Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 12
Busca::..
Edição 83
Edição 82
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Eventos - Senafor
30/10/2008 10h37

Eventos

  

 

As novas tecnologias apresentadas durante o 28º Senafor

 

 

A 28° edição do Senafor destacou de forma fundamental os avanços nos processos de forjamento, estampagem e conformação como diferenciais na obtenção de produtos com alto valor agregado

 

 

O Centro Brasileiro de Inovação em Conformação Mecânica – CBCM – em conjunto com o Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o SINDFORJA – Sindicato Nacional da Indústria de Forjaria – promoveram nos dias 8, 9 e 10 de outubro, o 28º SENAFOR, que compõe a 12ª Conferência Internacional de Forjamento e a 11ª Conferência Nacional de Conformação de Chapas. Ambos eventos foram realizado em Porto Alegre, RS, no Hotel SESC Campestre, e reuniu mais de 300 participantes, incluindo a presença de sete países: Alemanha, Portugal, Argentina, Inglaterra, EUA, França e Itália.

O principal objetivo desta evento foi promover debates sobre as mais novas tecnologias de forjamento e contou com a presença de renomados pesquisadores internacionais. A conferência foi aberta pelo Professor Dr. Lírio Schaeffer, presidente da comissão organizadora. Na solenidade, ele destacou a importância da conformação para diversos setores da nossa vida, bem como para o Brasil, já que o País é conhecido como um dos maiores exportadores de matéria-prima (minérios) do mundo, e não de produtos manufaturados, com grande valor agregado.
 
Por último enfatizou o crescimento e importância da indústria automobilística no Brasil. “O Senafor reuniu muitas informações sobre equipamentos, processos e prestação de serviços, como por exemplo, otimização de processos através da simulação computacional, novas tecnologia etc”, declarou Schaeffer. Também foram realizadas visitas técnicas às indústrias, no dia 8, sendo a Mundial S.A e a Dana, em Gravataí, Favorit Aços Especiais e THF, em Cachoeirinha, todas em RS.
 
Aconteceram diversas palestras técnicas durante todo o evento, marcado por muitos encontros entre profissionais e empresas, que tiveram oportunidade de expor produtos e serviços relacionados ao forjamento e áreas afins, além de divulgar suas marcas em um show room, conforme imagens abaixo.
 
 
 
 
 
Joaquim Guilherme Bauer – Diretor Executivo da Gerdau Aços Longos Especiais
Tema: Gerdau no mercado de aços longos especiais
 
O profissional abordou a evolução da Gerdau no mercado de aços longos especiais, no qual atua com aços para construção mecânica, ferramentas, inoxidáveis, cilindros para laminação e peças fundidas e forjadas. Bauer contou todo o processo de desenvolvimento da empresa, desde quando entrou no mercado de aços especiais em 1992, com a compra da antiga Aços Finos Piratini, por meio do Programa Nacional de Privatização. Na ocasião, a usina tinha capacidade de produção de aproximadamente 100 mil toneladas ao ano. Após sucessivos investimentos, em 2005, a usina atingiu a capacidade de 500 mil toneladas ao ano.
 
Em novembro de 2005, a Gerdau adquiriu 40% da Sidenor, na Espanha, que possui capacidade de 1,2 mil toneladas ao ano de aços longos especiais. Em abril desse ano, a Gerdau adquiriu a MacSteel, nos Estados Unidos, com capacidade de 1,1 mil toneladas ao ano. Também em 2008, no mês de junho, a Gerdau assumiu o controle da Aços Villares, com 800 mil toneladas ao ano de capacidade.
 
Com essas aquisições, a Gerdau passou a operar com quatro unidades siderúrgicas focadas em aços longos especiais no Brasil, cinco na Espanha e três nos Estados Unidos. A capacidade de produção dessas plantas direcionadas em aços especiais, somada às capacidades de plantas não focadas, somam a capacidade de produção de cerca de 4 milhões de toneladas ao ano de aços longos especiais, tornando-se, assim, o segundo maior produtor mundial.
 
 

Rafael Agnelli Mesquita – Villares Metals S.A
Tema: Aplicação do aço VHSUPER em matrizes de forjamento
 
Os aços ferramenta para trabalho a quente são, principalmente, empregados em processos de conformação a quente de metais, em especial em matrizes de forjamento, extrusão e fundição sob pressão. Em tais aplicações, a resistência a quente do aço ferramenta é essencial, retardando alguma falhas por desgaste e deformação plástica a quente.
 
