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Entrevista
28/02/2009 09h15

EBRATS movimenta o mercado de tratamento de superfície

O setor de tratamento de superfície é muito exigido pelas empresas que contratam este tipo de serviço. É por isso que a Associação Brasileira de Tratamento de Superfície organiza a cada três anos o EBRATS, disponibilizando aos visitantes o que há de novo e melhor no assunto.

De 7 a 9 de maio, a ABTS Associação Brasileira de Tratamento de Superfície – abrirá as portas do 13º EBRATS – Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície –, que comemorará 30 anos de atividades. O palco do evento será o Transamérica Expo Center, localizado em Santo Amaro, SP, que disponibilizará cerca de 12.000 m2  para que os executivos apresentem novidades e discutam idéias sobre o setor. A grande atração é a Exposição Industrial que deve reunir cerca de 80 empresas divididas por estandes decorados, que trarão tecnologias e desenvolvimento de novos produtos, e farão o marketing direto com o público alvo. Além dos fabricantes nacionais, estão confirmadas a participação de indústrias da Argentina, EUA, Alemanha e Itália.
 
 
                                    Foto acima: Airi Zanini, coordenador do EBRATS 2009
 
Estão programadas palestras técnico-comerciais, onde os convidados divulgarão livremente as características e vantagens dos produtos comercializados por suas empresas. Cursos técnicos também estão na agenda das atividades, englobando os temas: Tratamento de Superfície – Módulo Protetivo e Funcional, e Módulo Decorativo e Metais Preciosos, e curso de Cálculos e Custos. Neste caso, as aulas começam no dia 5 de março. Ao longo dos três dias de evento, espera-se a visitação de aproximadamente 15 mil pessoas. O horário de funcionamento será das 13 às 20 horas. A seguir, acompanhe a entrevista realizada com o coordenador do EBRATS 2009, Airi Zanini.
 
Revista do Parafuso (RP): Existem mais eventos como o EBRATS espalhados pelo mundo? De onde surgiu a idéia do EBRATS?
 Airi Zanini (AZ): Sim. Na área de tratamento de superfície temos como referência a NASF – National Association for Surface Finishing –, Associação Norteamericana, localizada nos EUA. Inclusive, foi neste evento que o EBRATS foi inspirado, com o objetivo de servir melhor as necessidades das indústrias de tratamento de superfícies. A NASF acontece anualmente, porém, temos notado que nas últimas edições o público tem diminuído.
 
Acredito que este fator seja atribuído ao fato dos organizadores insistirem em mantê-lo anualmente, e diante da atual conjuntura do mercado mundial, não é possível ter uma realização dessa magnitude todos os anos, afinal, o espaço de tempo é muito curto para que as empresas desenvolvam e criem novos processos e tecnologias que possam chamar a atenção do público.
 
Por aqui, o EBRATS era organizado de dois em dois anos, mas de um período pra cá tem sido feito de três em três anos. Nos últimos encontros, a procura pelos Congressos de Palestras Técnicas foi pequena, por este motivo, em 2009, focamos basicamente a Exposição.
 
RP: São 30 anos de realização. Qual o principal fator do sucesso do EBRATS?
AZ: O EBRATS chegará à maturidade com seus 30 anos de existência. Será um evento de grande porte, com a mesma expressão dos organizados no exterior e que já possuem tradição. Desde a primeira edição em 1979, no Hilton Hotel, em São Paulo, já trabalhávamos com o intuito de transformá-lo em algo que pudesse expor a atividade de tratamento de superfície de forma compatível com a representatividade do setor e congregando toda a comunidade técnico-empresarial que nele militava. Compartilhar conhecimento tem sido o maior objetivo nestas 12 edições. As empresas têm a oportunidade de estabelecer o contato corpo-a-corpo com os profissionais específicos e podem até decidir sobre a compra de produtos e serviços. Além do mais, ABTS é extremamente ativa. Nossa equipe trabalha ativamente para aproximar empresas e corpo técnico deste mercado, promovendo ações para que as indústrias tenham apoio, treinamento e formação de mão-de-obra junto aos técnicos do segmento, pois para este ramo não se encontra formação nas escolas técnicas.
 
