobilística e o desafio da sobrevivência”.

  Schmidt traçou um paralelo entre a trajetória da indústria Brasileira, especialmente a automotiva, com os quase 70 anos da Bruning, empresa gaúcha com mais de 1,8 mil colaboradores (em 2013 eram mais de 3,3 mil), fabricante de máquinas, peças e equipamentos para os setores de agropecuária e veículos automotores, como caminhões, tratores e construção.

Em seguida, o Dr. Eng. Gianni Martinelli, da Forging Technologies – Suíça, conduziu sob o tema “Tendências de desenvolvimento e as reais necessidades para o amanhã nas forjarias”.

“Projeto de componentes leves para automóveis ou o potencial inexplorado do forjamento”, uma interessante síntese apresentada por Christian Becker, da Metalforming Equipment Hatebur Ltd, Alemanha. Primeiro ele apresentou slides contendo a trajetória global da indústria automotiva desde 2012 com projeções para 2020, seguida das metas de redução de emissão de CO2, citando especificamente União Europeia, EUA, Japão e China. Interessante constatar que a Hatebur demonstra que, através de seu know-how na conformação mecânica, peças como parafusos e porcas, e não só eles, podem ser reprojetados de modo complexo que reduz significantes partes da mesma peça sem comprometer sua função e segurança, findando em expressivas redução de matéria prima para o fabricante e seus clientes, redução no peso dos veículos, que consumirão menos combustíveis, impactando fortemente no meio ambiente biológico e dos negócios. 

O tema “Redução de Custo por Meio de Otimização Progressiva e Projeto de Ferramenta”, apresentado pelo Dr. Gerhard H. Arfmann, da CPM GmbH, Alemanha. Segundo Arfmann, a competitividade na indústria de forjamento exige contínuo desenvolvimento em tecnologia para atender as demandas, ou mesmo para simplesmente reagir às mudanças bruscas de mercado. As ações podem ocorrer em diversos pontos: na alteração no preço do produto, dificuldades em comprar o equipamento no tempo necessário e outros. Mas tendo uma boa engenharia ajuda na reação a tais condições, um desses caminhos está em alcançar o melhor no projeto ferramental na conformação. Foi apresentado o caso da produção de parafusos de fenda six lobe, um tipo de conformação que demanda muita atenção no ferramental, na qual a análise por elementos finitos (FEA) foi essencial. Segundo Arfamann, neste caso projetou-se para que os golpes durante a conformação das peças comecem com uso de menor tolerâncias, de modo que as ferramentas possam desgastar antes de atingir o limite maior de tolerância sem ruptura. Além disso, é indispensável a escolha correta do carboneto para garantir a vida útil da ferramenta. Mas o que geralmente ocorre na produção da ferramenta termina em itens apenas dentro dos limites, com ferramentas que podem quebrar antes sido desgastadas.

“Pesquisas recentes sobre a cooperação entre universidades e indústrias, e diversos exemplos no campo da conformação mecânica”, apresentado pelo Dr. Eng. Jun Yanagimoto, do Instituto Industrial de Ciência, da universidade de Tóquio, Japão. Segundo Yanagimoto, após o final do Shogunato Edo no século IXX, período de governança militar feudal, o Japão incorporou a Revolução Industrial, mas quase cem anos após seu início e com a desvantagem de ter escassos recursos naturais, induziu o povo nipônico a focar em eficiência e criatividade em pesquisa, desenvolvimento e produção. Porém, sua eficiência produtiva ainda está baixa, sendo 63% dos EUA. Os investimentos nessa área, comparado às grandes nações como Alemanha, Inglaterra, Coreia do Sul e China também são inferiores, o que leva a necessidade de buscar mais integração e suporte junto às universidades como estratégia de evoluir na competitividade e produtividade, apesar de sua já reconhecida capacidade em alta tecnologia biomédica, robótica, TI e outros.

“Utilização do SIMUFACT.Forming para uma reprodução e análise por elementos finitos (FEA) de uma falha em processo de extrusão a quente de Titânio grau 2” Neste trabalho, os autores da Argentina, representados por German Abate, se propuseram a reproduzir uma mau funcionamento em extrusão de barras e tubos de Titânio CP (grau 2). Para modelar os dados registrados nos ensaios, os dados foram obtidos com o operador da prensa. Para a caracterização do comportamento do material, realizou- se um ensaio de torção e compressão a quente, que permitiu determinar a resistência à deformação e a ductilidade do material à temperatura de trabalho, assim como as microestruturas esperadas no ensaio da extrusão. Para estabelecer o comportamento do lubrificante usado nos testes foram feitos ensaios com anéis, comparando-os com outros de uso comercial. Por outro lado, os termopares foram usados para fornecer dados da distribuição e evolução térmica dos billets até a saída do forno, a fim de ajustar os parâmetros operativos e as propriedades térmicas do material no software de simulação (FEA). A partir da modelação do processo, o estudo dos produtos extrudados e seus defeitos pode-se encontrar uma boa correlação entre os esforços calculados na simulação e os valores registrados. Foram identificados os fatores determinantes que levaram a superar a capacidade nominal da prensa: arrefecimento excessivo do billet antes da extrusão e o incorreto comportamento do lubrificante utilizado.

