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14/01/2013 03h14

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Indústria: difícil competir assim

 

 
 
Enquanto um trabalhador industrial produz mais riqueza para o país do que um trabalhador da agricultura ou do setor de serviços, as falhas no enfrentamento do Custo Brasil vêm tirando a indústria de cena antes do tempo – antes mesmo de completar a sua necessária contribuição ao nosso processo de desenvolvimento. Os reflexos na geração de empregos são visíveis. Em 2002, a indústria contribuía com 21,1% das novas vagas. No ano passado, essa proporção decaiu para apenas 11,2%. 
 
Em 2010, segundo a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a participação da indústria de transformação no PIB já havia caído 14,6% no Brasil. Em contrapartida, recolhe 33,9% de todos os tributos, em uma matemática insustentável. Sem contar que 40,3% do preço de um produto industrial é constituído de impostos. Ao mesmo tempo, a taxa de eficiência do país vem se desacelerando, constata estudo de um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Paulo Rabello de Castro. 
 
Percebe-se um descompasso entre a evolução da produtividade da indústria no país (queda de 0,8% entre junho de 2011 e maio de 2012) e os aumentos salariais (3,4% acima da inflação no período), que vêm abalando a competitividade do setor. Segundo o economista Júlio Sergio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a produtividade da indústria está estagnada há quatro anos, enquanto os salários reais só sobem. Outra vez, uma conta que não fecha. 
 
Hoje é mais caro produzir no Brasil do que nos demais países do BRICS. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se pegarmos a empresa mais competitiva do mundo e a transferirmos para o Brasil, ela deixa de ser competitiva. E isso vem provocando um processo de desindustrialização que reflete também na balança comercial de produtos manufaturados: em 2006, tivemos o último superávit na ordem de US$ 15 bilhões. Logo no ano seguinte esse número se transformou em déficit, que foi crescendo e, em 2010, chegou a US$ 70 bilhões. O déficit é maior quanto mais intensiva em tecnologia for a categoria de produtos. Ainda somos altamente competitivos em commodities. 
 
Poderíamos manter a competitividade desse grande parque industrial que foi montado ao longo dos anos se fizéssemos a lição de casa – buscando a redução do Custo Brasil, o que contribuiria inclusive para que o dólar alcançasse um ponto de equilíbrio mais adequado ao país.
 
 

Carlos Rodolfo Schneider
Vice-presidente da Ciser, de Joinville (SC) e 
coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE)
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