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Entrevista
07/12/2015 03h07

 Entrevista


Sérgio Pirovano, presidente da UPIVEB, Itália


Conheça um pouco das ações desta entidade cinquentenária e da Fasteners Meetaly 2015, a primeira convenção mundial sobre mercado de fixação


A Unione Produttori Italiani Viteria e Bulloneria (UPIVEB) é a entidade que trata dos interesses comerciais e técnicos dos fabricantes de elementos de fixação na Itália. No dia 14 de setembro de 2015, em conjunto com a Expo 2015, a UPIVEB realizou em Milão a primeira convenção mundial focada no setor da fixação mecânica, a Fasteners Meetaly 2015.

Fundada há mais de 50 anos, seus associados respondem por mais de 70% dos negócios em fixação no país. Nossa entrevista, a seguir, aborda a associação e o novo evento global, retratados por Pirovano que demonstrou muito carinho em suas palavras sobre o Brasil e que nos revelou já ter tido planos para uma filial de sua fábrica na cidade de Piracicaba, SP. 

Por favor, fale sobre sua história pessoal, suas origens e carreira até se tornar o presidente da UPIVEB.

Nasci em Casatenovo, pequena cidade do distrito de Brianza, região renomada em fixadores e peças para móveis. Completei meus estudos em Milão e era muito jovem no primeiro trabalho que foi dentro de uma empresa da minha família, a F.lli Pirovano. Logo, tive preparação gerencial e iniciava contatos com empresários italianos e de outros países e mercados, buscando acelerar as coisas e dar à minha família contribuições positivas em desenvolvimento e novas estratégias corporativas. Ao mesmo tempo, defini outras empresas de comércio e produção para garantir desenvolvimento homogêneo em nosso negócio. Em 2007 fui eleito presidente da UPIVEB e atualmente sou membro do Conselho e representante italiano no European Industrial Fasteners Institute (EIFI). Executo essas tarefas com grande comprometimento e paixão em promover e estimular iniciativas e projetos. Em particular, impulsiono ações de comunicação do UPIVEB, promovendo contatos com as associações europeias e internacionais do setor de fixadores, bem como com as autoridades públicas. Também atuo no apoio da divulgação e circulação mundial da Italian Fasteners, nossa revista do setor. 

Fale sobre a empresa que dirige.

As origens da F.lli Pirovano SpA remontam ao início dos anos 1950, quando os irmãos Luca e Rodolfo Pirovano criaram uma pequena oficina mecânica em Casatenovo. É uma história de paixão, intuição, discernimento e determinação dos fundadores, que encontraram a chave do sucesso na produção de componentes para bicicletas. Suas habilidades para enfrentar e diversificar cada vez mais investimentos para amplas linhas de produtos a fez alcançar liderança nos principais mercados internacionais. Hoje, nosso objetivo é atender e ir além das necessidades e expectativas dos clientes, ofertando tecnologia no estado da arte, excelência na qualidade do produto, numa produção inteiramente “Made in Italy”, um sinônimo de confiabilidade. A nossa Cia é uma das principais fabricantes em nível europeu, sendo referência para a indústria de autos, máquinas agrícolas e terraplanagem, transmissão mecânica e outros, dentro dos mais altos níveis de atuação global.

Se estivesse fora deste setor entrarias nele hoje, abrindo uma indústria de fixadores em plena Europa?

Claro que sim. Ainda hoje é possível produzir na Europa uma gama de produtos com alta qualidade e alto conteúdo tecnológico, que podem ser fornecidos para os mercados internos e globais.

Sobre o Brasil, confio muito nele. Em 2012 eu havia esboçado um plano de negócios para implantarmos uma unidade de produção em Piracicaba, SP.

Existem lugares mais baratos para produzir fixadores, como a Ásia ou a América Latina. Observe que o Brasil terminou 2014 como quarto maior fabricante global de automóveis. O que você pensa sobre?

É verdade. São mercados de custos mais baixos do que a Europa. Sobre o Brasil, confio muito nele. Em 2012 eu havia esboçado um plano de negócios para implantarmos uma unidade de produção em Piracicaba, SP. Infelizmente, fui obrigado a recuar, devido às circunstâncias económicas desfavoráveis na época.

