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05/11/2014 05h43

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Comprar ou alugar: o dilema da esfinge
 
 
Se considerarmos os custos relativos à manutenção, de um operador da máquina e o espaço ocupado, teremos uma ideia do tamanho do problema
 
 
A segunda metade do século XX se desenvolveu sob forte influência da cultura norte-americana, em todos os campos do conhecimento humano: música, literatura, teatro, artes plásticas, cinema, moda. Em tudo percebia-se o “american way”. Mas, não era apenas no modo de vida das pessoas, no comportamento, jeito de se vestir, na opção pelos fast foods, na preferência pelas artes cênicas, com o teatro e o cinema do Tio Sam dominando o mundo. Também a supremacia industrial norte-americana e sua administração de negócios se impunham de forma absoluta. 
 
Fazer ou comprar
 
As principais faculdades de economia e administração do país adotavam, sem vacilar, os ensinamentos desenvolvidos e consagrados pelas bem sucedidas empresas americanas. Assim, todas as vezes que surgia a pergunta “fazer ou comprar” reunia-se a inteligência da empresa, na forma
de pétit comité, onde sempre havia um engenheiro industrial, um gerente de custos, um gerente de planejamento operacional, entre outros, e a questão era lançada. Dias após, depois de muitas horas de sono perdidas pelos executivos envolvidos, tomava-se a decisão: comprava-se ou começava a produção da máquina ou do equipamento em questão.
 
Comprar ou alugar
 
Hoje a questão não se resume a “fazer ou comprar”, pois uma nova atividade (nova, se compararmos o histórico das questões e, principalmente ao cotejarmos, sob o ponto de vista da formação e da dimensão da economia americana com a brasileira), como dizíamos, surge outra questão: comprar ou alugar. E, se no dilema “fazer ou comprar” os cálculos referiam-se à somatória dos insumos aplicados, os custos de mão de obra, mais os gastos indiretos de fabricação comparados ao preço de aquisição da máquina e/ou equipamento, agora o target era outro. Agora, entre outras coisas, dever-se-ia analisar o tempo de operação/ano do implemento e seu custo para concluir a viabilidade da compra ou se a melhor opção será a locação.
 
Vantagens de alugar
 
É muito comum encontrarmos a seguinte situação na empresa: ela mantém, em seu pátio industrial, um  equipamento, digamos, uma escavadeira, que vale no mercado R$ 100 mil e, somadas todas as horas de operação anuais, não ultrapassa o equivalente a trinta dias de trabalho. Logo: 30/360=8,33%. Ou seja, a empresa imobiliza R$ 100 mil do seu capital e utiliza apenas R$ 8.330,00, deixando inativo um volume de R$ 91.670,00. Se consi derarmos, além disso, os custos relativos à manutenção, em folha de pagamentos, de um operador da máquina, a manutenção da mesma, o espaço ocupado por ela no pátio da empresa e pelas peças no almoxarifado, sem mencionarmos o custo de oportunidade da aplicação do valor da máquina em sua atividade fim, teremos uma ideia do tamanho do problema.
 
Assim, podemos listar as principais vantagens da locação de equipamentos:
 
a) a empresa locadora sempre renova seu plantel, oferecendo implementos seminovos e com tecnologia atualizada;
b) o custo de manutenção preventiva e corretiva é absorvido, em sua totalidade, pela locadora, que mantém mecânicos especializados e estoque de peças de reposição;
c) a empresa não precisa destinar espaço para estocagem de máquinas e peças de manutenção;
d) a empresa não gasta com transporte externo, pois quem assume esse custo é a locadora;
e) aumento de seu capital de giro com a não imobilização dos recursos relativos ao equipamento alugado;
f) apropriação do custo total da locação nos custos do período contábil, reduzindo, como consequência, o recolhimento de imposto de renda, ao passo que, ao utilizar equipamento/máquina próprio a empresa poderá contabilizar apenas a depreciação de 10% ao ano;
g) a empresa fica dispensada de manter, em sua folha de pagamentos, pelo menos dois profissionais: o operador da máquina e o mecânico para sua manutenção.
 
Janildo Oliveira
 
Atualmente no departamento Comercial da Loxam/Kiloutou Locação
de Equipamentos, é especializado em custos industriais e
planejamento operacional. Já ocupou gerência, assessoria, 
consultoriae controladoria em grandes e médias empresas nacionais.
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