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28/02/2009 09h14

A. Friedberg do Brasil festeja 35 anos de atividades

Apostar no mercado brasileiro foi a decisão mais correta que a empresa alemã poderia ter tomado. A. Friedberg do Brasil não decepcionou a matriz, trilhou um caminho de credibilidade e sucesso, e está de olho em um segmento ainda latente no País:o eólico

Da esquerda para a direita: Delson Aparecida Silva, Martin Christopher Uwe Klinger, Erno Muller e Adriano Mendes Pereira
 
Inaugurada no dia 24 de agosto de 1974, a A. Friedberg Brasil – produtora de elementos e componentes de fixação de alta tecnologia – está prestes a alcançar 35 anos de atividades em “terras brasilis”. Atua nos setores de engenharia e construção estrutural (com desenvolvimento e fornecimento de produtos especializados), automotivo e, agora, de energia eólica.A empresa faz parte do grupo August Friedberg GmbH, fundado em 1884, na cidade de Gelsenkirchen, na Alemanha, onde possui quatro plantas. A unidade brasileira é a única fora da Europa, e está localizada na cidade de Monte Mor, interior de São Paulo. Sob o comando do diretor executivo, Erno Müller, conta com 95 funcionários e está instalada em um espaço de 53.000 m2, sendo 9.500 m2 de área construída.
 
Dentro da gama de produtos fabricados, os principais são os elementos de fixação: parafusos, porcas, prisioneiros, arruelas, pinos e peças especiais tratados térmica e superficialmente, conforme a necessidade de utilização. Baseados nas principais normas nacionais e internacionais e nos requisitos estabelecidos pelos clientes, os produtos são fabricados por estampagem à frio ou à quente, entre M8 (5/16”) à M24 (1”) à frio, e M16 (5/18”) à M42 (1.5/8”) à quente, nos quais recebem assistência técnica da matriz. O sistema de garantia de qualidade da A. Friedberg está baseado nas normas NBR ISO 9001 Edição 2000 e ISO/TS 16949 Edição 2002 – montadoras e sistemistas. A empresa também possui certificação da Eletronuclear / IBQN, que os habilita a fornecer para o mercado de energia atômica (participaram da construção da Usina Nuclear de Angra II). São homologados pela Petrobras – ONIP – no mercado industrial (vasos de pressão, moinhos, britagem, asfalto etc). Ambos para todas as classes e tipos de parafusos.
 
Produção
O ponto forte da A. Friedberg do Brasil é o segmento estrutural, com 75% da produção destinada a esse setor. Conquistar certificações para atender este ramo é muito complexo, pois exige total tecnologia e qualidade, que vem desde o recebimento da matéria-prima. Desta forma, migrar para o ramo automobilístico foi uma consequência natural, e há cinco anos a indústria tem atuado neste mercado, com 25% da produção.
 
 
 
O fornecimento é voltado para a linha de caminhões, tratores, implementos rodoviários e peças de alta resistência – a classe varia entre 10.9 e 12.9. “Vender para a Volkswagen, por exemplo, é necessário que os executivos da matriz façam uma inspeção em nossos fornos de tratamento térmico, bem como em todas as nossas dependências. É realizada uma minuciosa vistoria, que certifica a eficiência e qualidade da linha fabril. Esse alvará é global e fomos homologados para atendê-los”, contou o gerente de vendas e marketing automotivo, Adriano Mendes Pereira.
 
 
Por mês saem das máquinas cerca de 500 toneladas de produtos. Porém, neste período de desaceleração do mercado, esse número caiu para aproximadamente 350 toneladas, em dois turnos de trabalho. Toda a produção da filial brasileira atende o mercado interno. Desde 2007, a empresa tem feito grandes investimentos, que hoje chegam a R$ 6 milhões, envolvendo a compra de equipamentos, nova série de tratamento térmico, construção e melhorias nas instalações.
 
 
 

Processo industrial
No processo de forjamento à frio, um dos destaques é a máquina National Boltmaker BMSB 10, com capacidade para produzir até 170 peças por minuto de até 16 mm de diâmetro. Há também a Peltzer Elhers – GB30, uma prensa de cinco estágios que faz elementos de fixação e peças especiais de até 30 mm de diâmetro. A indústria possui prensas Hatebur (recém chegadas da Alemanha), que produzem parafusos até 16 mm de diâmetro, uma prensa Schuster Reduo 13, específica para se fazer rebites.
 
No forjamento à quente, a empresa conta com prensa do tipo Vincent (abastecida com forno de indução ACES) e uma prensa Nedschroef MW48, para produção de porcas. Existem dois fornos para tratamento térmico, um Brasimet e um CTS. Essas duas linhas juntas fazem em torno de 500 quilos/hora. Além de um forno novo da REX, com capacidade para mais de 1 mil quilo/hora, que será instalado em um novo galpão com área de 1.400 m². “É uma das linhas contínuas de tratamento térmico mais modernas do mercado, totalmente automatizada. Esse é o nosso terceiro forno, e isso triplicará nossa capacidade de produção”, declarou o gerente industrial, Delson Aparecido Silva.
 
