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Especial - Termomecanica
30/07/2012 10h04

 

ESPECIAL

 

Termomecanica: 70 anos de história com o cobre

 

Empresa líder do segmento completa septuagenário com três unidades fabris, grandes investimentos em tecnologia e expansão da marca para dois países

 

Fábrica 1, Av. Caminho do Mar, SBC, SP

  

                                         

Palavra italiana cujo significado é metalúrgica, a Termomecanica seconsolida como líder no setor de transformação de metais não ferrosos - cobre e suas ligas - e em produtos acabados como: barras, vergalhões e perfis destinados à produção de diversos produtos, onde se incluem parafusos, porcas e similares.Atualmente,possui um patrimônio líquido avaliado em mais de US$ 800 milhões, conta com três fábricas e dois centros de distribuição no Brasil, possui um grande trabalho de responsabilidade social com a Fundação Salvador Arena, de responsabilidade ambiental com a reciclagem do cobre e registra um momento favorável para o crescimento, investindo cada vez mais em modernização e expansão. 

Quem nos conta sobre como tudo começou, as variadas vertentes em que a empresa atua e os grandes desafios para chegar a este patamar são os diretores Murilo Filho – departamento industrial e José Albano – departamento de marketing.

 

José Albano ( diretor de Marketing) e Murilo Filho (diretor do setor industrial)

 

O começo


A Termomecanica São Paulo S/A (TM) foi fundada em 1942 pelo engenheiro Salvador Arena. Natural de Trípoli – Líbia, mas naturalizado como italiano, Arena chegou ao Brasil com cinco anos e desde então sua infância foi rodeada por peças e máquinas devido à oficina mecânica de seu pai. Ao se formar engenheiro civil, pela Escola Politécnica da USP, seu primeiro emprego formal foi na Light, onde trabalhou na implantação do sistema hidrelétrico de Cubatão, um modelo planejado pelo engenheiro americano Asa White Kenney Billings, desenhando e projetando peças para fundição. 

Por ser um homem muito visionário para a época, pois o país estava em uma transição de economia agrícola para industrial, decidiu sair da empresa e, com apenas US$ 200 que recebera de indenização, fundou a sua própria firma. Neste período, sua atuação focava na produção de fornos e equipamentos para padaria. Mais tarde, em meados da década de 50, iniciou a construção da planta industrial em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, onde está até hoje, comprodução diversificada de metais não-ferrosos.

Complexo industrial compõe as fábricas 2 e 3 na rua João Daprat, SBC, SP

 

“Salvador era um empresário muito à frente das outras pessoas. Percebeu uma necessidade do mercado em adquirir produtos em bronze, latão e cobre, por exemplo, e começou a trabalhar de um modo diferenciado. Assim, a fábrica cresceu e ganhou corpo, investiu em tecnologia e desenvolveu equipamentos voltados para este segmento”, explica Murilo. 

Arena se destacou também pela implantação de um modelo próprio de gestão, valorizando o potencial dos funcionários e exercendo uma política salarial que concedia gratificações e prêmios por produtividade em uma época em que não havia ainda legislação a respeito, meados da década de 60. Ainda, em 1964, inaugurou a Fundação Salvador Arena, com o objetivo de concretizar projetos sociais e educacionais e perpetuar seus ideais humanitários. Isto também ajudou a alavancar a instituição e, em 1985, foi inaugurada a segunda fábrica da empresa. 

Pouco antes de falecer, em 1998, Arena havia colocado a TM em posição de destaque no setor industrial brasileiro,tendo sido classificada entre as maiores indústrias privadas do País, líder em produtos transformados em cobre. Escolheu a Fundação para ser a herdeira universal de todo o seu patrimônio e aplicar parte de sua renda em programas sociais que acolhessem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Atualidade


Hoje, a empresa - mantida pelo Conselho Curador da Fundação - conta com três fábricas, um total de 186 mil metros quadrados de áreconstruída e computa cerca de dois mil funcionários. O investimento constanteem novas tecnologias contribuiu para este grandedesenvolvimento. Inclusive, ampliou a participação no mercado internacional. Segundo Murilo, a TM investiu em 2011 na compra de duas fábricas, uma no Chile e Latão Liga 270 fio-máquina, composto por 65% de cobre e 35% de zinco; Latão CLA (Corte Livre Americano) Liga 360, com 60% de cobre e 40% de zinco; Bronze Liga 651, um produto um pouco mais nobre, pois são adicionados elementos como alumínio, silício e zinco. outra na Argentina, para a produção de barras de latão. “Hoje, exportamos barras de cobre para a América do Sul e EUA, o que nos dá um retorno de 3 a 4% do faturamento global. Com estas novas aquisições, pretendemos crescer um pouco mais acima do PIB deste ano”. 

