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Entrevista
30/12/2008 10h40

Um ano que marcou a história

A economia brasileira viveu em 2008 um dos melhores momentos já registrados, sendo que o setor de elementos de fixação atingiu um crescimento em torno de 15%. O presidente do Sinpa, José Gianesi Sobrinho, esclareceu como foi o comportamento deste segmento durante o período de incertezas e contou quais ações praticadas pelo sindicato

O ano de 2008 seria perfeito para muitas empresas, se não fosse a crise internacional iniciada em meados de setembro, que provocou uma desaceleração do mercado. Até então, as fábricas trabalhavam a todo vapor, o que significava uma grande expansão da economia brasileira.

Foto acima: José Gianesi Sobrinho

Nos dois últimos meses do ano, a população ficou temerosa. O consumo diminuiu drasticamente, prejudicando, principalmente, o setor automobilístico. Ao mesmo tempo em que era preciso comprar e continuar a movimentar o círculo econômico, as pessoas sentiam-se inseguras em fazer grandes investimentos, embora, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha em dezembro, mostrou que 76% dos brasileiros continuavam confiantes na economia. Vamos saber agora, o ponto de vista sobre 2008 e as previsões para 2009 do Presidente do Sinpa – Sindicato das Indústrias de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares – José Gianesi Sobrinho, para o setor parafuseiro, e o que ele pensa a respeito do novo sistema de retenção do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços – decretado pelo atual Governador do Estado de São Paulo, José Serra.

Revista do Parafuso (RP): Qual a sua visão a respeito do crescimento da economia em 2008, em referência ao setor de elementos de fixação?
José Gianesi Sobrinho (JGS): Cerca de 50% dos nossos associados tem produção destinada à indústria automobilística e, os outros 50% são direcionados ao mercado comercial, ou seja, dois setores da economia bem distintos. A parte ligada às montadoras teve um crescimento estimado entre 20 e 22%. Já a outra metade, sofreu uma influência das importações da China e, por este motivo, o desenvolvimento não foi na mesma proporção, embora tenha sido significativo. Os empresários do setor investiram neste último ano, acreditando que o crescimento estava razoavelmente sustentável, e foi uma decepção e uma preocupação muito grande a experiência que vivemos de setembro para cá. Até então, todos estavam bastante entusiasmados e engajados com os trabalhos, e consequentemente, realizando importantes investimentos.
 
RP: Em relação à crise, alguns dos empresários tiraram o “pé do acelerador”, como por exemplo, deixando de negociar a compra de máquinas, devido a queda das vendas. Qual o seu conselho quanto a postura que os executivos do setor deveriam adotar neste período?
JGS: Eu acredito que o momento ainda é de investimento. É preocupante porque não podemos mudar os planos com a mesma velocidade que vivemos a crise, mas sem dúvida, a agilidade será alterada para adequar-se à um panorama que vamos ver no início de 2009; mas que ninguém sabe qual é.
 
RP: E na sua análise, qual foi o comportamento que o empresário do setor adotou?
JGS: A maioria dos empresários se importou com a crise, principalmente, por conta da grande influência que a indústria automobilística tem sobre nosso setor. Acredito que ninguém teve uma postura de precaução demasiada, e sim, tenha adotado um comportamento responsável em face de um golpe instantâneo. Por isso, a nossa recomendação é: somente em último caso deverá haver dispensa de funcionários. Nós entendemos que a confiabilidade no emprego é o que motivará as pessoas no retorno as compras, influenciando em uma mudança mais eficaz.
 
O Sindicato das Indústrias de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares faz um trabalho em conjunto com as empresas fabricantes de aço no Brasil, para obter valores de compra mais competitivo e ter uma igualdade de custos com os concorrentes de todo o mundo
 
RP: Qual foi o crescimento nos últimos 12 meses?
JGS: O sindicato não possui números e por isso temos uma estimativa que se aproxima muito da realidade. Comparando 2008 com 2007 e, considerando a redução de vendas nos últimos dois meses do ano, acredito que ainda tivemos um resultado muito bom, na ordem de 12 a 15% (em faturamento). Estimo que o consumo aparente de elementos de fixação no Brasil é de U$ 1 bilhão por ano. A produção interna deve gerar em torno de U$ 750 milhões e a importação aproximadamente U$ 250 milhões. A exportação representa cerca de U$ 40 milhões, uma participação pequena, pois ainda não temos competitividade para exportar, afinal, o Brasil possui o preço do aço mais alto do mundo.
 
RP: Há algum tempo tem se debatido o tema relacionado a falta de mão-de-obra técnica no segmento parafuseiro. O que você pensa sobre este assunto?
JGS: Isso não é algo novo, mesmo porque é inerente da própria atividade. O que o sindicato faz com o apoio da FIESP – Federação das Indústrias de São Paulo – e do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial –, é conseguir cursos adaptados pelo Senai para complementar as disciplinas já ministradas na escola, com informações específicas da nossa atividade industrial. Mas para isso, primeiro é preciso formar uma demanda que justifique o Senai a prestar tal atendimento. A idéia é que a indústria encaminhe seus funcionários para as unidades que tiverem disponibilizando esse serviço.
 
RP: Quais são os trabalhos realizados pelo sindicato?
JGS: Representamos os interesses dos nossos associados junto aos poderes governamentais, sindicatos de trabalhadores e fornecedores. Também disponibilizamos treinamentos, como mencionado anteriormente. No momento, estamos empenhados na elaboração do projeto de fiscalização aos produtos importados da China para inibir ilícitos na importação. Atuamos juntamente com as aciarias para que o preço do aço siga os mesmos padrões de custos dos nossos concorrentes no exterior, e assim, diminuir a importação de elementos de fixação. O interessante é que os fabricantes de aço concluíram que com a importação, eles perdem o mercado do aço nacional. Além disso, contribuímos para a redução de impostos, nos engajando em todas as iniciativas da FIESP e do CNI – Confederação Nacional da Indústria. Saliento que nossos fabricantes de elementos de fixação estão altamente capacitados para atender o mercado brasileiro em qualidade e quantidade.
 
RP: Fale sobre o novo sistema de retenção do ICMS (substituição tributária) decretada pelo Governador José Serra em outubro passado?
JGS: Estamos atentos a isso, mas o nosso setor é de fabricantes de parafusos e não de distribuidores. Até agora, os fabricantes não foram diretamente afetados, porém, sofrerão as conseqüências desse plano, que atinge seus principais clientes, que são os distribuidores. Estamos atuando neste assunto de forma técnica, para quando houver a aplicação da substituição tributária, o MVA – Margem de Valor Agregado – seja utilizado corretamente, evitando certos exageros, o que poderá influenciar na competitividade entre os vários distribuidores. Somos os únicos capazes de conseguir municiar o sistema, atuando diretamente com a Secretaria da Fazenda.
 
RP: Esse novo sistema alterará ou afetará o processo de crescimento do segmento?
JGS: Não. Particularmente, sou favorável a esse sistema, pois inibirá ilícitos na cadeia produtiva.
 
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