RP: Qual foi o crescimento ao longo desse período?
AZ: Posso dizer que as últimas edições cresceram em torno de 25% a 30%. No começo, a procura pela feira era bem menor, mas aos poucos foi despertando o interesse do público. O EBRATS 2009 poderá consolidar as nossas metas projetadas na década de 1970.
 
RP: Quantas empresas devem participar do evento em 2009?
AZ: Acredito que teremos 100% da área comercializada. Estamos falando de um número acima de 80 marcas que montarão seus estandes, a fim de divulgar avançadas tecnologias nacionais e internacionais disponíveis para
o mercado.
 
RP: Qual a expectativa de público para essa edição do EBRATS?
AZ: A nossa previsão é de aproximadamente 15 mil visitantes durante os três dias.
 
RP: Qual o valor investido no EBRATS?
AZ: Aproximadamente R$ 2 milhões. Essa arrecadação é obtida através da comercialização dos estandes.
 
RP: Dos segmentos que necessitam de tratamento de superfície, qual o mais atuante?
AZ: O tratamento de superfície é um setor extremamente interessante, porque ele atua basicamente em todos os segmentos. No entanto, um dos principais é a indústria automobilística, consequentemente, as autopeças em geral. Em seguida, temos a construção civil, com sanitários, fechaduras, dobradiças, enfim.
 
O tratamento de superfície também está presente nas “linhas brancas”, que são os fabricantes de geladeiras e fogões. Estamos presentes no que diz respeito a móveis cromados, como por exemplo, cadeiras e sofás. Nosso setor atinge até a fabricação de circuito impresso, que é área de eletrônica.
Porém, a maior presença no EBRATS é de empresas que fornecem a tecnologia e o know-how desses processos de tratamentos de superfície.
 
RP: Dentro do mercado automobilístico, o tratamento de superfície está muito presente. Qual sua opinião?
AZ: Sem dúvida, marcamos presença através de parafusos, arruelas, porcas etc. Este é um setor que necessita de alta qualidade e sempre procura tecnologia de última geração, afinal, são peças de seguranças que
exigem resistência a corrosão.
 
RP: Como você enxerga o mercado de elementos de fixação?
AZ: Este é um segmento que cresceu muito nos últimos anos. É um setor que sempre cobrou acabamentos de superfície de ponta. As indústrias exigem sempre muita qualidade, e por isso, seus fornecedores precisam estar constantemente atualizados.
 
RP: Temos ainda os setores de torres de transmissão elétrica, naval, petrolífero, sucroalcooleiro, entre outros. Fale a respeito.
AZ: Atendemos a todos esses segmentos, e estes também exigem acabamentos de aplicações técnicas. As indústrias petrolíferas usam acabamentos em níquel químico, de alta resistência a corrosão, pois são peças que estão em contato direto com maresia e ambientes bastante agressivos. Já nas torres de transmissão, como também nas astes de aterramento, são utilizados nos acabamentos de superfície muitas camadas de cobre, que fazem parte da especificação deste componente.
 
RP: Atualmente, qual a situação do mercado de tratamento de superfície?
AZ: Até a atual crise que o mundo vive, o que se percebia é que nos últimos anos o Brasil crescia em torno 10% no setor de tratamento de superfícies. Um número bom diante do que se via em outros segmentos. Não saberia dizer quanto vamos crescer daqui para frente, mas notamos que ainda existem alguns setores que não foram afetados, como os ligados a construção civil, como por exemplo, os fabricantes de fechaduras, dobradiças, metais sanitários etc.
 
RP: Fale um pouco sobre a importância e evolução dos tratamentos de superfície?
AZ: No passado era comum encontrar um elemento de fixação em um automóvel que depois de um determinado período de uso, precisava de manutenção, pois sofria uma ação muito agressiva das condições climáticas. Hoje, as tecnologias e processos dos tratamentos de superfície evitam a corrosão nestes elementos e protegem o torque dessa fixação. Pode-se observar que carros com cinco anos de uso ainda não apresentam absolutamente nenhum problema em relação a esse assunto.
 
RP: Onde se busca tecnologia?
AZ: As empresas âncoras (vamos dizer assim) do mercado atuam globalmente e possuem centros de desenvolvimento e pesquisa espalhados pelo mundo. Todas são bem atuantes neste mercado e estão presentes junto aos fabricantes de veículos, buscando sempre a inovação.

 

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