Neste sentido, o engenheiro apresentou um trabalho que descreveu o desenvolvimento de um novo aço ferramenta, com melhoria desta propriedade, bem como suas aplicações, denominado VHSUPER . Agnelli abordou seus conceitos e fez comparativos aos aços convencionais: H11, H13 e Dievar – chamado de H11 mod –, 2365 e 2367. Também deu exemplo de casos de aplicação, mostrando ganhos de aproximadamente 50% de vida útil. Esse aumento de durabilidade nas ferramentas, moldes e matrizes utilizadas em trabalho a quente, tem como motivação a redução dos custos de ferramental e redução dos tempos de set-up.
 
Após vários testes e estudos, verificou-se que o VHSUPER teve como principal melhoria o aumento na resistência a quente, desta forma, os novos materiais mostraram-se importantes alternativas para ferramentas utilizadas em conformação a quente de metais. O novo aço apresentou-se adequado para aplicações típica de conformação a quente, como forjamento, fundição sob pressão e extrusão.
 
Modificou-se, especialmente, os teores de Mo, CR, Si e P, corridas em escala piloto foram produzidas e caracterizadas. Após a definição da melhor composição química, corridas industriais foram produzidas e testes de campos realizados. O ensaio de resistência à perda em dureza mostrou que o novo aço possui resistência ao revenido significativamente superior aos aços tradicionais. A principal causa é o aumento no teor de Mo, formador de carbonetos estáveis no endurecimento secundário. Apesar dessa melhoria, a tenacidade não foi prejudicada, como confirmado nos ensaios de impacto.
 
 

Zwez. R – Zwez-Chemie Gmbh (Alemanha)
Tema 1: Novas tecnologias para a produção e prensa de arames fosfatizados
 
Nesta palestra, o senhor Zwez falou-se sobre a necessidade de que os arames destinados à prensas horizontais - sejam de parafusos, porcas ou peças especiais – precisam obrigatoriamente de arames cada vez melhor fosfatizados, para que haja uma lubrificação adequada em vários estágios de produção. Isso não ocorre atualmente no Brasil, porque a dedicação das siderúrgicas para lubrificante de arames não é tão avançada, por não terem um valor agregado em lubrificação adequada.
 
Tema 2: Novos lubrificantes para a conformação a frio, a partir da barra
 
Na segunda palestra, o senhor Zwez fez-se um alerta para a necessidade de novos lubrificantes para a conformação a frio de peças, partindo geralmente de tarugos – estes podem ser produzidos por corte de barras e também por corte e deformação em prensas horizontais. No entanto, o processo produtivo começa em tarugos e estes requerem uma lubrificação cada vez mais sofisticadas para permitir uma deformação de peças cada vez mais agressivas. Quanto mais agressiva for a deformação, seja ela a frio, morno ou a quente, melhor precisa ser a lubrificação dos tarugos. Do contrário haverá uma limitação da tecnologia.
 
 

Cesar Konrath - Ciser
Tema: O Forjamento a frio como processo alternativo para peças e componentes fabricados por usinagem
 
A cada ano o forjamento a frio ganha destaque como rota alternativa para fabricação de peças e componentes, até então obtidos pelos processos de usinagem. Alta produtividade, redução das perdas de matéria-prima e aumento da resistência mecânica são algumas das vantagens destacadas com a utilização do processo de forjamento a frio.
 
Neste trabalho foi apresentado um exemplo onde o processo de fabricação de um prisioneiro metálico, fabricado em aço de baixo carbono e obtido pelo processo de usinagem foi substituído pelo processo de forjamento a frio. Para auxiliar na definição da seqüência do processo de forjamento a frio, utilizou-se a simulação numérica por elementos finitos, através do software Eesy-2-form. Os softwares de simulação permitem que os usuários definam seqüências e parâmetros de processos e simulem o comportamento do material durante o forjamento, realizando um try-out virtual.
 
