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16/03/2011 02h47

SurTec promove seminário em prol da sustentabilidade

Mercado brasileiro e visão de futuro em tratamento de superfícies foram temas debatidos por profissionais de montadoras, autopeças e aplicadores

 

 

Em 24 de novembro de 2010, profissionais de montadoras, autopeças, fornecedores de materiais e aplicadores se reuniram no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, para participarem do seminário “Indústria Automobilística: Tendências e Sustentabilidade do Tratamento de Superfície”. Organizado pela SurTec – tradicional fabricante de produtos químicos destinados aos processos de galvanoplastia e fosfatização –, o evento reuniu cerca de 200 pessoas onde foram debatidos diversos pontos, ancorados pelo tratamento de superfície, dentre eles problemas com o mercado, fornecimento externo e importações.
Com trabalhos coordenados por Paulo Roberto Braga, editor da revista Automotive Business, no primeiro debate, a engenheira responsável pelo Laboratório de Corrosão da Renault do Brasil, Danielle Campos Silva, colocou que talvez este talvez este seja o momento mais importante para trocar ideias sobre o setor, pois o Brasil está em quarto lugar em termos de consumo de automóveis. “Com a demanda do mercado, aumenta também a exigência do cliente. Todos os metais precisam de revestimento qualificado. Atualmente, produzimos peças mais resistentes à corrosão”.

 

 


Alcir José Bertozzo (SurTec), Antônio Carlos Sobrinho (Mercedes-Benz), Fabiana Rodrigues (Moto Honda), Fábio Oliver (VW), Marco A. Barbieri (Sindisuper), Eduardo Oliveira (Bosch) e Paulo Braga (Automotive Business)


Adriana Martins (Zincagem Martins), Danielle Silva (Renault), Paulo Ugeda (Bosch), Júlio Cordeiro (Fiat), Marcelo Nascimento SurTec) e Maurício Correa (GM)
 

 

O coordenador do Laboratório Eletroquímico da General Motors do Brasil, Maurício Vicente Corrêa, complementou o pensamento da engenheira dizendo que antigamente existiam quatro montadoras, número que varia hoje de 10 a 15 empresas. “Passamos a atender também o mercado externo, Europa e Estados Unidos, que tem uma exigência maior que a nossa. A concorrência é acirrada e as peças não podem deixar de ter qualidade.
As empresas estão mais integradas também com o departamento de tecnologia”.
Por sua vez, Paulo Leandro Ugeda, supervisor de produção da Robert Bosch, reforçou a importância dos elementos de fixação na montagem do veículo. “Um carro tem em média 1500 parafusos. Se apenas um quebrar, o automóvel para e pode até matar o condutor”. Para ele, o que falta para o Brasil é desenvolver tecnologia própria para ter carros melhores.
Quando o assunto é tributação, todos os presentes são unânimes em afirmar que a grande dificuldade é o gerenciamento de impostos e o repasse desse custo.
 


 


"Institucional SurTec"
Rainer Lehmann, Key Account Management OEM

 


"Visão dos Aplicadores na Europa"
Ernest-Gregor, da Hillebrand Galvanotechnik

 


"Mercado brasileiro e visão de futuro
em tratamento de superficie"
Marco Antônio Barbieri, Sindisuper


"Qualidade em processo zinco niquel/hidrogenização"
Karl-Herman Klobes, Membro da Associação
de Parting da Alemanha, ZVO


 

De acordo com a Danielle da Renault, a taxa tributária em cima das peças é muito grande. “Antes elas eram feitas no Brasil, hoje são importadas. As galvânicas ainda estão se adaptando para a exportação. O governo ajuda a China, a Europa, mas não nos ajuda em nossa competitividade. Se tivéssemos mais facilidades, atenderíamos as expectativas do mercado. Cerca de 70% dos fixadores são de zinco-níquel, cuja tributação é cara.
No setor de autopeças usamos zinco bruto”.
O supervisor da Bosch alertou também para a facilidade que grandes empresas conseguem  financiamento, fato, que, segundo ele, não acontece com as de pequeno e médio porte.
“Sabemos o que temos que fazer, só não temos ferramentas.
Tem que ter muito planejamento e pesquisa para não entrar em falência”. Ugeda não vê o Brasil perdendo para outros países em termos de qualidade e tecnologia, somente na questão preço por causa dos tributos. “Trazem produtos acabados com o preço de nossa matéria-prima. Não tem como competir. O Brasil não perde para ninguém em termos de tecnologia, só de preço”.
Em se tratando de galvânicas, o coordenador da General Motors do Brasil, é a favor de apoiá-las para que invistam e estejam aptas a competir não só entre elas como no mundo. “A GM se propõe a fazer auditorias nas galvânicas, incentivando o trabalho próximo de fontes de tecnologia, para que hajam novas necessidades de revestimento e que coloquem em suas plantas para agregar valor. O grande mérito é que nossos produtos revestidos não perdem para os de fora”. Júlio Cordeiro, responsável pela engenharia de materiais e aplicações da Fiat Automóveis, foi enfático ao dizer que nossas peças são até melhores que as importadas.
A sustentabilidade foi amplamente discutida, onde Marcelo Nascimento, gerente de negócios de MPT, SurTec do Brasil, afirmou que a empresa tem grande preocupação de estar próximo ao cliente, com uma visão de futuro de aumento do nível de produção, em busca em tornar o negócio cada vez mais sustentável. O desmanche dos veículos, como as substâncias permeiam no solo e contaminam o meio ambiente, levantou a questão do hexavalente. “Tanto que os custos das peças com esse componente são mais caros por causa dessa contaminação”, diz Antônio Carlos Sobrinho, responsável pelo  centro tecnológico da Qualidade de Materiais da Mercedes-Benz. Alcir José Bertozzo, Gerente de Negócios Eletroplating, da SurTec, destacou que outros produtos são tão tóxicos como o hexavalente, como o chumbo e o cádmio.
Sobre presença dos produtos importados no mercado nacional, principalmente os chineses, os presentes se manifestaram a favor desde que venham para agregar. “Se forem para produzir peças são bem vindos. Se forem para montar, a preocupação aumenta, principalmente no emprego do brasileiro”, acrescenta Bertozzo. Sobrinho, da Mercedes-Bens, ainda complementa “vamos disputar os clientes deles também. O Brasil é um país do presente, vive um momento de oportunidade, tem um ritmo interessante de crescimento em todos os setores.
Nosso maior competidor é a China, que não tem como comparar”. Ainda sobre o tema e a preocupação natural, Marco Antônio Barbieri, Sindisuper, enfatizou: “reserva de mercado, nunca mais!”
“Tivemos um evento de bom nível, onde o mediador contribuiu muito em função da sua experiência, sendo que nos próximos anos poderemos realizá-los em cada trimestre.”
Domingos Spinelli, diretor técnico da SurTec
“Temos como único objetivo levar informações
tecnológicas, propostas, discussões que possam agregar ao mercado. Estamos bem posicionados no setor e não visamos aumentar o osso faturamento, mas sermos reconhecidos
como empresa inovadora.”
Luiz G. F. Santos, diretor comercial da SurTec

 

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