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30/12/2006 02h54

O setor parafuseiro no Brasil

Presidente do SINPA, José Gianesi Sobrinho, fala sobre o panorama atual do mercado de parafusos e similares e as ações do sindicato para proteger as indústrias nacionais da concorrência dos produtos importados

  

Da esquerda para a direita: Almir Figueiredo (A. Friedberg do Brasil); Massanao Yamaushi (NHK Fastner do Brasil); Boaventura Florentim (Parlock); Fernando Martins (Continental Parafusos); Luiz Carlos Massarentti (Neumayer Tekfor Automotive Brasil); e Daniela Naschold (Naschold Elementos de Fixação)

 

Carlos Rodolfo Schneider (Cia Industrial H. Carlos Schneider); Alfredo Gunther Fuchs (Textron Fastening Systems do Brasil); Eugênio Parasmo (Irmãos Parasmo); José Gianesi Sobrinho (Nylok Tecnologia em Fixação); José Roberto Santiago (Indústrias Gerais de Parafusos Ingepal); Mauro Albino Polisel (Indústria Metalúrgica Lipos); Nélson Peleckis (Metaltork); e José Chiarela (Indústria de Parafusos Elbrus)

 

Uma das principais conseqüências da Primeira Guerra Mundial foi a multiplicação de grandes empresas estrangeiras, tanto nas áreas tradicionais — entre elas, a de alimentos —, quanto em novos segmentos — produtos químicos, farmacêuticos, motores etc. Em 1919, instalou-se na cidade de São Paulo a primeira montadora de automóveis, a Ford, seguida pela General Motors, em 1925.
O censo industrial de 1920, que incorpora os resultados do impacto da Primeira Guerra Mundial, aponta 13.336 estabelecimentos industriais, dos quais 5.936 fundados entre 1915 e 1919. Destes, 4.458 se localizavam no Estado de São Paulo, correspondendo a mais de 30% do total. Entre 1948 e 1955, a participação do estado saltou de 39,6% para 45,3%. No ano de 1928, foi fundado na capital paulista o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, o CIESP, primeira entidade associativa empresarial.
Em 1929, ocorreu a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, provocando mudanças bruscas no cenário econômico mundial, inclusive no Brasil, atingindo significativamente as áreas ligadas à exportação. Esse episódio gerou a quebra do setor cafeicultor, que se reverteu positivamente para outros segmentos da economia, como o industrial, que passou a ser a “bola da vez”. Na ocasião, as indústrias tiveram, entre outros benefícios indiretos, a oportunidade de se equipar com maquinário de segunda mão de empresas que encerraram suas atividades em outros países afetados pelas guerras.
Em meio a este cenário, nada mais oportuno do que a presença de um componente discreto e fundamental, o parafuso e seus similares, para a fixação de peças de automóveis, geladeiras, tratores, ou para a construção de pontes, ferrovias... Com o crescimento do setor parafuseiro no país, foi fundado, em São Paulo, o SINPA – Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares no Estado de São Paulo, em 17 de agosto de 1963.
Atualmente, a entidade conta com 63 associados e trabalha como representante legal da classe, fazendo o papel de interlocutor em importantes negociações e representando as empresas no Fórum de Competitividade da Cadeia do Setor Siderúrgico. O presidente do SINPA, José Gianesi Sobrinho, falou à Revista do Parafuso sobre o panorama atual do setor e as principais ações do sindicato para proteger as indústrias nacionais da concorrência dos produtos importados. Confira a seguir.
Revista do Parafuso (RP): Qual a dimensão do setor de parafusos e similares atualmente?
José Gianesi Sobrinho: Em 2005, o consumo aparente anual foi de US$ 683 milhões em produtos internos, sendo que US$ 56 milhões deste total foram exportados, mais US$ 193 milhões de importados.
RP: Como isso é distribuído no mercado consumidor?
Gianesi: Da produção total, 50% são destinados à indústria automobilística e outros 50% são divididos entre mercado industrial, eletrônica e comércio. Dos nossos 63 associados, 67% fornecem para o setor automobilístico.
RP: Qual o principal problema enfrentado pelas indústrias nacionais, atualmente?
Gianesi: A concorrência dos produtos importados, principalmente da China. O setor de parafusos tem três bases: matéria-prima (principalmente aço), equipamentos e mão-de-obra. A nossa mão-de-obra tem custo baixo, tornando-se competitiva em relação a outros mercados. Já o aço e o ferramental têm custos muito altos. É onde deixamos de ser competitivos.
RP: De que forma os produtos importados prejudicam as empresas nacionais?
Gianesi: As indústrias que utilizam parafusos de qualidade inferior, ou seja, de pouca responsabilidade, como fabricantes de portas, por exemplo, compram da China. Outras, que exigem mais qualidade, como a automobilística, que tem grande preocupação com a segurança, ainda importam pouca quantidade. Mas, infelizmente, esse consumo vai aumentar muito nos próximos dois ou três anos. Isso porque as empresas chinesas estão agregando valores, melhorando suas tecnologias e, conseqüentemente, aumentando a qualidade de seus produtos.
RP: O SINPA está desenvolvendo alguma ação para proteger as indústrias locais?
Gianesi: Vamos atuar em oposição à prática de preços do aço acima da competitividade. Além disso, o SINPA vai entrar com pedido de salvaguarda para o setor (medidas aplicadas contra as importações para criar um ambiente de segurança que permita aos produtores nacionais implementarem programas de ajuste estrutural, a fim de enfrentar com em condições de igualdade a concorrência externa). Deve haver conscientização de todos, empresas e governo, de que as indústrias nacionais estão perdendo mercado. O Brasil produz muito e com qualidade, mas é preciso aumentar ainda mais a produtividade para competir mundialmente.
RP: Como está a capacidade de produção nacional?
Gianesi: Temos empresas sólidas, que investem em tecnologia, são capacitadas tecnicamente, mas estamos operando em torno de 70% da capacidade total. Isso não é bom, é necessário aumentar esse percentual.
 
 
Os números do setor parafuseiro

Tomando como base os números divulgados pelo Sinpa, a fabricação nacional de componentes de fixação gira em torno de US$ 683 milhões/ano, com cerca 8.200 funcionários – levantamento realizado entre os associados do sindicato. Isso corresponde a um volume aproximado de US$ 83,3 mil por funcionário/ano. Mas estes números certamente são bem maiores, pois não há um registro exato de quantas empresas existem no setor de parafusos e similares. De acordo com levantamento realizado pela Revista do Parafuso, há cerca de 400 fabricantes de fixadores em todo o país.

O Brasil de ontem (início do século XX) e o Brasil de hoje


(1) Referente a 1912; (2) Referente a 1917; (3) Referente a 2003
Fontes: Senai (dados pesquisados em 04/09/05); Internet; Livro ”Matarazzo”, de Ronaldo Costa Couto, editora Planeta, composto por dois volumes: “Travessia” e “Colosso Brasileiro”; Revista PS 100 anos da indústria

Sinpa - Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares no Estado de São Paulo
Av. Paulista, 1313 - 9° andar - Conj. 912
Tel.: (11) 3289-3499
E-mail:
sinpa@uol.com.br

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