Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 06
Busca::..
Edição 82
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
História: Sinpa; como tudo começou
30/10/2007 04h25

 

Tudo começou no final dos anos 50, com um alerta de Nicola Galucci – então proprietário da empresa fabricante de parafusos, Cia. Paulista de Artefatos de Metais, e da maior distribuidora de parafusos do país, com sede na Rua Florêncio de Abreu – para Alfredo Fuchs, na ocasião sócio-diretor da Mapri. “Num encontro que tive com Galucci, que era na época o maior cliente da nossa empresa, ele relatou que tinha visitado em Cleveland, Ohio, a Lamson & Sessions, segunda maior fabricante de parafusos dos EUA e ficara sabendo que eles tinham decidido abrir uma planta no Brasil e que o pedido de anuência para isso já estava nas mãos do governo brasileiro”, conta Fuchs.

De acordo com Fuchs, Galucci comentou: “Eu sei que vocês também a visitaram e, diante do tamanho deles, certamente concordam que temos que protestar contra essa vinda”. E Galucci ainda complementou “vocês têm a única Boltmaker do país; eles têm 90! Vão nos esmagar!” “Então, fomos à Cexim, antecessora da Cacex, no Rio de Janeiro, e apresentamos a situação. Lá eles disseram que a ação que estávamos iniciando não podia ser impetrada por uma ou duas empresas, e teríamos que formulá-la representando uma associação de classe, ou seja, um sindicato”, explica.
Naquela ocasião, a lei determinava que antes de se fundar um sindicato, deveria existir uma “associação profissional” reunindo as empresas do setor. Depois de dois anos, esta associação poderia se transformar em sindicato. “Nós tínhamos pressa em fundar esta associação, que necessariamente antecedia o sindicato, mas surgiu um obstáculo, a lei exigia que o presidente de qualquer associação profissional ou sindicato fosse brasileiro nato, além de ser diretor ou sócio de uma empresa”, explica Fuchs.
Ele conta que nenhuma das 26 empresas do setor preenchia esse requisito; não havia nenhum brasileiro nato entre os diretores e sócios; a maioria era de italianos, havia espanhóis, ingleses, alemães, “tinha de tudo, mas brasileiro nato não”, salienta. “Aí alguém se lembrou do Alexandre Smith de Vasconcellos, proprietário da empresa que antecedeu a Sifco S/A”, diz. Na época a empresa era uma forjaria que fabricava enxadas e utilizava caixas de madeira para acondicionar seus produtos. Para fechar essas caixas, usavam “parafusos franceses”, os quais eram produzidos internamente, apenas para uso próprio.
Alfredo relata que foi procurá-lo para pedir que fosse, embora não parafuseiro, atuar como presidente da associação profissional, já esperando ouvir um sonoro “não” como resposta, mas, para sua surpresa, Alexandre entendeu o problema e disse que “desde que não lhe desse trabalho” poderiam contar com ele. Assim foi fundada a Associação Profissional da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares do Estado de São Paulo, que teve como presidente Alexandre Smith de Vasconcellos, que mais tarde também presidira o Sindiforja. A primeira sede foi instalada no mesmo prédio da Fiesp, no Viaduto Dona Paulina, em 1954.
 
Defesa do mercado
Fuchs conta que depois de organizados em associação, voltaram à carga na Cexim, alegando que não havia necessidade de vir nenhuma empresa de fora, uma vez que o país já produzia todos os tipos de parafusos. Mas, o funcionário da Cexim que estava encarregado de elaborar o parecer sobre o mérito da ação entrou em contato com a recém-fundada associação  profissional alegando que um cunhado seu em Belo Horizonte possuía uma oficina de rádio e televisão na qual utilizava parafusos cadmiados, os quais não encontrava na praça e, portanto, nossas alegações não eram confiáveis.
“Então, fui correndo até a Cexim e expliquei que esse tipo de parafuso existia no país e que assim como outros tipos de parafusos (niquelado, cromado, etc.) apenas levava um banho de cádmio, mostrei o parafuso cru e o banhado. Não foi fácil, mas no fim ele se convenceu”, diz. “No final de tudo, o parecer saiu ambíguo: por um lado indeferiu o pedido da Lamson & Sessions, mas por outro, estimulou a empresa a repetir o pedido, agora em conjunto com um sócio brasileiro”, finaliza Fuchs.
Porém, isto é uma outra história... Assim surgiu o Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares – Sinpa, em 17 de agosto de 1963.

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com