Atualmente, quais são os maiores problemas e ameaças?         

Ficou muito difícil promovermos novas estratégias em escala europeia porque nosso sistema e nossa economia não são tão eficientes como alguns países de outros continentes. Claramente, este mercado globalizado pode se tornar uma oportunidade para alguns de nossos membros, mas uma ameaça para os outros.

O que faz a associação?

A UPIVEB busca promover intercâmbios entre profissionais com foco em assuntos técnicos e culturais, participando ativamente na formulação de normas e especificações, em níveis nacionais e internacionais. Ela representa os associados na União Europeia em defesa dos interesses Made in Italy. Sempre à disposição de seus associados e sua cadeia produtiva, ela estuda e desenvolve sistemas e estratégias em defesa de empregos e do mercado local. Foca objetivos vitais para o crescimento e reforço da atividade industrial na Itália, construído com sacrifício.

 Desde a criação quais foram as maiores conquistas?

Uma delas foi a criação da Italian Fasteners, nossa revista quadrimestral, inteiramente dedicada ao tema fixadores, e muito apreciada em nível global; ter alcançado, em 2011, 50 anos de prósperas atividades de apoio aos associados e seus fornecedores, inclusive dando suporte em relação às exigências de internacionalização específicas em mercados, que se tornaram cada vez mais exigentes, como o setor automotivo, nosso principal mercado; adesão junto à EIFI, na qual somos membros fundadores. Além disso, realizamos ações em algumas entidades sociais e de caridade em todo o mundo, e particularmente em seu país. De três anos para cá temos doado recursos obtidos com a tradicional rifa “UPIVEB Christmas” destinada à Associação  de Obras Sociais do Jardim Clímax, São Paulo.

Onde será a próxima convenção?

Sob o mote Challenge the Future, a Fasteners Meetaly 2015 foi a primeira convenção mundial focada em fixação. Promovida pela UPIVEB, ela aconteceu em 14 de setembro deste ano, em Milão, sendo bem sucedida, muito além das expectativas, permitindo-nos reunir membros de toda a cadeia produtiva mundial (fabricantes, distribuidores, fabricantes de máquinas, siderúrgicas, bancos, etc.) em um único local com mais de 500 participantes. Nosso objetivo era de iniciar um processo de integração internacional e esperamos que este encontro possa ser periodicamente continuado e realizado também em outros países.

Quais são os pontos principais que esperas ter resolvido?

Particularmente, estou orgulhoso com satisfação demonstrada pelos participantes, por terem tido a oportunidade de adquirir um conjunto de importantes informações úteis às suas atividades. Neste contexto, como Presidente, e em cooperação com o Conselho, estou desenvolvendo um projeto de informação e comunicação dirigida para o mundo industrial, financeiro, político, esperando tê-lo em vigor já em 2016.

O Sinpa, “nossa UPIVEB”, esteve presente. O que pensa sobre?

Tive o prazer de conhecer um bom amigo, o senhor Fernando Martins, vice-presidente do Sinpa, que demonstrou profundos conhecimentos do mercado brasileiro e sul-americano. Buscando aproximar os participantes, tivemos o Fernando como um dos palestrantes dentro da segunda parte da convenção que teve formato de mesa redonda. Queríamos aprender sobre a visão e posição do Sinpa e de toda a indústria e cadeia de fixadores no Brasil.

Conheces o Brasil?

Sim, razoavelmente bem. Já o visitei muitas vezes, como turista e empresário. Tenho muitos amigos lá. É um país que amo muito. 

Deseja fazer algum comentário destinado aos nossos leitores?

Se você é brasileiro, saiba que vive em um dos mais belos países do mundo. Gostaria de ter sucesso na construção de uma fábrica em seu país e lhes oferecer mais oportunidades de empregos e também poder visitar com mais frequência. Lanço aqui uma ideia: Por que não realizar a próxima convenção no Brasil, a “Fasteners MeetBrazil 2017”?

Obrigado pela oportunidade. Desejo o melhor a todos.

 
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