A simulação permitiu, além de estudar o fluxo do material no momento do forjamento (imprescindível para garantir o perfil semi-esférico da cabeça do componente), a verificação e análise das tensões atuantes que poderiam comprometer o desempenho das ferramentas em serviço. Como resultado, tendo em vista a redução da perda de material e o aumento na razão de produção, os custos inerentes à fabricação do componente pelo processo de forjamento a frio foram reduzidos em aproximadamente 30% de fabricação atual, por usinagem.
 
 

João Batista Graef – SouthWind International
Tema: A nova geração de prensas multi-estágios para produção de peças complexas por conformação a frio
 
A palestra apresentou um resumo das novas tecnologias a serem utilizadas nos próximos anos nas máquinas (prensas horizontais) para conformação a frio de parafusos, porcas e peças especiais; as quais constituem uma quebra de paradigma na concepção mecânica convencional deste tipo de máquina, que permanecia inalterada e basicamente a mesma desde meados do século XX, quando fora criadas as primeiras conformadoras progressivas a frio para parafusos.
 
Entre os principais tópicos da palestra, foi destacado o novo conceito de acionamento dos diversos mecanismos das máquinas conformadoras, por meio de sistemas de motores de torque, servo-acionamentos do tipo servoatuadores lineares e servo motores. Isso tudo aumenta de forma significativa a precisão e a velocidade dos movimentos da máquina em produção e em substituição aos antigos sistemas mecânicos de transmissão de força e movimento empregados no passado (utilizados até hoje).
 
Falou-se ainda do novo sistema de corte de impacto de alta velocidade com deformação e variação de peso quase nula do blank cisalhado pela faca de corte, que proporciona enormes vantagens na conformação a frio de peças net-shape e near-net-shape. A novidade ficou por conta da apresentação das novas tecnologias com o emprego de sistemas servo assistidos, a serem utilizadas nas novas gerações de prensas horizontais multi-estágio para conformação a frio, nos próximos anos.
 
Este tema já foi objeto de publicação na Revista do Parafuso, Junho/Julho 2008, p. 23-29. Para Graef, o Senafor transformou-se no mais importante compromisso anual de encontro dos técnicos das empresas do setor, principalmente por proporcionar a oportunidade para a divulgação das novas tecnologias nas áreas de conformação a frio e a quente, além de uma valiosa troca de experiências entre as empresas.
 
 

Professor Dr. Sergio Tonini Button – Unicamp
Tema: Sistema especialista para o planejamento do forjamento a quente de precisão
 
O professor Button falou sobre um sistema especialista semi-automático para auxiliar projetistas de ferramentas e processos para o forjamento a quente de precisão. Apresentou um pouco da história dos sistemas especializados, os objetivos e justificativas para desenvolvê-los. “Descrevi os processos de forjamento de precisão a quente e detalhei o sistema que nós desenvolvemos, apresentando os diversos critérios utilizados e os passos necessários para usá-lo. Finalizei com os resultados atingidos, utilizando-se dos sistemas que são básicos para a redução considerável do tempo de projeto e a quase eliminação dos possíveis erros”, contou.
 
A novidade ficou por conta da possibilidade de se ter um sistema informatizado acessível, tanto em termos de custos como de disponibilidade tecnológica que pode reduzir sensivelmente o tempo de projeto e minimizar os erros comuns nesse tipo de atividade, que hoje é basicamente fundamentada na experiência dos projetistas. O professor Button também falou de um projeto de pesquisa com método e resultados sobre “Proposta para Formação de um Grupo Brasileiro para Estudo do Forjamento a Frio”. O objetivo foi mostrar aos participantes do Senafor, que um grupo de pesquisadores no Brasil, apoiados pelo Prof. Tekaya na Alemanha, está iniciando as atividades para formar o Grupo Brasileiro de Forjamento a Frio, que será uma seção do International Cold Forging Group, existente há 41 anos.
 
O principal objetivo é organizar as informações disponíveis sobre forjamento a frio e agregar profissionais das indústrias, centros de pesquisas e universidades, promovendo encontros nacionais e cursos de treinamento para o aperfeiçoamento dos profissionais que atuam nessa área da fabricação mecânica. “A importância do Senafor nesse caso, é de ser o único evento de caráter nacional que nos permite atingir um grande número de interessados nessa área”, conclui Button.
 
