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Entrevista: Conheça as ações da Dorken no Brasil, pela visão de seu CEO Peer Gutenberger
30/12/2007 10h02

Peer Gutenberger, CEO da Dörken MKS-Systeme

O sorriso fácil e a fala calma representam em Peer Gutenberger a segurança de quem sabe onde está e o que faz. O executivo de 43 anos e amante dos mistérios da Química é hoje CEO mundial da alemã Dörken MKS-Systeme. Uma trajetória que começou há três anos, logo após sua saída da também indústria química Vibracoustic.
De passagem por São Paulo, para participar da recepção em comemoração aos dois anos de atividade da companhia no Brasil, Gutenberger conversou com a Revista do Parafuso e falou, dentre outros temas, do BRIC (países considerados emergentes que engloba Brasil, Rússia, Índia e China), da atuação da Dörken no Brasil e suas expectativas sobre o País.
Revista do Parafuso (RP) – Conte um pouco sobre a Dörken?
Peer Gutenberger – A Dörken é um grupo familiar fundado em 1892. Está em sua quarta geração de gestores, isso quer dizer que continua a pertencer à família Dörken. Com 700 funcionários mundiais, é uma holding química, composta por quatro empresas que atuam nos segmentos de anticorrosivos, lâminas e plásticos para construção civil, pigmentos e tintas domésticas.
RP – Como será a dinâmica da empresa aqui no Brasil?
PG - A Dörken MKS Systeme é a empresa do grupo que produz os anticorrosivos e por anos teve uma parceria com uma empresa americana, que entre os anos 2000 e 2001 nos instigou a alçar vôos em novos mercados, dentre eles o Brasil. A Dörken tem a premissa de estar nos lugares onde existam a produção automobilística e aqui é um desses países, além de ser um destaque mundial nesse setor.
A previsão para até 2012 é de uma produção de cinco milhões de carros. E é óbvio que precisamos acompanhar de perto este crescimento, já que este é o nosso maior negócio. Isso inclui, claro, as empresas que produzem elementos de fixação, porque também se utilizam de nossos produtos. Em 2003 contratamos o Mauro (Mauro Gorassi, gerente geral da Dörken no Brasil) para nós representar no País e em 2005 passamos a ter oficialmente uma empresa aberta.
RP - Então, podemos dizer que o nascimento da Dörken no Brasil foi em 2005?
PG – Isso mesmo. A partir daí, tivemos realmente uma companhia com estoque próprio, ou seja, nacionalizado, e um centro técnico disponível para atender ao mercado brasileiro. Estamos sediados aqui em São Paulo.
RP – Quais serão os investimentos para 2008 no País?
PG – Até agora, já investimos mais de 500 mil euros nos negócios do Brasil. O ano que vem, injetaremos em torno de 300 mil euros. Um montante destinado a equipamentos, maquinários de testes, ensaio, etc. Hoje podemos dizer que temos aqui uma estrutura que nos traz uma vantagem competitiva no mercado.
O centro técnico, por exemplo, permite que realizemos testes, sem esperar que os mesmos venham da Europa. Um tempo que não dispomos, pela necessidade de sermos cada vez mais eficazes e rápidos.
RP – Vocês trarão as demais empresas do grupo?
PG - Não. Por enquanto atuaremos somente com o setor de pinturas anticorrosivas para a indústria automobilística. Ou seja, a MKS Systeme.
RP - Quantos parceiros vocês já alcançaram aqui?
PG - Dispomos de aproximadamente dez parceiros, ou melhor, licenciados. Alguns vendem o serviço, isso quer dizer terceirizam, outros aplicam em suas próprias peças. A previsão é ter no ano que vem mais três ou quatros licenciados. Tudo depende da aceitação do mercado.
RP - Qual é o grande diferencial dos produtos da Dörken?
PG – Nosso diferencial não está só na qualidade do produto, isso hoje é necessário, é inevitável que se tenha, mas sim no serviço técnico que oferecemos. Temos uma política de resolver os problemas junto com os clientes. A melhor maneira de aplicá-lo, de trabalhar. Sempre que houver algum tipo de questionamento por parte das montadoras, e de todas as cadeias de fornecimento, nós tentamos resolver juntos. E digo, com segurança, que nossos clientes têm sentido isso bastante. Mundialmente, nos utilizamos de algumas brincadeiras de marketing, como o slogan: “Dörken, um nome difícil de falar, mas fácil de aplicar” (risos). É o nosso lema. Essa é uma atitude que tem dado bons resultados mundialmente.
RP - Eu li que a Dörken tem um sério trabalho na área de sustentabilidade ambiental. Só para citar um exemplo, a não utilização em seus produtos de metais pesados que prejudicam o meio ambiente, como cromo, níquel, cádmio. Essa é uma das ações que será implantada também no Brasil?
PG - Na verdade, a companhia nasceu com essa filosofia. Desde o primeiro item desenvolvido pela empresa, em 1980, na Dörken MKS não usamos metais pesados. Na Europa a proibição do uso do cromo é algo novo, desde 2002, porém o Brasil não tem uma legislação forte em relação a essa proibição. Quem tem puxado para frente esse tipo de regulamentação é mesmo a Europa, por causa da reciclagem de automóveis. Mesmo nos EUA não existe essa proibição, o que é engraçado.
O Brasil me parece que avança na questão da consciência ambiental, como vi em algumas empresas com cestos para coleta seletiva de lixo, mas sabemos que não é suficiente. O cromo, assim como outros metais pesados, é realmente uma substância cancerígena, que pode contaminar muito rapidamente os lençóis de água. Então, o que a Dörken fez e sempre fará, é ter um produto que chamamos de friendly, ou seja, amigável. Tanto para as pessoas que trabalham, como para o meio ambiente, no processo de reciclagem. Não podemos pensar somente no produto hoje sem avaliar as suas conseqüências no amanhã.
RP - Quais as suas perspectivas para o Brasil?
PG – Eu tenho visitado muito países que compõe o BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China – e acho que o Brasil é uma das nações com maiores possibilidades, por terem uma mentalidade mais aberta. Os demais, talvez por não serem ocidentalizados, vamos dizer assim, acabam oferecendo dificuldades culturais. O Brasil é um país com pessoas muito inteligentes, com o mínimo de consciência global e isso é importante, porque temos que pensar racionalmente na melhor forma de crescer e, ao mesmo tempo, salvar o planeta. Pensar na frente e nas conseqüências de tudo que fazemos.
RP - É a primeira vez que você vem ao Brasil?
PG - Sim é a primeira vez.
RP - O que está achando?
PG - Perfeito. Gostei muito mais da comida brasileira, do que da chinesa (risos). A única coisa que realmente me incomodou foi o trânsito, mas adorei a estrada que leva ao interior do seu Estado. Por ela pude ver um pouco de natureza, verde, paisagens. O País é realmente muito lindo.
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