Diferentemente da sua condição de líder no agrobusiness global, há tempos e empresariado brasileiro não tem sido forte na exportação de produtos industriais acabados, como parafusos e itens similares para fixação, ferramentas e máquinas, ou mesmo serviços para uso de quem lida com fixadores mundo afora.
Relembrando, o Brasil viveu tempos dramáticos com uma "aparente incurável" hiperinflação, vivida a partir do final dos anos 1970, alcançando estágio insano entre a metade dos anos 1980 até a adoção de novas e eficazes medidas econômicas, a partir de 1994. Entre 1980 e 1985 a inflação acumulou *13.342.346.717.671,70%”.
Em tempos mais recentes, de 2015 a 2024 a inflação acumulada foi de 69,7%.
Complexo e bem sucedido, o Plano Real foi um conjunto de medidas que reorganizou e estabilizou a economia no país. Mas esse plano gerou um efeito negativo: “O sistema cambial foi utilizado como ferramenta para controlar a inflação, causando a destruição no setor industrial nacional”, disse o professor Delfim Netto (1928 - 2024), o mais antigo ministro da Economia brasileiro.
Mesmo não havendo fortes sinais de que a indústria no Brasil vai retomar o espaço que perdeu, a área governamental vem adotando algumas medidas em busca dessa recuperação. Por isso, ocupamos este espaço para modestamente celebrar a ousadia dos expositores brasileiros presentes em número recorde em uma feira do setor de fixadores, a International Fastener Exhibition – IFE, realizada em Las Vegas, EUA, no mês de setembro.
Com o apoio da ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações, que pagou 80% do estande, o restante ficou por conta dos seguintes expositores: Ciser, Fey, GPTECH, Hassmann, Jomarca, Latam Fastener, Max Del, Metaltork, Sforplast, SouthWind, Walsywa e Zincagem Martins.
Fonte:
https://www.ibge.gov.br/explica/inflacao.php