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Entrevista
30/10/2008 10h18

 O Senai de portas abertas

A questão da mão-de-obra qualificada é um problema enfrentado por todos os setores do mercado brasileiro. O segmento parafuseiro tem uma particularidade, pois não existem cursos específicos que formem um profissional da área. Mas o Senai tem uma solução



A falta de profissionais bem qualificados no Brasil é a mais pura realidade. Empresários de todos os ramos reclamam da dificuldade de encontrar bons funcionários. Todavia, acredita-se que a raiz do problema está no comodismo das instituições (que visam apenas o lucro e não o futuro do País) e dos alunos (que se contentam com o que recebem, sem questionar a pobreza do conteúdo ministrado no período letivo). Conseqüentemente, a qualidade e rendimento de atendimento ou produção das empresas, caem cada vez mais! No setor parafuseiro, essa crise parece ser mais séria, pois não existem cursos específicos voltados para a área. Alguns empresários do ramo optaram por investir e criar programas de treinamentos internos, com cursos, palestras, seminários etc, a fim de especializar a mão-de-obra que circula pelo chão de fábrica.


Foto acima: Professor  Alcindo Daniel Favero

Eles estão certos? Sim, pois uma iniciativa como essa, também estimula o funcionário que se sente valorizado trabalha mais feliz. O retorno para a empresa é garantido! Por outro lado, conversamos com o professor Alcindo Daniel Favero, coordenador dos cursos técnicos de mecânica e mecatrônica do Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Roberto Simonsen, de São Paulo, SP, que disse que a escola está de portas abertas para receber os empresários que precisam de uma solução para essa questão. O professor trabalhou em 1971, na Mapri (atual Acument), onde exerceu a função de mecânico de manutenção preventiva.

Revista do Parafuso (RP): O que o Senai faz para manter um nível elevado de ensino?
Prof. Alcindo Daniel Favero (ADF): Temos atualizações constantes dos cursos e dos nossos professores técnicos. A própria estrutura do ensino sempre está em constante melhoria. A cada semestre, os alunos e professores fazem, pelo menos, uma visita às empresas, percorrendo as áreas de processo, manutenção, produção, montagem, ou seja, toda a estrutura da fábrica. Essas ações favorecem aos professores uma atualização constante do mercado. Outro fator de avanço foi na disciplina de Mecânica, que desde 2005, implantamos o curso por competência. As dificuldades foram muito grandes, mas hoje já temos uma visão bem melhor sobre o assunto. O aluno já trabalha mais na área de pesquisa, e isso é extremamente importante para ele.
 
RP: Existem empresas do setor parafuseiro que permitem essas visitas?
ADF: Essas visitas acontecem de acordo com as possibilidades. Entramos em contato com as indústrias, mas não temos em nosso banco de dados nenhuma do segmento de parafusos. Há um ano, Daniel Pereira da Silva, que na época era diretor industrial da divisão elétrica da Jomarca, foi o paraninfo das nossas turmas. Ali surgiu uma oportunidade para iniciarmos uma parceria, mas por falta de tempo dos funcionários da empresa, não foi possível. Gostaríamos de ter mais contatos com o setor.
 
RP: Como as empresas interessadas em iniciar essas visitas devem proceder?
ADF: É só entrar em contato conosco. Nós estamos aqui, basta a marca ter disponibilidade e nos atender.
 

Foto acima: Relíquia: Torno mecânico utilizado pelo presidente Lula, quando ainda era aprendiz no Senai - Robert Simonsen
 
RP: Qual o período de reciclagem do maquinário da escola?
ADF: Varia de acordo com atualização do mercado e disponibilidade de investimentos. Esse ano, o Senai fez grandes investimentos nas escolas, e a nossa recebeu acima de R$ 14 milhões. Esse valor é calculado a partir da visão das empresas, adaptação e atualização de todo o mercado de trabalho para os alunos.
 
RP: E para o setor de elementos de fixação?
ADF: Não existem aqui máquinas específicas para o ramo de fixação, elas são próprias das empresas do segmento. Por exemplo: temos os tornos, mas não as prensas para a rosca. E mesmo que haja uma doação desse equipamento, não há como aplicá-la no ensino. Porém, ensinamos aos alunos o que é fixação. Nas apostilas há todo o processo de produção, que engloba como usar um torquímetro, fazer, definir e especificar uma rosca, quais os tipos, profundidade, corte, ângulo de incidência, enfim, tudo o que envolve a peça. Mas, ao fazer uma rosca, são usadas ferramentas que são próprias de uma empresa parafuseira, pois a mesma fabrica em grande escala e, aqui nós ensinamos a fazer pequenas peças em menor escala. Tudo em nível de aprendizagem. Não poderá haver nada mais amplo, pois o “específico” é da indústria.
 
RP: O que o Senai pode fazer para solucionar a falta de mão de obra no setor parafuseiro?
ADF: Há a possibilidade de criar um curso de formação continuada, pois temos condições de procurar pessoas habilitadas dentro desse mercado. E junto com esse profissional, elaboraremos um material didático e havendo demanda, o Senai implantará o módulo.
 
RP: E quem poderia iniciar as negociações?
ADF: Quem tem essa necessidade, ou seja, o empresário. Quem precisa dessa mão-de-obra tem que ter a iniciativa e procurar o Senai. Hoje, realizamos com muita freqüência a “educação in-company”, na qual um professor vai até a empresa e ensina os funcionários a trabalhar corretamente. Procuramos manuais, desenvolvemos material didático e fazemos o treinamento. É comum para nós este tipo de trabalho, diagnosticar falhas e solucionar as defi ciências. E isso pode ser feito com o setor parafuseiro.
 
RP: Como está a aproximação do Senai com a indústria do parafuso?
ADF: Estamos distante. Não temos em nosso banco de dados um nome deste segmento. Até hoje, nenhuma empresa do setor nos procurou em busca de assessoria ou treinamento. E quem tiver com problemas, deve procurar o Senai, pois nosso trabalho é melhorar o desempenho da indústria.
 
RP: Observam-se muitos profissionais se formarem em cursos universitários, acarretando na defasagem da mão-de-obra de chão de fábrica. Isso procede?
ADF: Sim, e esse reflexo já é sentido pelas empresas na hora de contratar mão-de-obra. As pessoas não querem mais ser operárias, sonham com um cargo de executivo. Há uma estimativa que em cinco anos faltarão 100 mil técnicos, e não podemos esquecer que a indústria está aquecida.
 
RP: Qual é a mentalidade que o empresário precisa ter em relação aos estagiários?
ADF: Estagiário é estagiário. Ele não tem experiência, e não deve ser visto como um profissional completamente qualificado na área. É na empresa que ele concluirá a capacitação dele. Nossos alunos, na maior parte, são jovens que nunca passaram pela indústria. Porém, no período noturno há estudantes que já trabalharam, e neste caso, podem-se exigi
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