Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 63
Busca::..
Edição 84
Edição 83
Edição 82
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Persona
04/05/2017 05h12

Persona

 

Anti-obsolescência

É profundamente desagradável saber que muitos dos empregos hoje existentes caminham para sua extinção, porém, isso sempre ocorreu. Tudo bem que a velocidade atual das mutações é algo que nunca vimos, mas o desemprego em geral é causado pela obsolescência.

Entrando no túnel do tempo, muitos devem se lembrar do tempo em que comprávamos aqueles filmes de acetato para fazermos fotografias e, dias depois, voltávamos à mesma loja para pedir a revelação e as cópias em papel, geralmente no tamanho 9 x 12 cm de altura. A grande empresa deste setor de materiais fotográficos como filmes, papéis e outros insumos era a Kodak. Como é sabido o império Kodak ruiu, perdendo seu emprego para as novas tecnologias digitais, desde a lojinha de fotografias do nosso bairro até as chapas usadas em exames de raios-X, feitas tal como os filmes e que está com seus dias contados. Mas o pior é pensar que a Kodak é a mãe da foto digital, com patente de 1975. Ela tinha uma “caixinha mágica”, mas, sonolenta, demorou a abri-la. Quando a fez já era tarde. Então, a fotografia não saiu de moda, apenas baniu quem dormiu e quem caiu no poço da obsolescência.

Caso semelhante, as máquinas de escrever também tiveram seu período imperial. Penso que hoje seria natural que as grandes marcas como a Facit ou a Olivetti estivessem na nata da computação, já que a máquina de escrever é uma “ancestral híbrida entre o computador e impressora”. A Olivetti – que tinha uma fábrica quase vizinha da nossa Jomarca Parafusos, na rodovia Dutra, Guarulhos, SP – foi umas dessas vítimas da obsolescência. Meu filho nem sabe o que é Olivetti, mas o nome do shopping que hoje ocupa a antiga fábrica dela, isso ele conhece.

Nesse vaivém entre a obsolescência e a inovação, concluo o quanto fixadores continuam sendo vitais. Nenhuma dessas empresas teriam existido, tampouco suas sucessoras iriam a algum lugar sem serem alimentadas, abrigadas ou transportadas por máquinas que não usam parafusos, um item surgido em 400 a/C, sendo até hoje um invento anti-obsolescência.

Dr. Ricardo Castelhano
Advogado e diretor da Jomarca Industrial de Parafusos Ltda.
 

 

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com