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Entrevista
30/10/2010 09h41

Oil & Gas a todo vapor

Os números sobre as matrizes energéticas no Brasil, especialmente o petrolífero, são de promover um inevitável otimismo hoje e para as próximas décadas. Desta forma, aproveitamos o momento para falar com o professor e engenheiro Ronald Carreteiro, especialista neste campo, sobretudo em razão de suas afinidades com o assunto elementos de fixação

Ronald Carreteiro é engenheiro e mestre em Administração de Negócios, membro de Comitê do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustiveis- IBP, e está próximo de lançar o livro denominado Engenharia do Aparafusamento. Foi Diretor de Gás Natural e Alternativos Energéticos da Petrobras Distribuidora, Presidente da Companhia de Navegação da Amazônia-CNA e do Estaleiro Estanave. Devido a sua larga experiência no setor, Carreteiro nos contou sobre o crescimento do Oil & Gas entre 2004 a 2010, que teve expansão de 400% neste período, em contratações no Brasil. A política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional no fornecimento de bens e serviços no Brasil, elevou o conteúdo nacional mínimo de 57% para 77,34% entre 2003 e 2010. Dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões em 2003, para US$ 25,9 bilhões em 2009. Os percentuais de realização de conteúdo nacional de 2004 a 2010 foram sempre superiores às metas previstas.
A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta do mesmo permitiram que, ainda com o grande crescimento das encomendas, a parcela nacional das contratações da companhia registrasse um crescimento constante. Desta forma, Carreteiro comentou que em relação a competitividade, a política industrial dirigida por demanda implantada pela Petrobras, tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais. Esse aumento da competitividade tem sido conquistado por meio do incentivo para adequação do parque supridor nacional, que vai desde a qualificação de profissionais, estruturação de mecanismos de financiamento, estímulo às parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, até a viabilização de novas fábricas no País.
Os projetos de investimentos da Petrobras são divididos em sistemas e equipamentos. Seus fornecedores são identificados e políticas específicas são adotadas para ampliar a participação de cada um dos segmentos do mercado de Oil & Gas. Além disso, a Petrobras propiciou a criação de mais de 80 redes de universidades e centros de pesquisas para potencializar os investimentos em laboratórios e meios para desenvolvimento de inovações. As redes envolvem centenas de pesquisadores brasileiros que procuram soluções para problemas tecnológicos apresentados na atividade de Oil & Gas.
Revista do Parafuso (RP) - Fale sobre a demanda de bens e serviços.
Ronald Carreteito (RC) - Nesse cenário, a encomenda de navios petroleiros e de barcos de apoio tem possibilitado a reativação da indústria naval brasileira, que estava paralisada desde a década de 1980. Dois programas de renovação de frota de petroleiros – Promef I e II – estão em curso, para a construção de 49 navios (26 e 23 navios, respectivamente), com 65% e 70% de conteúdo local, respectivamente. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o IPEA, no ano 2000 havia cerca de 2 mil trabalhadores nos estaleiros brasileiros. Em 2006, esse número saltou para 20 mil, alcançando aproximadamente 46,5 mil trabalhadores em 2009. A viabilização do primeiro dique seco com capacidade para construção de unidades de produção e perfuração semissubmersíveis, no município de Rio Grande, RS, é um exemplo das iniciativas nesse segmento, assim como a revitalização do estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro.
Esses empreendimentos criam a infra-estrutura adequada para que, cada vez mais, as obras de construção e conversão de unidades sejam realizadas no mercado nacional. No segmento de Exploração e Produção (E&P) são exemplos de grande tecnologia aplicada na fabricação de equipamentos, e com produção no País: as linhas flexíveis submarinas, os tubos de revestimento e produção para poços, as árvores de natal molhadas, válvulas, bombas, as cabeças de poços submarinos e os manifolds submarinos. A Petrobras está adotando a política de consolidar as demandas para outros itens que não possuem fabricação no Brasil, tais como: turbo-geradores, turbo-compressores, sistemas de injeção e guindastes marítimos. Essa medida possibilitará a realização de contratos de longo prazo, viabilizando a instalação de fábricas no Brasil, inclusive com transferência de tecnologia e instalação de engenharia local.
Também nessa linha, as contratações de serviços, conduzidas na forma de Engineering, Procurement and Construction (EPC) obedecem a política de maximização de conteúdo local de bens e serviços. Oito FPSOs (navios-plataforma que atuam na produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) estão sendo produzidos no Brasil com exigências de, no mínimo, 70% de conteúdo local. No pacote de 28 plataformas de perfuração marítima, com licitação em curso, há exigência de conteúdo local crescente, com um mínimo exigido nas primeiras unidades de 55%, chegando a um mínimo de 65%. Para o programa de revitalização do parque de refino nacional, está sendo exigido o conteúdo local mínimo de 72% e, na construção das novas refinarias, a exigência varia entre 70% a 80%.
RP – Quais as previsões de investimentos?
RC - A Petrobras investiu de janeiro até junho deste ano R$ 35 bilhões, para um total de dispêndios aprovados para o ano em curso, de R$ 88 bilhões.
RP – Quais são os planos de negócios entre os anos de 2010 e 2014?
RC - Os investimentos previstos para este novo período, aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras é de U$ 224 bilhões, sendo U$ 33 bilhões dedicados ao pré-sal.
RP - Como estes investimentos poderão impactar na produção nacional de parafusos e fixadores similares?
RC - O Programa de Mobilização Nacional da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) já disponibilizou dados que indicam a necessidade de 1,6 milhões de parafusos anuais, no período de 2010 e 2014, para atender a demanda somente da Petrobras. A Petrobras, por sua vez, já adotou a publicação de especificações técnicas para a compra de artefatos de fixação industrial em aço de alta resistência, para utilização submarina, denominada “ET-3000.00-1500- 251-PAZ-001”, expedida pela área de E&P, e que determina a documentação técnica requerida, e aponta para a importância da rastreabilidade, indicando o processo de fabricação, tratamento térmico, tratamento de superfície e os testes de inspeção. Dica: aqueles que desejam se tornar fornecedores da Petrobras terão que se submeter ao procedimento indicado no Canal Fornecedor, publicado no site www.petrobras.com.br, para obterem o registro denominado de CRCC.
 
Sobre Oil & Gas & Energy, veja o blog do entrevistado em www.ipgap.org.br/news.html
Contato de Ronald Carreteiro:
rpcarr@openlink.com.br

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