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05/04/2016 09h42

Persona

 

Difícil caminho da indústria

 

A economia brasileira encolheu 3,7% em 2015. Por outro lado a indústria, um dos setores que mais agrega vitalidade, tecnologia e empregos de qualidade, caiu 9% no ano passado, após uma retração de 3,2% em 2014. Voltou a ter uma participação no PIB equivalente àquela do governo Juscelino Kubitschek, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A indústria no Brasil, especialmente a de transformação, tem sido exposta a um ambiente hostil que vem afetando seriamente sua competitividade. Sistema tributário complexo, alta carga de impostos, infraestrutura precária, baixo desenvolvimento tecnológico, custos trabalhistas crescentes, taxa de câmbio não só valorizada por longos períodos, mas especialmente instável, têm transformado o nosso país num lugar caro para produzir.

A indústria no Brasil, especialmente a de transformação, tem sido exposta a um ambiente hostil que vem afetando seriamente sua competitividade.

Quando, sob essas circunstâncias, acontece um choque de demanda, como o que vimos no nosso período de lua de mel com o tripé mercado internacional de commodities aquecido, incorporação de vastos segmentos da população à força de trabalho e expansão do crédito, o que ocorre é um aumento de salários e de preços. O setor de serviços, que hoje já representa cerca de 70% do nosso PIB, tende a ser resiliente a um processo destes, uma vez que não sofre concorrência de substitutos do mercado internacional. Consegue repassar os aumentos de custos aos preços. Já a indústria, ao mesmo tempo em que esteve exposta a essa pressão de custos, passou a sofrer crescente concorrência de importações a preços baixos, especialmente da China, o que dificultou aumentos de preços e levou ao forte estreitamento de margens.

Enquanto não houver maior previsibilidade no ambiente político institucional, uma razoável estabilidade cambial e a retomada da pauta de reformas que indique a recuperação da competitividade do país e a perspectiva de retorno para os investimentos industriais, esse importante setor, o que mais agrega produtividade à economia, continuará com dificuldades crescentes de dar a sua contribuição ao nosso processo de desenvolvimento.

 

Carlos Rodolfo Schneider 
Empresário e coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE) 
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