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30/08/2008 04h30

Da "terrinha" para "Terra prometida"

Dizem que o Brasil é a terra prometida, local de fartura e inexistência de catástrofes naturais. Há 34 anos, o português Alfredo Ferreira depositava suas esperanças por aqui e começava a galgar uma história de luta e sucesso, transformando-se em um dos maiores distribuidores de fixadores do país. Conheça a jornada e a opinião deste luso-brasileiro

O empresário Alfredo Sequeira Ferreira é um português de 56 anos, que está à frente da Sider Comercial Industrial, uma das maiores distribuidoras de fixadores do Brasil. Disponibiliza aos consumidores toda a linha de fixadores em ferro (grau 2 / 5.8), aço (grau 5 / 8.8), latão, inox 304 e 316, aço liga, bronze, entre outros, além de desenvolver itens especiais conforme a necessidade do mercado. A empresa trabalha apenas com fabricantes certificados ou em fase de auto-certificação, o que garante a qualidade do produto que chega ao consumidor final. Atende a linha de fixadores dos mais variados segmentos, dentre eles, eletroeletrônico, moveleiro, siderurgia, metalurgia, construção civil, indústria naval, automotiva e pesada, estrutura metálicas, cimenteiras e outros segmentos.
Ferreira partiu de Portugal e chegou ao Brasil em 1974, destinado a trabalhar na empresa do tio, chamada Independência Parafusos, criada em 1966 (na época, muito bem conceituada). No final da década de 1970, tornou-se sócio da mesma, e, em 1982, vendeu a parte que lhe cabia e fundou a Sider. Segundo o empresário, a palavra Sider (que vem de siderurgia) foi uma inspiração que ele teve na Itália, lugar que ele visitou logo após o seu casamento. Conheceu uma empresa que tinha filial em várias cidades italianas, e cada delas tinha a denominação Sider na frente, com o nome do município na seqüência. “Por exemplo, SiderRoma, SiderMilão e assim por diante. Aquilo marcou para mim”, explicou Ferreira.
Os negócios prosperaram, e no ano de 2000, o empresário identificou uma carência em um dos mercados que a Sider atendia: o de parafusos especiais. Algumas companhias, durante a manutenção, requisitavam em caráter emergencial, uma determinada peça; mas como eram itens incomuns no mercado, tornava-se complicado atender a esse tipo de pedido.
“Era preciso fabricar o parafuso, e por isso, encontrávamos dificuldades no aspecto tempo”, contou Alfredo. Por este motivo, nasceu a Forjafix, que a primeiro momento veio para “apagar incêndios”, pois tendo uma fabricante diretamente ligada a Sider, seria mais fácil satisfazer as necessidades dos clientes. “É claro que hoje temos um ramo de atuação muito maior. Podemos dizer que a marca já é bem conceituada e está na cabeça dos engenheiros quando desenvolvem uma peça. Fornecemos para todos os grandes grupos”, comentou Ferreira, que confiou a administração da Forjafix ao filho, Alfredo Filipe Abreu Ferreira.
Há 34 anos no ramo, Ferreira tornou-se um bom analista da atual economia que vive o Brasil. “Já passamos muitos altos e baixos, e penso que hoje está mais fácil para trabalhar. O mercado está numa fase acelerada, todos os segmentos no modo geral estão em franco-crescimento. Acredito que o País não deva sofrer uma crise nos próximos dez anos”, declarou.
O empresário disse não se lembrar de uma época tão boa como esta que estamos vivendo. Ele não se esquece dos problemas (como aumento da matéria prima), mas descreve que através de conversas com empresários de outros segmentos e até mesmo com concorrentes, pode afi rmar que o período é de investimento e bons negócios. “Principalmente, porque nosso mercado é um dos primeiros a sentir os reflexos da economia”, argumentou. “Atualmente, é possível trabalhar com pedidos feitos para serem atendidos para daqui um ano ou mais. O futuro é promissor”, completou.
Com 240 funcionários, as vendas da Sider em 2008 (que tem nas prateleiras cerca de 80 mil itens prontos para serem entregues), já superaram os números de 2007, e na comparação de julho com junho de 2008, houve um faturamento de 30% (um aumento considerável de um mês para o outro, dentro do mercado de reposição). “Acredito que nos próximos 12 meses, nosso ramo deva crescer em torno de 20%”, apostou Ferreira, que diz que como diretor da empresa, falta lhe tempo para resolver todos os problemas profissionais gerados no dia-a-dia. Ferreira manteve a cidadania portuguesa e por este motivo não vota no Brasil, mas afirmou que não teria votado no nosso atual presidente. “Porém, acho que o Lula foi inteligente ao seguir o caminho que já estava traçado pelo governo anterior. Hoje, vemos que estamos nos aproximando das grandes potências.
Eu vejo a política e economia brasileira com bons olhos”. Ferreira se considera brasileiro. É apaixonado pelo País, traçou objetivos nessas terras, trabalhou duro e venceu. Constituiu família, criou laços de amizade, e embora sinta muita saudade dos pais e irmãos que vivem em Portugal, não se vê mais longe do Brasil. “Eu vim pra cá provisoriamente, não imaginava que ficaria. Mas os rumos mudaram e habituei-me ao local. Sei que morrerei por aqui”, encerrou Ferreira. E através das “piadas”, dizem que os portugueses são atrapalhados! Ferreira é uma prova de que isso não é verdade! Está aí um vencedor e que muito contribuí para o setor parafuseiro.
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