Ainda, colocará em operação a partir de maio de 2012 equipamentos novos na unidade de laminados, contabilizando cerca de R$ 100 milhões em obras de engenharia civil, aquisição de equipamentos com tecnologia de ponta – como um conjunto de fornos Ebner para tratamento térmico, laminadores e linhas de corte -, instalação e capacitação da mão de obra. 

Suas linhas de produção envolvem a aplicação do cobre em diversos formatos: barras, vergalhões, perfis, fios, laminados, tubos para refrigeração, tubos para aplicação industrial, tubos para condução de água e gás, buchas de bronze e capas de bronze TM 23, barramentos de cobre para aplicações na indústria siderúrgica e de fornecimento de energia, bem como buchas e tarugos de bronze TM 620. Os materiais empregados podem ser divididos em três vertentes: cobre puro, para produção de fios elétricos, geralmente focados para o setor de energia; ligas de latão, onde é adicionado o elemento zinco e se produz a maior variedade de itens – cerca de 20 mil; e ligas de bronze, adicionando-se o estanho para uma série de aplicações nas indústrias. Já o setor parafuseiro, conta com três ligas principais no segmento cobre:

Latão Liga 270 fio-máquina, composto por 65% de cobree 35% de zinco;
Latão CLA (Corte Livre Americano) Liga 360, com 60% de cobre e 40% de zinco;
Bronze Liga 651, um produto um pouco mais nobre, pois são adicionados elementos como alumínio, silício e zinco.

 

“Nossa produção de máteria-prima para o setor de fixadores chega 400 toneladas por ano, enquanto a nossa fabricação anual total gira em torno de 90 mil toneladas. Nossos principais mercados, por ordem de atuação, são os segmentos de construção civil, refrigeração, tubos industriais, indústria metal-mecânica (onde se encontra o mercado de fi xação), energia, vestuário e agrícola. Contamos com cerca de sete mil clientes ativos englobando todas essas áreas e somos certificados pelo ISO 9001:2008, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007”, afirma o diretor Albano. A TM fechou o ano de 2010, seu último balanço divulgado, com R$ 889.216 mil de receita líquida de vendas. 

Murilo também destaca que, além do constante crescimento, a TM possui alguns diferenciais que a tornam única no ramo. “Compromisso com a qualidade, variedade de produtos, bom atendimento, melhoria contínua, valorização aos colaboradores e responsabilidade social. Estes foram preceitos que Salvador Arena nos deixou e fazemos questão de dar continuidade a estes valores”.

 

Responsabilidade social e ambiental

O maior sonho de Arena era criar uma escola modelo. Por isso, chegou a montar um colégio dentro da fábrica para proporcionar aulas aos funcionários após o expediente.

 

Primeiro Mundo: panorâmica do Centro Educacional da Fundação Salvador Arena ( CEFSA )

 

 

O sucesso foi tanto que ela saiu dos muros da TM para alçar voos maiores, formando a Fundação Salvador Arena. Foram criados modelos de ensino totalmente gratuitos, aberto para toda comunidade, como o CEFSA – Centro Educacional da Fundação Salvador Arena – instalado em SBC, numa área de 131 mil m², oferecendo educação infantil ao ensino médio; e a FTT – Faculdade de Tecnologia Termomecanica, que proporciona cursos de graduação tecnológica e também de pós-graduação. “Com o ensino que a Fundação apresenta, o índice de empregabilidade desses alunos hoje é de 99%. Inclusive, a própria TM tem condições de absorver estes alunos, o que favorece tanto para o crescimento dos jovens como da própria organização”, explica Murilo. 

Outro trabalho de responsabilidade é a preocupação com o meio ambiente. Como o principal material de trabalho é o cobre, a empresa possui um braço chamado TM Sustentabilidade, onde trabalha em cima de 100% de reaproveitamento deste material. 

“O cobre é um material base que, adicionando algumas ligas, você confere propriedades de aplicações maiores.Resistência à corrosão e desgastes, melhor aplicação mecânica e flexibilidade são alguns dos benefícios. Além disso, tem o fator bactericida, pois as mata em um curto espaço de tempo, ao contrário do aço, por exemplo”, finaliza Albano.

 

Curiosidades:


Na história do cobre há registros egípcios sobre o símbolo “Ankh”, que significava vida eterna. Este emblema é muito apropriado, pois o elemento já vem sendo utilizado pelas civilizações há mais de 10 mil anos; 

Arqueólogos recuperaram um pedaço da tubulação da pirâmide de Quéops no Egito. Após cinco mil anos, os tubos de cobre ainda estavam em condições de uso; 

Quando Colombo viajou para as Américas, seus navios possuíam camadas de cobre abaixo da linha da água. Estas permitiam uma maior vida útil para o casco e protegiam contra tipos de bioincrustação. Atualmente, a maioria das embarcações utiliza uma tinta à base de cobre para a proteção do casco.

 

 

 

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