 

Alberto Moreira Guerreiro Brito – LdTM / UFRGS
Tema: Utilização de diferentes modelos de atrito na simulação numérica do forjamento a frio de ligas de alumínio
 
Neste trabalho, foram apresentadas as definições dos principais modelos de descrição do atrito utilizados em conformação mecânica e dois métodos experimentais para a determinação do mesmo. Os métodos experimentais são os ensaios de compressão do anel plano e do tubo cônico. O programa IFORM 2D é utilizado para calibração dos valores obtidos experimentalmente, visando a utilização em sistemas de simulação numérica dos processos de forjamento. O material utilizado foi uma liga de alumínio ABNT 6061 em três diferentes condições de tratamentos térmicos.
 
Brito explicou os diferentes modelos de atrito utilizados para calibrar o valor do mesmo para uma liga de alumínio ABNT 6061. O objetivo foi diminuir a utilização dos valores determinados no desenvolvimento de processos de forjamento a frio de ligas de alumínio utilizando sistemas de simulação numérica.
 
 
 

Arjaan Buijk – Simufact Americas LLC (EUA/ Alemanha)
Tema: Integração de volumes finitos e elementos finitos no software Simufact.forming
 
A Simufact Engineering GmbH é uma empresa sediada em Hamburgo, Alemanha, e dedicada ao desenvolvimento de software de simulação de processos de manufatura. Esse tipo de software permite que projetistas e engenheiros de processos criem modelos virtuais no computador que representam com grande fidelidade as diversas etapas de processos reais.
 
Na palestra, Buijk falou sobre a integração inédita de dois métodos numéricos de simulação conhecidos como “Método dos Elementos Finitos” (FE) e “Método de Volume Finitos” (FV), em um único e novo produto, chamado Simufact.forming – indicado para a simulação de quaisquer processos de forjamento (quente, frio e morno) bem como outros processos que envolvam grandes deformações do material, tais como extrusão e laminação. Ele destacou algumas capacidades importantes do software através de três exemplos: a)Forjamento a Quente (hot forging of a drawing lug) mostrando a formação indesejada de uma dobra e a solução para a eliminação do defeito, b) Forjameto a Frio (cold forging of a location pin) destacando a capacidade do software em simular processos multi-estágio e de alternar automaticamente de um modelo 2D para um modelo 3D entre estágios etc) Tensões atuantes sobre a própria prensa durante o forjamento (Hammer stresses). Durante a palestra foi enfatizada a possibilidade de combinar os dois métodos numéricos (FE e FV) acima em um único processo de simulação, o que permite às forjarias simular quaisquer processos do começo ao fim dentro de uma pequena quantidade de tempo de CPU. “Agora é possível aplicar o método numérico mais adequado aos diferentes estágios de um processo multiestágio. Isto não era possível antes”, comentou.
 
Segundo Buijk, com o Simufact.forming é possível, por exemplo, começar com uma simulação usando um modelo 2D baseado no método FE para o estágio 1, simular o segundo estágio usando um modelo 3D também baseado no método FE e finalizar a simulação do terceiro estágio, usando um modelo também 3D mas baseado no método FV.
 
Buijk enxerga o Senafor como uma oportunidade de manter contato com as universidades, a exemplo da UGRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – e com indústrias no Brasil e outros países. “Durante a conferência, anunciamos a abertura de nosso escritório em São Paulo, que foi muito bem recebida. Também aproveitamos para reforçar a nossa parceria com a UFRGS, que tem utilizando o nosso software como ferramenta de apoio em atividades de ensino e de pesquisa”, declarou.
 
 

Pedro Schmitt – Açospeças
Tema: Diamante tipo carbono
 
Pedro Schmidt abordou o tema “DLC (Diamonds Like Carbon), um coating a base de carbono. “Mesmo o DLC sendo bastante antigo, só agora está sendo estudado com maior profundidade”, salientou o palestrante, que além de um breve histórico, comentou sobre os meios de produção e a experiência prática que a Açopeças possui neste assunto. “O nosso objetivo é forjar peças complexas sem os lubrificantes usados atualmente”, completou Schmidt.
 
A Açopeças já forja, de forma experimental, peças com alto grau de deformação sem a habitual fosfatização. Segundo o diretor, o que dificulta a conformação é sempre o alto atrito.
 
