SIGA-NOS
Receba Novidades

Blog

44 Senafor

O seminário sobre forjamento metálico homenageou
a Hassmann e teve a palestra da Secretária de Inovação,
Ciência e Tecnologia do Governo do R.G.Sul

03/12/2025

Notícias

44 Senafor

Tradicionalíssimo encontro internacional, o Senafor reúne anualmente técnicos e pesquisadores do meio acadêmico, além de empresas e profissionais atuantes nos campos que envolvem pesquisa e desenvolvimento em processos industriais de forjamento a frio e quente de ligas metálicas. 

Realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, RS, entre os dias 01 e 03 de outubro de 2025, este foi o 44º ano desse evento que tem o forjamento na base da sua criação, no ano de 1979.  Mas com o passar do tempo ele foi se ramificando, estando atualmente dividido em cinco blocos: 28ª Conferência Internacional de Forjamento; 14ª Conferência Internacional de Conformação de Chapas; 11º Congresso do BrDDRG; 14ª Energias Renováveis; 3ª Conferência Internacional de Inovação em Materiais e Manufatura.

Sob a coordenação do Prof. Dr. Eng. Lírio Schaeffer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entidade diretamente envolvida com a organização e realização, o Senafor de 2025 teve seu primeiro dia dedicado três diferentes visitas técnicas em cidades próximas, em Gravataí, na Dana do Brasil; em Canoas, AGCO do Brasil; e em Porto Alegre, na PUCRS Módulos Fotovoltaicos.

A cerimônia de abertura, que antecede o ciclo de palestras, teve a presença de Carlos e Augusto Hassmann, 2ª e 3ª geração de diretores da Hassmann S/A, empresa homenageada por sua trajetória de 70 anos.   

A seguir, destacamos alguns momentos nesta edição, que foi a 15ª cobertura in loco pela equipe da Revista do Parafuso, presente no evento desde 2008.   
 
Palestrando sob o tema ‘Hassmann 70 anos - trajetória e desafios futuros’ o presidente da Cia, Carlos Hassmann, não poderia deixar de fora uma leve citação sobre a romântica história dos seus pais, Karl (austríaco) e Elka (brasileira), fundadores da empresa em 1955. Ele citou que ambos se conheceram em um ônibus, ainda na cidade de São Paulo, SP, onde os jovens trabalhavam, no Moinho Anaconda e na Pirelli. Tempos depois, já em Imigrantes, RS, atual cidade sede da Hassmann, com apenas uns mil habitantes na época, hoje com 3,2 mil. Carlos foi o prefeito da emancipação de Imigrantes. O surgimento se deu pela fabricação de componentes de fixação para aplicação em portas e janelas e otras. Mas como o Brasil da época era carente de itens automóveis, ainda vindos do exterior, abriu-se aí uma estrada de oportunidades, via percorrida por eles até hoje, permitindo ter aberto centro de distribuição nos EUA.
Mas, aqui não dá para contar o tanto que a Hassmann S/A tem de história, sendo ela uma das mais importantes sólidas fabricantes de fixadores no Brasil, capacitada para processar 2,8 mil toneladas por mês, com mais 500 colaboradores diretos. 
carlos@hassmann.com.br
 
Chefe da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado, a Dra. Simone Stülp palestrou sob o tema ‘Políticas de Inovação voltadas ao Setor Industrial no Rio Grande do Sul’. Formada em Química Industrial pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria, RS), Stülp é mestre e doutora em Engenharia de Materiais pela UFRGS. Ela destacou o papel do professor Lírio Schaeffer por seus esforços em estreitar os elos entre a universidade e as empresas.
Sua apresentação deixou trouxe um amplo panorama da pasta em uma forte atuação na priorização de áreas envolvendo educação, agronomia e energias renováveis, e nesse sentido ela citou o amplo foco nos ambientes de inovação, em especial em parques tecnológicos. Stülp lembrou que na Federação RS é o estado líder no ranking de gestão pública, possui o maior número per capto de doutores, tendo sua capital como top 5 em startups.
O mapa de ações estratégica do Estado apresentado marca 2023-2026. Portanto, a continuidade é o caminho para o próximo ano, de eleições.
 
