Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 59
Busca::..
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Persona
03/10/2016 11h30

Persona

 

O apressado e o desesperado

 

Afinal, como saber se estamos indo bem ou mal? Rápido ou devagar? No caminho certo ou no errado?

Todos os dias, aos colocarmos nossos pés na rua, nos focamos em fazer o melhor. Ninguém se foca em fazer o pior dos piores. Mas como definir se o que estamos fazendo está realmente no ponto ideal?

A frase título é de Silvio Meira, pesquisador brasileiro em engenharia de softwares e colunista da rádio CBN. Meira define que “a diferença que entre o apressado e o desesperado é que, apesar de ambos saírem correndo atrás de respostas na mesma velocidade, apenas o apressado sabe o que está fazendo, e aonde quer chegar”.

Com a percepção que está sendo rápido, o empresariado brasileiro tem buscando manter a estabilidade no meio de tormentas, uma delas causada pela variação brusca do câmbio. Já tratei deste assunto neste espaço, no texto “No mesmo bairro, na mesma rua”, em 2015, como algo que, aparentemente, estava prestes a se manter em altos patamares, momento em que o dólar oscilava em torno de R$ 4,00. Isso pode parecer bom para as manufatureiras locais, mas por outro lado têm seus efeitos colaterais, como alta inflação e insumos importados extremamente elevados. Ok, então o ideal é operar com o dólar em R$ 2,00? Também não, porque arrasa nossa competitividade industrial. Lembre-se, a Ásia é logo ali.

Embora o câmbio não esteja sob o nosso controle, o dólar a R$ 3,50 pode ser a faixa ideal para o setor industrial nacional operar, segundo o ex-ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto, em palestra neste ano na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham).

De acordo com Delfim, os anos de 1967 a 1974 foi um período de “invasão de empresas estrangeiras implantando fábricas no País”, gerando elevados níveis de investimento e crescimento da economia local. Convertendo o câmbio daquela época, o ex-ministro concluiu que o valor atual seria R$ 3,50, valor que alguns podem até considerar baixo. Então, resta-nos ampliar esforços e capacidade de adaptação para retomarmos a competitividade, rapidamente, mas sem desespero.

Dr. Ricardo Castelhano
Advogado e diretor da Jomarca Industrial de Parafusos Ltda.
ricardo@jomarca.com.br

 

 

 

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com