 
Compõe essa estrutura uma área de galvanização à fogo das peças. A A. Friedberg do Brasil terceirizou a Galvanoplastia WF, que opera dentro de seu parque industrial e é detentora das instalações e tecnologia empregada nesses processos. Possui um centro de usinagem interno para atender o mercado de energia eólica, que são tornos CNC e máquinas especiais para roscamento de porcas
 

Segmento eólico
Este é um dos mercados que a matriz tem investido há 15 anos e do qual a filial brasileira também tem concentrado parte de seus esforços. “Desde o começo, firmamos parceria com os grupos que detém essa tecnologia e desenvolvemos produtos especiais para essa área. Por isso, na Europa, somos líderes neste setor de elementos de fixação”, contou o gerente de vendas e marketing estrutural, Martin Christopher Uwe Klinger. Todo o know-how desenvolvido na A. Friedberg da Alemanha foi repassado aos engenheiros do Brasil, que dão continuidade aos projetos. Atualmente, a empresa desenvolve dois produtos para exportação: um parafuso HV, alta resistência M36 e M42, destinado exclusivamente para o eólico na Europa e EUA.
 
Laboratório químico e físico
É no laboratório químico que são testados os tratamentos e acabamentos superficiais, com todos os banhos exigidos pelo mercado. Com equipamentos específicos, os profissionais do departamento determinam a concentração do banho (volumetria) a ser utilizada na linha de tratamento. Para isso, a empresa possui buretas, proveta graduada e erlenmeyer. É empregado o pH-metro para determinar o pH dos banhos e da água de estação de tratamento. Outro utensílio é o ensaio de salt-spray (névoa salina), onde uma câmara faz a simulação de teste corrosivo nos parafusos.
 
Acompanha-se diariamente tudo o que é produzido em galvanizados, zincados eletrolíticos e acabamentos organometálicos. Todos os dias ocorrem análises nos banhos utilizados na linha de galvanizados e fosfatizados, bem como a avaliação do efluente gerado do tratamento superficial. Já no laboratório físico são realizados os ensaios mecânicos, destrutivos ou não, em peças ou corpos de prova, assegurando a qualidade dos produtos de acordo com as devidas normas. Desta forma, conta com uma máquina de tração Kratos (com capacidade de até 100 toneladas), dois durômetros, um microdurômetro, um projetor de perfil, um microscópio vision, dois microscópios analógico/digital, um magnateste, torque/tensão, spectrometro, skidmore, máquina de partícula magnética e torquímetro digital.
 
Meio Ambiente
A A. Friedberg do Brasil preocupa-se com o meioambiente, adotando algumas práticas de sustentabilidade e responsabilidade social. Das ações praticadas, as que se destacam são: Nenhum resíduo químico, tóxico ou perigoso é lançado nas águas pluviais ou na natureza. Apesar de terem um processo de decapagem química e fosfatização, todos os resíduos passam por uma estação de tratamento de efluentes. A companhia incentiva a reciclagem através de programa de descarte de embalagens e copos plásticos, onde a renda é revertida aos funcionários através de material escolar, brinquedos em datas comemorativas etc.
 
Procura constantemente substituir as fontes de geração de energia térmica, prezando as menos poluentes e de menor impacto, a exemplo da substituição de óleo diesel nos queimadores dos fornos para o combustível GLP – Gás Liquefeito de Petróleo Silva comentou sobre a eliminação do ácido sulfúrico da decapagem química, onde além do ganho ambiental e de segurança dos empregados, reduziu-se o consumo de produtos químicos na ETE em aproximadamente R$ 2 mil por mês. Através da retirada do óleo solúvel na torre de resfriamento (hoje utilizam somente água), acabou-se o consumo e descarte de 40 m3/dia de água – 40 ml de água por dia.
 
 
 
 
Metas
Em 2008, a A. Friedberg do Brasil faturou R$ 52 milhões, e tem registrado nos últimos quatro anos um crescimento de 20% ao ano. Ao analisar o atual cenário mundial, que passa por um momento delicado envolvendo a política econômica dos países desenvolvidos e emergentes, Müller acredita que, embora a empresa esteja em ascensão, 2009 registre um crescimento de apenas 10%. Segundo o diretor executivo, a empresa é referência no mercado estrutural, e está entre as primeiras fabricantes do País, em termos de qualidade, produção e fornecimento. E no eólico acredita-se que seja a precursora neste segmento no Brasil, sendo a única fornecedora para fabricantes de pás.
 
 
Erno Müller: diretor executivo
 
No entanto, a realidade já é um pouco diferente no segmento automobilístico, no qual ela ainda é nova no fornecimento para as montadoras. “Parte de nossos investimentos é justamente para ocuparmos uma fatia maior. Estamos nos preparando para atingirmos um faturamento acima do que temos hoje”, falou Müller. Não há ninguém da família Friedberg trabalhando no Brasil, mas os executivos estão em constante orientação e observação dos diretores de lá. “Temos uma comunicação diária com os alemães, pois temos que ser os “olhos do dono”. Para Müller, 35 anos representam um período importante, pois ao longo de toda essa jornada tevese uma saúde financeira estável, vivenciando diversos tipos de crises nacionais e internacionais. “É importante lembrar, que a empresa é familiar na Alemanha, e por isso, nossa responsabilidade é manter o que foi construído e zelar pelo nome de três gerações que batalharam por isso”, encerrou.
 

 

 

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