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13/05/2015 09h53

 Persona

 

Asinhas de frango X parafusos

 

Diz um certo ditado: “O que é ruim para uns é bom para os outros”. Melhor que fosse bom para todos.

Falando sobre a concorrência entre importadores e fabricantes de fixadores no Brasil, todos sabem que o dólar barato viabiliza muito as importações. Por sua vez, importadores atuam com pouquíssima mão de obra e de menor especialização, gerando apenas alguns poucos postos de trabalho, a despeito do massacre de milhares de empregos na indústria nacional.

Por outro lado, o governo focado em incentivar a exportação de commodities, vem dando pouca atenção ao setor metal-mecânico, justamente o governo do partido dos metalúrgicos. Mas, talvez, não tenha sido tão bom negócio assim optar por exportar asinhas de frango congeladas e importar parafusos.

No momento, a boa notícia é o dólar em valorização, na média de R$ 3,00 (quando fechamos este artigo), mas se considerarmos o IGPM de 2003, na estreia do atual governo, esse número passaria de R$ 6,00. Justo, seria cada dólar a R$ 4,00.

Com esse câmbio esperamos uma ligeira recuperação da competitividade, levando mais igualdade entre as indústrias nacionais e os importadores. De qualquer forma, a atuação de importadores é necessária, pois ajudam no controle de preços, trazem produtos que não temos aqui, como máquinas e ferramentas para produção, especialmente em fixadores, escasso de ofertas locais. Portanto, deveríamos caminhar em linhas paralelas, juntos, com vantagens proporcionais.

A política brasileira foi injusta/ingênua com as indústrias indústrias, ainda assim conseguimos ser o 4º maior mercado automotivo mundial, sobretudo, especialmente este setor é mais organizado, algo que falta, e muito, ao setor de fixação. Esperamos que com a nova gestão do Sindicato das Indústrias de Parafusos (Sinpa), nossa única entidade de defesa do setor, consigamos revitalizar o apoio aos fabricantes nacionais na direção de uma concorrência sadia.

Caro leitor, não vou ocupar seu tempo falando da pouca infraestrutura, política salarial, tributação e seu emaranhado de regras, pois isso ajuda mais os “outros” do que nós. A culpa do que ocorre no Brasil não é dos importadores. Criamos nossa própria doença, sabemos a cura, mas pouco fazemos.  

Enéas Henrique de Oliveira
Diretor Comercial da New-Fix Ind. e Com. Ltda.,
fabricante de fixadores

 

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