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Editorial
28/02/2010 01h51

Prezado leitor, 

 Por volta do ano 406 (dC), sob as ordens da Igreja Católica, o teólogo Eusebius Hyeronimus – que mais tarde viria a ser canonizado com o nome de São Jerônimo –, viajou a Jerusalém, Israel, para aprender hebraico e traduzir um conjunto de escritas sagradas (Antigo e o Novo Testamento), trabalho que consumiu 17 anos.

Desde então, São Jerônimo é considerado o “Padroeiro dos Bibliotecários” (aliás, livro em grego se pronuncia “bíblion”), sendo que o seu trabalho é um marco na concepção da Bíblia, que hoje todos conhecemos. Daí por diante, eram necessárias reproduções, sendo que este trabalho era executado manualmente por monges, alunos e escribas, onde cada exemplar levava meses até a finalização, onde ocorriam várias distorções entre uma cópia e outra, fossem elas voluntárias ou não.

No início da década de 1450, o inventor da prensa tipográfica, o alemão Johannes Gutenberg (1400–1468), também conhecido como o “Pai da Imprensa”, iniciou a impressão em série da Bíblia, promovendo uma revolução. Daí por diante, tornou-se possível o estabelecimento de um melhor controle através da normatização. Ou seja, a reprodução entre um livro e outro eram sempre “iguais”, termo este, ao ser traduzido para o grego, significa “ISO”. ISO, refere-se também à International Organization for Standardization, órgão não governamental, que tem a função de promover a normatização de produtos e serviços, para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada.

Então, teriam sido São Jerônimo e Gutemberg os “Padroeiros da ISO”?
Antes disso, os exércitos ao longo dos milênios já tinham metodologias para gestão de armazenamento, produtividade etc, mas eles devem ter sofrido com as inúmeras alterações e distorções das mensagens entre emissores e receptores, algo mais fácil de controlar com o uso da impressão gráfica. Contudo, cabe uma pergunta: se aviões e automóveis, por exemplo, são construídos com a mais alta tecnologia e controle através de normas, por que ocorrem tantos acidentes e recalls causados por esta ou aquela peça defeituosa ou inadequada?

As empresas fabricantes especificam corretamente? As fornecedoras de componentes seguem rigorosamente as normas? Os sistemas de normatização em busca da qualidade são falhos? E a ação humana, quem controla? Como os exemplos não são poucos, cito um caso passado em um programa de televisão, onde a fixação do vidro da cabine de comando de um avião comercial, após manutenção, teve a reposição utilizando parafusos de diâmetro inferior. Resultado: em pleno vôo, o vidro se soltou e o copiloto foi sugado para fora da nave, que por sorte teve as pernas agarradas a tempo por membros da tripulação, com “direito à sobrevivência”.
Onde estavam os controles nessa hora?

Boa leitura!
Sérgio Milatias

milatias@revistadoparafuso.com.br

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