Apresentado por Ana Paola Villalva Braga, coordenadora técnica do Instituto de Pesquisa Tecnológico (IPT), São Paulo SP, o tema ‘Inovações em Moldes e Matrizes: resultados do Programa MOVER – Linha IV’ tem como foco ampliar o nível de competitividade das ferramentarias no país. Tal iniciativa visa inverter a baixa produtividade e a defasagem tecnológica do setor, impulsionando assim a competitividade brasileira em nível global. Essas ações consolidam a capacitação e a modernização tecnológica em moldes e matrizes, gerando maior otimização na cadeia de produção no ferramental automotivo, almejando melhoras nos prazos, nos custos e na qualidade em geral.
Segundo Ana Paola, os próximos passos incluem sustentabilidade + digitalização + integração, bem como na chamada para colaboração contínua entre empresas, instituições científicas e tecnológicas e governo.
anapaola@ipt.br
 
‘VisionLab, medição ótica instantânea 3D, ganhos de produtividade com melhora do do OEE’ foi o tema de coautoria entre Greg Nygaard (General Inspection, EUA) e do engenheiro J. B. Graef (SouthWind International, São Paulo, SP). Sistema ótico de medição 3D da General Inspection, EUA, o VisionLab é capaz de realizar até 50 medições por peça em menos de 5 segundos. Graef demonstrou recursos no equipamento gerador de ganhos significativos em eficiência, produtividade, qualidade do produto e do controle do processo produtivo.
“Trata-se de um sistema de medição ótica 360°, que cobre características dimensionais das peças: rosca, comprimento, diâmetro, raio, ângulo, concentricidade, ovalizarão, circularidade, defeitos superficiais, tolerâncias GD&T.
swind@southwind.com.br
 
Em ‘Parâmetros de Simulação relativos ao Método dos Elementos Finitos aplicado ao Forjamento’ o Prof. Dr. Alisson Duarte, em coautoria com Ricardo Viana (ambos da SIXPRO Virtual&Practical Process), apresentou cases e correlacionou com a malha de elementos finitos tanto na peça quanto na ferramenta, o tempo de passo, as curvas de escoamento do material, a velocidade de processo e os cálculos de energia e carga.
contato@sixpro.pro
 
Sob o tema La Nuova Pressa Hidraulica FICEP o Dr. Gabriele Colombo destacou a tecnologia da Ficep SpA (95 anos), fabricante italiana de prensas, focada em eficiência produtiva, precisão e, principalmente, sustentabilidade, demonstrando assim contribuições para o avanço da manufatura inteligente, bem como no fortalecimento da cadeia automotiva e metalúrgica nacional. Com foco continuo em inovação e parcerias estratégicas com universidades e centros de pesquisa, a empresa se consolida como referência global no setor por quase um século, estando ela já confirmada para participar do 45º Senafor, em 2026.
gabriele.colombo@ficep.it
 
Em ‘Parceria e Evolução: Como a ArcelorMittal está ampliando sua presença em aços para forjaria’ o engenheiro metalurgista e mestre em metalurgia da transformação, pela UFMG, engenheiro metalurgista André Luiz Assunção expos uma série de ações do grupo siderúrgico em que atua, a ArcelorMittal Brasil. Entre elas, a recente expansão anunciada em março último, da unidade de Sabará, MG. Esta planta industrial recebeu cerca de R$ 144 milhões em investimentos de para ampliar a atual capacidade em mais 35%, especialmente na linha de trefilação de fio-máquina, e que produz soluções de alto valor agregado para o setor automotivo e a indústria. Perguntado ao final sobre a demanda do setor de fixação, informalmente, ele estimou em 120 mil toneladas para fabricantes de parafusos afins. 
andre.assuncao@arcelormittal.com
 
Com ‘Mecanismos de Controle do Tamanho de Grão Austenítico em Aços Microligados Forjados a Quente’, o professor adjunto da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o Prof. Dr. Jorge Luís Braz Medeiros iniciou com um exemplo, embora trágico, bem emblemático: os rebites rompidos no naufrágio do Titanic. Braz descreve que os primeiros estudos sobre aços micro ligados foram desenvolvidos no início do século passado, e muito das descobertas se deram por experiências trágicas. Além do Titanic, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, de certa forma, foram laboratórios de erros e aperfeiçoamentos. Relembrando, na seção Fique por Dentro, de 2013 da (http://www.revistadoparafuso.com.br/v1/modelo/noticia.php?id=613) citamos que o Titanic demandou cerca de três milhões de rebites, com 48 rompidos na colisão com o iceberg. Estando no nível atual de desenvolvimento, a resistência desses fixadores poderia ter evitado o pior.
 jorge.braz@furg.br

Galeria de Palestrantes

Estandes / Equipe de Apoio