Com o DLC, o atrito diminuiu de 5 a 10 vezes, comparado com os coatings atuais a base de nitretos e corbonetos de cromo e titânio. “Experimentamos este coating em ferramentas laminadoras de rosca interna, com resultados surpreendentes com relação ao atrito. A camada é muito fina; são microns, mas extremamente duro”.
 
Schmidt mostrou as mesmas peças forjadas a frio de três maneiras: fosfatizadas e a ferramenta com coating de carbonitreto e titânio; peças fosfatizadas e ferramentas com coating de DLC; e peças simplesmente granalhadas e forjadas, sem fosfato, e a ferramenta com coating de DLC. “Participo do Senafor praticamente desde o início. Por aqui já passaram os mais renomados nomes da conformação a frio da Europa, Japão e USA. O número de participantes é muito bom e estão aparecendo trabalhos de nível internacional. Sem sombra de dúvidas, é um dos Congressos de Forjamento a Frio mais importantes do mundo”, elogiou Schmidt.
 
O palestrante faz uma ressalva que o Senafor tem divulgado internacionalmente o Brasil e seus profissionais. “Recentemente, em conversa com o Dr. Rolf Geiger, expresidente da Krupp Presta e diretor técnico do Grupo Thiessen Krupp, perguntou-me sobre o Congresso”, exemplificou. E ainda comentou que nos anos 81/82, existia uma dificuldade muito grande à respeito de tecnologia e equipamento para o forjamento a frio, havia uma proibição de importação de equipamentos e tecnologia. “Por isso, o vice-presidente do Grupo Albarus, Prof. Paulo Nelson Regner, resolveu, fazer o Congresso. Logo em seguida, entrou a UFRGS, com o Prof. Dr Lírio Schaefer, que passou a dirigir o mesmo”, lembrou. “O objetivo era desenvolver a tecnologia do Forjamento a frio e isso conseguimos”, encerrou.
 
 

Carlos Augusto Silva de Oliveira – UFSC
Tema 1: Desenvolvimento de nova rota de processamento por conformação a frio para refino de grãos de aços C-Mn e ARBL
 
Oliveira apresentou dois trabalhos: “Efeito de revestimentos superficiais na resistência ao desgaste de matrizes para fabricação de parafusos” e “Efeito do refino de grão na resistência e na estampabilidade de aços microligados ao Nb, Nb-Ti e C-Mn conformados a frio”. No primeiro assunto, Oliveira dissertou que a produção de aços com granulação mais fina é uma das formas de se aumentar a resistência mecânica e a tenacidade. Na laminação de tiras a frio, pode-se refinar o grão ferrítico pelo aumento dos sítios para nucleação ou pela redução da taxa de crescimento dos grãos no recozimento após a laminação. Neste trabalho estudou-se, laboratorialmente, o efeito de variáveis de processo no refino de grãos ferríticos. Os materiais estudados foram tiras de aço C-Mn e microligados ao Nb e Nb–Ti.
 
Diferentes rotas de processamento foram reproduzidas em laboratório. Entre as rotas estudadas, uma simulou os parâmetros utilizados pela indústria atualmente, e as outras envolveram processos de têmpera, revenido, conformação a frio e recozimento. Os resultados gerados em laboratório foram analisados comparando-se a rota tradicional com as novas rotas sugeridas. Para o aço C-Mn, por exemplo, o tamanho de grão obtido na simulação do processamento industrial foi de 7,7 μm e na rota mais eficaz, quanto ao refino, foi de 5,2 μm. A melhor simulação em laboratório apresentou redução do tamanho de grão de 43%, de 6,4 para 3,7 μm. Nos aços ARBL (alta resistência baixa liga) o tamanho médio obtido foi de 3,65 μm. “Neste item, apresentei o efeito de tratamentos térmicos de têmpera intercrítica associada com deformação a frio no refino de grãos ferríticos de aços”, explicou Oliveira.
 
Tema 2: Análise do Desgaste da Ferramenta de Conformação Mecânica a Frio Revestidas Superficialmente
 
O segundo estudo teve por objetivo principal, comparar o efeito do tratamento de nitretação por plasma e do revestimento de carbonitreto de titânio na resistência ao desgaste de três matrizes de conformação mecânica (extrusão) de elementos especiais de fixação para a indústria automotiva. Através deste objetivo verificou-se o atrito de elementos interfaciais entre as superfícies da matéria-prima e da matriz, encontrando a respectiva taxa de desgaste por abrasão.
 