“Aplicações e experiência de produção com prensas servo-acionadas Schuler”, por Mauricio Lahuerta, da Prensas Schuler S.A., de Diadema, SP, apresentou uma série de slides que demonstram os pontos chave na busca por uma atividade lucrativa na industria de forjados. Segundo Lahuerta, as linhas Schuler atuam com movimentos livremente programáveis e velocidade de produção altamente flexível; otimização do processo de produção para cada parte específica; alta eficiência e maior produtividade; melhoria da vida útil; produção de itens complexos e, possivelmente, maior range de peças; slides com posicionamentos precisos e funcionalidades adicionais para setup de ferramentas; eficiência em uso de energia na comparação com prensas convencionais, além de ser apropriado forjar a frio, morno e quente. Cold Form: entre suas linhas, a Schuler possui uma linha de prensas horizontais de seis estações com até 90 pancadas p/min., servo alimentador linear, estação de cisalhamento dentro da prensa e outros.

“Aspectos de influência na simulação computacional da conformação mecânica baseada no método dos elementos finitos”, este trabalho realizado por um quinteto da Universidade Federal de Minas Gerais foi apresentado por um dos professores titulares da UFMG, o Dr. Eng. Paulo Cetlin, coautor. Segundo eles, o estu- do da conformação mecânica pode ser ainda mais bem assistido utilizando-se simulações computacionais com base no Método dos Elementos Finitos (MEF), método que consiste na discretização de geometrias de interesse, visando simplificar análises físicas em formas complexas. Entre outras, foram testadas as consequências dos aspectos de configuração da simulação sobre a precisão dos resultados previstos com foco no número de elementos e de nós empregados nas geometrias, na suposição de comportamento do material (plástico ou elasto-plástico) e no limite de penetração de uma malha sobre a outra (remalha). Assim, foi mostrada a importância das configurações de simulação, sendo essas tão importantes quanto as considerações dos próprios aspectos físicos do processo para a obtenção de cálculos satisfatórios.

“Estudo da influência da temperatura de austenitização ede resfriamento sobre a microestrutura e dureza do aço ABNT 4140 forjado a quente”, apresentado pela coautora Luana De Lucca de Costa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O estudo demonstra que nos processos de forjamento a quente - devido aos ciclos térmicos e mecânicos a que o material é submetido - diversos fatores influenciam e ampliam a gama de propriedades mecânicas que podem ser obtidas nas peças metálicas envolvidas neste processo. Portanto, a proposta foi de estudar a influência dos fatores tempo de austenitização, temperatura e deformação sobre a variação da dureza do aço ABNT 4140. Para isso, o material foi mantido em diferentes temperaturas, durante diferentes períodos de tempo e, posteriormente, forjado e tratado termicamente em patamares semelhantes aos de recozimento direto e revenimento. Esta pesquisa corresponde a uma das etapas do projeto BRAGECRIM (Iniciativa Brasil-Alemanha para Pesquisa Colaborativa em Tecnologia de Manufatura).

 

Hatebur Umformmaschinen AG Fundada em 1930, a Hatebur é uma fabricante global de máquinas de prensagem vertical e horizontal, utilizadas em processos de conformação mecânica a frio e quente de peças seriadas, tendo recentemente adquirido a italiana Carlo Salvi, produtora de prensas multi estágio para confeção de elementos de fixação.

 

 

 

Vtech Br. Representante, distribuidora, provedora de suporte etreinamento no Brasil e Argentina em sistemas da GOM, empresa alemã que desenvolve e produz softwares, máquinas e sistemas medição óptica por coordenadas 3D para medição e testes de componentes na índústria e em pesquisas.

 

 

 

 

Presstrade AG Empresa sediada na Suíça, com know-how demais de 20 anos, a Presstrade executa serviços de assessoria e suporte sob medida na compra de máquinas novas e usadas para processos de forjamento, bem como em processos de instalações especiais, engenharia e logística.

 

 

 

Fuchs do Brasil Desde 1995 a Renolub passou a se chamar Fuchs do Brasil, tornando-se subsidiária da Fuchs Petrolub AG, Alemanha, fabricante independente de lubrificantes e produtos especiais em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

 Lasco Umformtechnik GmbH Empresa alemã com quase 150 anos de atividades na produção de máquinas e ferramental para forjamento mecânico, com unidades na China, EUA, França e Rússia, e diversos escritórios de representação, incluindo o Brasil.

 

 

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