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Entrevista
30/09/2020 05h12

Entrevista

Tatiana Nolasco, diretora de negócios da ArcelorMittal

Pela primeira vez uma liderança feminina no comando da unidade Sul Fluminense da Cia

No começo de agosto de 2020 um post na rede social de negócios Linkedin noticiava que pela primeira vez a ArcelorMittal Aços Longos LATAM passava a ter uma mulher no comando das operações.

"Isso é motivo de muito orgulho para nós", dizia o autor Jefferson De Paula, CEO dessa unidade de negócios da Cia. Tatiana Furtado Nolasco de Abreu quebrou barreiras e paradigmas dentro do nosso segmento, tradicionalmente masculino. A nova Diretora de Negócios da ArcelorMittal Sul Fluminense, que abrange as plantas industriais de Barra Mansa e Resende, ambas no Estado do Rio de Janeiro, está liderando 1,3 mil empregados próprios e indiretos, sendo a maioria composta por homens. Essa conquista é fruto de um trabalho árduo e consistente, desenvolvido ao longo de 20 anos de carreira”, concluiu De Paula.

Por essa razão, trouxemos essa mulher de aço para esta compacta entrevista, a seguir.

Por favor, fale um pouco sobre sua origem e carreira.

Nasci em Niterói (RJ), tenho 40 anos, sou casada e mãe do Rafael (seis anos) e da Paula (quatro). Sou formada em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em Resende, e atuo há 20 anos no setor siderúrgico. Comecei minha carreira nessas unidades da Sul Fluminense, como estagiária e, ao longo dos anos, assumi a gerência de diferentes naturezas: gestão, planejamento e logística, suprimentos, qualidade e produção. Atualmente, sou diretora de negócio da ArcelorMittal Sul Fluminense.

A sociedade avançou, direitos foram adquiridos, alguns paradigmas foram quebrados e as mulheres passaram a ocupar posições outrora dominadas por homens.

Há tempos recebemos sugestões para fazermos matérias sobre mulheres na área de fixadores e metalmecânica em geral. O que pensa sobre isso?

Acho muito importante as mulheres ocuparem, cada vez mais, espaços em profissões e cargos predominantemente masculinos. É uma decisão muito válida destacar o trabalho e a trajetória dessas profissionais. Outras mulheres vão se inspirar e ter interesse em ingressar nessas áreas.

Embora ainda em modesto número, mulheres estão avançando rápido. Ou não? Fiz Senai pela Aços Villares (S. Caetano do Sul, SP) entre 1979 e 1980, em tempo integral, das 7 às 17h. Era “um Clube do Bolinha”. Hoje é totalmente misto. Ao que você atribui esse aumento do interesse feminino pelo ambiente industrial do metal?

No começo da minha carreira, por exemplo, era uma das únicas mulheres e a mais nova de todas as reuniões, treinamentos e fóruns de que participava. Não era comum ver mulheres em posição de liderança, mas isso tem se tornado cada vez mais comum. A sociedade avançou, direitos foram adquiridos, alguns paradigmas foram quebrados e as mulheres passaram a ocupar posições outrora dominadas por homens. Nesse contexto, as mulheres têm buscado se capacitar cada vez mais, mostrado as suas habilidades e diferencial competitivo. No entanto, ainda há muito a evoluir. Cerca de 80% dos líderes continuam sendo homens.

Sobre o setor, como a ArcelorMittal divide sua atuação no mercado e qual é a dimensão/volume (quantas toneladas/ano para o mercado interno/ externo, faturamento) do setor de aços longos para fixadores em geral e autopeças (molas, hastes e outros itens similares)?

Em 2019, a ArcelorMittal Brasil - que conta com cerca de 17 mil empregados - produziu 10,4 milhões de aço bruto, teve lucro líquido de R$ 1,068 bilhão e receita líquida consolidada de R$ 32,4 bilhões. O mercado externo representou 35% desse total e o mercado interno, 65%.

Somos a líder do segmento de aços longos. As plantas industriais de Barra Mansa e Resende possuem capacidade anual de produção de 1 milhão de toneladas de aço bruto. Os produtos são voltados para as áreas de construção civil, agrícola, automotivo, energia, indústria, agrícola e estruturas metálicas.

Em relação ao setor de fixadores e autopeças, a planta de Resende ainda está iniciando sua participação no mercado, com o fornecimento de fio-máquina para barra roscada. Mas a ArcelorMittal Brasil possui importante participação nesse segmento através da Belgo Bekaert Arames (BBA), empresa que é uma joint venture entre ArcelorMittal e a Bekaert, e de outras unidades produtoras de fio-máquina.

Fixadores tem um departamento específico? Caso sim, fale sobre.

A ArcelorMittal trabalha por segmentos de produtos, sendo um deles o de fixadores. Esse segmento possui como objetivo ampliar a participação do Grupo nesse mercado, com colaboradores dedicados à definição da estratégia do negócio, desenvolvimento de novos produtos e atendimento aos clientes.

Quanto o nosso segmento representa para o Grupo no Brasil e no mundo, por regiões?

O segmento de fixadores está entre os de maior participação no grupo, sendo muito estratégico para empresa. Os principais mercados se encontram em São Paulo e Santa Catarina, Estados que concentram os principais clientes e volumes de fornecimento.

Fale sobre seu papel e planos nesse cargo.

Eu tive a oportunidade de estar à frente de várias gerências que me deram visão estratégica do negócio e maior conhecimento dos processos para agora estar pronta para assumir o cargo. Após ter passado por um intenso processo de integração das unidades de Barra Mansa e Resende, com a aquisição pela ArcelorMittal, considero-me preparada e muito motivada para fazer do Sul Fluminense uma unidade referência na empresa pela segurança, performance e ambiente de trabalho.

Tatiana Nolasco
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