Foram utilizadas três condições diferentes para uma matriz de aço ferramenta para trabalho a frio de alta tenacidade VF 800AT. Somente temperada e revenida (condição padrão para comparação); nitretada a plasma e com carbonitreto de titânio por processo P.V.D. A microestrutura foi avaliada através de metalografia óptica e eletrônica de varredura, e o desgaste foi controlado por teste conforme norma ASTM G65 e carta de Controle Estatístico de Processo – C.E.P.
 
As ferramentas tratadas superficialmente apresentaram melhor comportamento do que sem tratamento. As ferramentas nitretadas a plasma (com camada branca bastante reduzida) apresentaram menor resistência ao desgaste (maior taxa de desgaste) quando comparados com as revestidas por carbonitreto de titânio. Isto foi atribuído a excelente dureza do carbonitreto de titânio, juntamente com sua boa aderência. “Neste tema, revelei o efeito dos tratamentos superficiais no aumento da vida de ferramentas para conformação a frio e a boa correlação entre ensaios laboratoriais de desgaste e a vida da ferramenta”, encerrou.
 

Jackson F. Dal Comuni – Ciser
Tema: Influência do encruamento nas propriedades mecânicas de arames trefilados utilizados para forjamento a frio.
 
O objetivo desta palestra foi mostrar o efeito do encruamento obtido através de diferentes graus de trefilação no tratamento térmico de esferoidização de arames de aço com baixo teor de carbono, utilizados para forjamento a frio de parafusos. Para o forjamento a frio de parafusos com maior complexidade geométrica, o tratamento térmico de esferoidização da matéria-prima é fundamental para a obtenção de arames com baixos níveis de dureza, consequentemente, resistência mecânica, buscando um menor gasto de energia para deformação plástica. Quanto maior o nível de encruamento prévio ao tratamento térmico de esferoidização, menor o tempo para recristalização. O controle do tamanho de grão para peças forjadas a frio também é muito importante, pois caso o tamanho do grão seja grande, podem surgir nas peças forjadas defeitos superficiais conhecidos como “casca de laranja”.
 
O aparecimento deste defeito está associado à deformação plástica dos cristais que se acentuam para grãos maiores. Peças forjadas com esse defeito apresentam, normalmente, apenas problemas de aparência, com pouco reflexo de resistência mecânica. Este trabalho apresentou o estudo de um parafuso utilizado na fixação de guard-rails em rodovias, onde a mudança de nível de encruamento da matéria-prima proporcionou um incremento significativo na qualidade do produto final e no rendimento de ferramentas utilizadas no processo de fabricação, tendo em vista a maior efetividade do tratamento térmico de esferoidização.
 
 

Lionel Bric – Transvalor (França)
Tema: Referência em simulação digital 2D e 3D para conformação de metais
 
A empresa é uma sociedade anônima, fundada em 1984, com sede em Sophia Antipolis, Cote d’Azur, na França. É especializada no desenvolvimento de programas de simulação para a conformação de materiais e possui certificação ISO 9001. Apresentou suas áreas de aplicação no setor automobilístico, aeronáutica e militar, conformação a frio, torneiras e forjamento livre. Falou sobre o Forge2008, um software de simulação digital 2D e 3D para processos a frio, a morno e a quente, com um banco de dados completo e de fácil utilização, e interface direta com os formatos comuns dos sistemas CAO – facilidade de visualização de defeitos em peças.  As aplicações do Forge2008 estão ligadas ao cisalhamento, laminação, forjamento, rebarbagem, têmpera, além de trabalhar a retirada de rebite, movimentos das ferramentas, regime térmico estacionário e cálculo de tensões. Suas aplicações específicas e novidades são o aprisionamento de ar e lubrificante, detecção de redobra, cálculo de estrutura, cadeia de operações e “cluster linux (Suse)”.
 
De acordo com Sophie Kouyoumdjian, o software Forge2008 permite simular a totalidade do processo,desde o corte até o resfriamento e otimiza a vida útil das ferramentas.
 
                
 
 

 

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com