Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 28
Busca::..
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Fundamentos de Marketing
16/08/2011 04h23

Fundamentos de Marketing

 

A vaca foi para o Uruguai

 

O resultado de qualquer competição é medido pela diferença entre o esforço demandado pelo vencedor e pelo perdedor. Em meu último artigo tratei a invasão de produtos  chineses no mercado brasileiro como resultado de uma “operação cupim”. Embora este seja um dos principais motivos pelos quais o Brasil coloca sua indústria em risco de extinção, não é o único. Sob o pretexto da globalização, o Brasil está investindo em plantas industriais nos Estados Unidos, Índia, China e países do Mercosul. Este movimento seria positivo se fosse, a exemplo do que ocorre com países do primeiro mundo, uma forma de explorar o mercado mundial. Uma parte pode até ser, mas o que realmente está acontecendo é uma fuga dos altos custos de produção decorrentes do preço de energia, mão de obra e impostos.A produção brasileira no exterior, principalmente no Mercosul, visa o mercado brasileiro.

Trocando em miúdos, o capital brasileiro, seja privado ou estatal, via BNDES, está sendo aplicado de forma a gerar empregos fora do país. O pior é que não podemos culpar o empresariado que dança conforme a música. Se a vaca não foi para o brejo, está no Uruguai.

Comentários de ordem político-partidária não fazem parte de meu discurso, mas externo minha indignação ao constatar que o partido que surgiu em defesa dos trabalhadores, agora no Governo, tenha adotado políticas cujo resultado se traduz na exportação de empregos. Recentemente recebi uma consulta de um leitor desta coluna, fabricante de parafusos, perguntando o que fazer para salvar seu negócio. “Qual seu negócio?”, perguntei.

“Fabrico e forneço elementos de fixação para a indústria moveleira do sul do Brasil. Os custos estão aumentando e estou perdendo mercado para produtos chineses. Não sei até quando poderei sustentar meus empregados...” e por ai foi o comentário.

Minha resposta foi de triste objetividade: “Quando uma empresa está ‘sustentando’ empregados é porque já passou do tempo de encerrar as atividades. Pare de fabricar e importe da China aproveitando sua capacidade de distribuição”. Fica a pergunta: Até quando o Estado terá fôlego para financiar esta aventura?

 

Hans Müller é sócio-diretor da White Oak Marketing
hans@whiteoak.com.br

 

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com