Empresa Edições on-line Fale Conosco
Edição 86
Busca::..
Edição 88
Edição 87
Edição 86
Edição 85
Edição 84
Edição 83
Edição 82
Edição 81
Edição 80
Edição 79
Edição 78
Edição 77
Edição 76
Edição 75
Edição 74
Edição 73
Edição 72
Edição 71
Edição 70
Edição 69
Edição 68
Edição 67
Edição 66
Edição 65
Edição 64
Edição 63
Edição 62
Edição 61
Edição 60
Edição 59
Edição 58
Edição 57
Edição 56
Edição 55
Edição 54
Edição 53
Edição 52
Edição 51
Edição 50
Edição 49
Edição 48
Edição 47
Edição 46
Edição 45
Edição 44
Edição 43
Edição 42
Edição 41
Edição 40
Edição 39
Edição 38
Edição 37
Edição 36
Edição 35
Edição 34
Edição 33
Edição 32
Edição 31
Edição 30
Edição 29
Edição 28
Edição 27
Edição 26
Edição 25
Edição 24
Edição 23
Ediçao 22
Edição 21
Edição 20
Edição 19
Edição 18
Edição 17
Edição 16
Edição 15
Edição 14
Edição 13
Edição 12
Edição 11
Edição 10
Edição 09
Edição 08
Edição 07
Edição 06
Edição 05
Edição 04
Edição 03
Edição 02
Edição 01
empresa
contato
Ásia News
11/05/2021 08h15

Ásia News

Impacto da RCEP na indústria de fixadores de Taiwan

RCEP é a sigla inglesa referente ao tratado de livre-comércio proposto na região Ásia-Pacífico, tema abordado pelo dr. Wayne Sung, publicado na Fastener World Magazine

No que diz respeito a Taiwan, o acordo RCEP é excludente e permite que apenas seus membros tenham direito a vários benefícios. Considerando o relacionamento atual entre Taiwan e a China, está fora de questão para Taiwan ingressar no RCEP. Dado que as empresas taiwanesas não podem ter tarifas preferenciais na região que o RCEP cobre, elas terão que mover suas linhas de produção para fora da região para desenvolver o mercado de RCEP com os mesmos benefícios de outros países. Porém, a retirada da linha de produção poderia elevar a taxa de desemprego em Taiwan, prejudicar a indústria, paralisar a economia e formar um ciclo negativo. Por outro lado, se optarem por não se mudar, ficam com a cobertura dos custos tarifários por conta própria, a fim de competir com outros países com benefícios preferenciais. Portanto, a melhoria da qualidade e a inovação do produto são fundamentais. A alta qualidade do Japão e da Coréia do Sul e o baixo preço da China colocaram muita pressão sobre eles. O Ministro de Assuntos Econômicos de Taiwan e o Conselheiro do Yuan Executivo fez uma declaração sobre a assinatura do RCEP, conforme listado resumidamente a seguir:

1) RCEP aumentará a interação entre China, Japão, Coreia do Sul e ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). A avaliação inicial conclui que o impacto afetará setores de petroquímica, indústria têxtil, aço e algumas outras indústrias de Taiwan;

2) As alíquotas tarifárias finais determinadas não cairão todas para zero por cento e, portanto, o RCEP é uma zona de livre comércio com um nível de liberdade inferior. A maioria dos membros do RCEP tem um acordo de livre comércio entre si. Menos variação na competição no mercado. A Índia desiste e reduz uma grande parte dos benefícios do RCEP;

3) Enfrentando as mudanças no comércio internacional, o governo de Taiwan continuará a ajudar as indústrias a se aprimorarem e a buscar ingressar na CPTPP (Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica) de alto nível e com mais liberdade;

4) Cerca de 70% dos produtos de Taiwan exportados para países RCEP são produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação isentos de tarifas. Embora máquinas, aço e têxteis ocupando os 30% restantes sofrerão o impacto, mas não será muito;

Em resumo, o governo taiwanês acredita que a assinatura do RCEP está dentro da faixa de tolerância, mas requer deliberação sobre as indústrias tradicionais, incluindo maquinários, aço e têxteis. Os fixadores de Taiwan fazem parte da indústria siderúrgica que está sujeita ao impacto e pode enfrentar tarifas entre 5% a 15%.

A assinatura do RCEP não causará um impacto imediato e óbvio na indústria de fixadores taiwanesa porque a maioria das empresas se preparou durante anos. A maneira mais direta e comum é estabelecer uma fábrica no exterior ou registrar uma fábrica em um local de terceiros, solicitar um desconto de exportação ou usar outras categorias de produtos para cobrir o custo da tarifa. As empresas de fixação taiwanesas são competentes e ágeis, então o impacto do RCEP não é aparente. Em 2020, o COVID-19 foi efetivamente controlado na China por causa do bloqueio. Os EUA e a Europa ainda estão numa tempestade pandêmica, de modo que o mundo depende mais econmicamente da China, o que inevitavelmente também é o caso de Taiwan. O governo taiwanês deve considerar o impacto de longo prazo do RCEP na economia taiwanesa e propor uma estratégia correspondente. Deve também evitar esforços em acordos de tarifas e FTA/ECA com outros países e, mais importante, fazer sob medida os subsídios relacionados ao RCEP para a indústria de fixadores taiwanesa.

Antidumping da UE sobre fixadores chineses abre oportunidade para Taiwan

Com a ação, indústrias de fixadores automotivos estimam demanda extra na casa de US$ 1 bilhão

A Unão Europeia (UE) iniciou investigação antidumping de algumas linhas de fixadores feitos na China, incluindo parafusos automotivos e pequenos parafusos de construção. A última vez que a UE chicoteou esses produtos chineses foi há cinco anos. Presidente do Taiwan Industrial Fasteners Institute (TIFI), Tu-chin Tsai espera demandas adicionais dos europeus para as indústrias de fixadores automotivos de Taiwan na casa US$ 1 bilhão, se a UE taxar os fixadores chineses. O executivo destaca que as linhas de fixadores automotivos são os principais produtos exportados para a Europa, respondendo por mais de 20% do total das exportações taiwanesas, tendo a Alemanha como o segundo maior destino de exportação de Taiwan. Outras linhas destinadas à Europa incluem itens pequenos. Os EUA continuam sendo o principal destino dessa exportação de Taiwan, respondendo por mais de 40% do total das vendas internacionais. Mark Wu, presidente da fabricante de fixadores automotivos QST International Corp., concorda que essa medida da UE refletirá numa grande oportunidade para a indústria de fixadores taiwanesa, sobretudo porque a QST agora vende para a Europa. Seu valor de exportação de parafusos automotivos vendidos para a Alemanha orbita entre US$ 200 a US$ 250 milhões por ano, representando 30% de sua exportação total. A maioria dos produtos para a Alemanha é vendida na sede da QST em Taiwan ou fabricada por usinas siderúrgicas alemãs e fornecida localmente. Quase nenhum dos produtos é vendido na fábrica da QST na cidade de Xiamen, na China. Espera-se que a QST, provavelmente, veja alguns dos pedidos trocados da China para Taiwan, no futuro.

COMPARTILHE
CONTEÚDO DA EDIÇÃO

TAGS:
revistadoparafuso@revistadoparafuso.com