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Fundamentos de Marketing
28/09/2011 09h47

Fundamentos de Marketing

 

A união faz a força

 

É verdade que a crise mundial nos afeta diretamente. Entretanto, dois mercados de grande afinidade entre si chamam minha atenção: o de motocicletas e o de bicicletas. Segundo nos informa o site da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), são nove associadas que produzem motocicletas e apenas uma que faz bicicletas.

A produção nacional de motos em 2001 foi de 753.159 contra 1.830.614 em 2010, o que representa um aumento de 143% em 10 anos. No mesmo período, a produção de bicicletas passou de 5.100.000 para 5.300.000 o que representa um aumento insignificante de 3%.

A escassez de crédito fez de 2009 um ano ruim para a indústria de motos, mas em 2010 a indústria chegou muito próximo do nível de 2008, ano em que as vendas bateram todos os recordes. Paralelamente, entre 2008 e 2010 a produção de bicicletas caiu 44%, passando de 1.098.000 unidades para 617 mil. A demanda é complementada com importações.

O Brasil ainda é o 3º maior fabricante, digo, montador de bicicletas e o 5º consumidor desse produto no mundo. A  maioria das peças de maior valor agregado utilizadas nas “magrelas” é importada. Acredite; não há nenhum fabricante de câmbio para elas no Brasil.

Muitas são as teorias que explicam o sucesso da indústria de motos em oposição ao péssimo desempenho da indústria  bicicleteira; dólar alto, dólar baixo; facilidade nas importações, dificuldades nas importações; maior informalidade na  indústria de bicicletas, e por aí vai.

Voltemos ao primeiro parágrafo: uma associação de apenas um fabricante? Isso existe?

Quero crer que o que falta no mercado de bicicletas é maior mobilização e iniciativa. Mais incentivo para a indústria nacional e, quem sabe, a entrada de indústrias estrangeiras no Brasil, tanto montadoras como fabricantes de componentes,  a exemplo do que ocorre na indústria de motos. 

Bicicleta está na moda. As prefeituras das maiores cidades do Brasil têm investido em ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas. O cicloturismo cresce vertiginosamente por aqui. Já está mais que na hora da indústria de bicicletas se unir ou será mais uma vítima do processo de desindustrialização que assola nosso País.

Hans Müller é sócio-diretor da White Oak Marketing 
hans@wocs.com.br

 

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