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Mais veículos elétricos, menos fixadores automotivos?

Certos veículos elétricos podem eliminar de 15 a 20 kg de elementos de fixação

22/07/2026

Notícias

Nos últimos três anos, a produção automotiva no Brasil tem gerado uma média anual de 2,5 milhões de veículos leves, a combustão. Por sua vez, a montadora chinesa BYD alcançou, em maio, o 4º lugar entre as marcas automotivas mais vendidas no Brasil. O resultado soma os importados com a produção local, que ainda depende fortemente de peças importadas (CKD e SKD).

Montando localmente desde julho de 2025, a BYD vendeu 21.704 carros no último mês de maio. Ela ficou atrás da Fiat (líder com 49.646 unidades e produção local desde 1976), da Volkswagen (42.984 unidades, no país desde 1953) e da Chevrolet/GM (27.753 unidades, desde 1925). Por outro lado, a marca chinesa ficou ligeiramente à frente da Hyundai, que registrou 20.239 unidades e atua por aqui desde 2007.

Em relação a fixadores, o cenário indica queda na demanda por parafusos, porcas e outros componentes, diversos deles itens de tecnologia e valor agregado elevados. A queda se reflete na produção de veículos elétricos (EVs), nos quais alguns modelos praticamente não utilizam o powertrain tradicional (motor e transmissão). Segundo Rubens Cioto, diretor do Centro Tecnológico de Fixação (CTF), “os fixadores utilizados no motor e em componentes acessórios — como as bombas de óleo e de água — não existirão mais nesses modelos, eliminando cerca de 15 a 20 kg de peso por carro”.

Recentemente, os EVs têm conquistado grande preferência em regiões metropolitanas brasileiras, especialmente entre motoristas de aplicativos, devido à economia de combustível convencional e pouca poluição ambiental e sonora. É uma briga boa, pois o Brasil possui um potencial raro em fontes alternativas para o abastecimento da frota, como o etanol de cana-de-açúcar, biocombustível de baixo impacto ambiental, comparável aos elétricos. Diante disso, o mercado nacional de automóveis ainda segue dominado por modelos Flex (etanol e gasolina), com o mercado dividido em: 70,6% para veículos Flex; 9,7% para diesel; 5,8% para elétricos; 5,7% para híbridos; 5,1% para elétricos (diversos) e 3,0% para gasolina.



Fontes: www.autoindustria.com.br
www.anfavea.com.br
www.laboratorioctf.com