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Entrevista
11/05/2021 07h08

Entrevista

Marco Pizzi, diretor da Carlo Salvi S.p.A., Itália

Empresas com história semelhante e produtos complementares, fusão da Carlo Salvi com a Hatebur completa cinco anos

Em 1939 o norte-americano Carlo Salvi e sua esposa fundaram aquela que se tornaria uma das mais importantes marcas globais em máquinas para produção de fixadores, bem como outros artefatos metálicos estampados, destinados ao setor industrial. Logo após a fundação, em tempos de Guerra, a Carlo Salvi S.p.A se instalou na comuna (cidade) de Lecco, há cerca de 60 km de Milão, na região da Lombardia, Itália.(Foto - Marco Pizzi)

Neste mesmo local ela alcançou 80 anos de atividades em 2019, três anos após sua fusão com o Grupo Hatebur, da Suíça. Nesta entrevista trazemos Marco Pizzi, um dos diretores da empresa. Um dos mais sintonizados com o universo industrial do Brasil, Pizzi sinaliza uma reaproximação maior com o mercado brasileiro, distanciado pela queda das atividades econômicas locais entre 2015 e 2019, e que reduziu muito os negócios entre a empresa e as indústrias de fixadores no país.

Quem é a Carlo Salvi desde sua fundação até hoje?

Nossa história começa no ano de 1907, em Nova York, Estados Unidos, onde o senhor Carlo Salvi nasceu, filho de um casal de imigrantes italianos. Antes do final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Carlo fez o caminho inverso, voltando para a Itália onde fundou no ano de 1939 junto com Eufemia, sua esposa, a Carlo Salvi S.p.A., ainda na cidade de Milão.

As dificuldades da época e seus efeitos trágicos, tal como a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os obrigaram a mudar a planta industrial para uma região mais segura. O local escolhido, desde então, fica às margens do Lago Garlate, em Lecco, onde tudo funciona até hoje. Com visão perspicaz, essa dupla colocou a empresa entre os líderes globais em inovação e desenvolvimento tecnológico.

Atualmente, nossa empresa possui dois escritórios na Itália e algumas subsidiárias ao redor do mundo, incluindo a China, Reino Unido e Estados Unidos. Foram ações muito bem-sucedidos graças às uniões bem traçadas com parceiros de confiança.

Em 2016 a Carlo Salvi foi incorporada à Hatebur Umformmaschinen AG, empresa suíça que tem uma história semelhante e uma gama de produtos complementar à nossa. Essa fusão ousada foi firmada com o objetivo de alcançar expansão no mercado global desenvolvendo novas tecnologias e trabalhando em equipe para atingir objetivos ainda mais ambiciosos.

Quando e por que a Carlo Salvi decidiu produzir máquinas para fabricação de itens como fixadores?

Em seu início ela fabricava máquinas para laminação de roscas e para decapagem. Seu sucesso foi imediato por seu alto desempenho combinado com preços convenientes. A partir dos anos 1950 ela optou em fabricar máquinas de dupla ação (1 matriz e 2 punções). Foi uma verdadeira revolução no mercado, pois, nenhuma outra máquina na época conseguia atingir a mesma velocidade de 400 peças por minuto.

Equipes Haltebur e Carlo Salvi na Fastener Fair Stuttgart, Alemanha, em 2019

Como se dividem hoje seus principais mercados de atuação?

Entre os principais destinos de nossas linhas está a Europa, com 40%. América do Norte e México absorvem entre 35% e 40%. O restante se divide entre Japão, Coréia do Sul e demais países asiáticos. Nos últimos cinco anos poucas dessas máquinas se destinaram ao Brasil devido à crise econômica.

Voltando à fusão com a Hatebur, o que mudou, desde então?

Alguma novidade chegando? Como já disse, a união com a Hatebur foi fruto de uma escolha estratégica. Podemos defini-la como uma espécie de casamento entre duas empresas históricas que partilham dos mesmos valores. Nunca houve competição entre ambas porque a Hatebur oferece uma linha de produtos complementar aos nossos, o que significa uma gama mais ampla de oportunidades (com bitolas entre 0,6 a 148 mm de diâmetro). Desde 2016 fazemos parte da mesma família, promovendo sinergia comercial e industrial. Por exemplo, estamos trabalhando juntos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Com isso, nossa tecnologia expandirá muito nos próximos cinco a dez anos. Recentemente desenvolvemos nossa primeira máquina combinada com cinco estações, a CS 513 TH (foto). Temos certeza que este lançamento será o ancestral de uma nova linha que nos permitirá aumentar nossa carteira de clientes.

Depois das celebrações do 80º aniversário da Carlo Salvi, em 2019, a Hatebur fez 90 anos em 2020. O Covid bloqueou as comemorações, não foi?

Sim, nossas celebrações em virtude do 80º aniversário foi um grande evento, realizado junto com os funcionários e suas famílias e, claro, a delegação suíça. Infelizmente, a Hatebur não teve a mesma sorte. Seu 90º aniversário foi ofuscado, mas a empresa está entusiasmada com este marco.

A Carlo Salvi expôs numa das raríssimas feiras de 2020, na China. O que pensa da Ásia sobre o futuro dos negócios?

Ásia é o presente. Seu mercado é muito importante para nós, tanto que desde 2011 passamos a operar na região com o suporte de uma filial, a Carlo Salvi Machinery and Equipament, sediada na cidade de Guangzhou, Guangdong, China. Sobre a feira na China, a International Fastener Show, edição 2020, ela nos gerou impressões muito positivas, de como mercado chinês está dando sinais de crescimento, mesmo em tempos da crise causada pela Covid.

Thomas Christoff el (CEO Hatebur), Claudine Hatebur (presidente Hatebur), Germano Pandiani (COO Carlo Salvi), Sergio Ziotti (antigo proprietário Carlo Salvi), Marco Pizzi (CCO Carlo Salvi), na na Wire & Tube, Alemanha, 2016

A empresa já teve intensa atividade de promoção por aqui, participando de feiras de negócios, mas a crise econômica assustou investidores. Há planos de novas ações de marketing por aqui?

No passado participamos de muitas feiras de negócios no Brasil (Feimafe, Feira Mecânica, Fastener Fair Brasil, entre 2008 - 2011). Isso gerou uma intensa atividade promocional. A crise não nos assustou, mas nos distanciamos porque o contexto econômico não era apropriado. Do final de 2019 ao início de 2020 percebemos um “renascimento” no Brasil que nos permitiu imaginar novas ações de marketing. Planejamos visitar nossos antigos clientes e amigos, mas devido à situação atual tivemos simplesmente que adiar, talvez no segundo semestre deste ano alguma ação seja possível.

O mercado brasileiro sempre nos chamou a atenção, mantivemos o contato com nossos clientes e monitoramos o contexto econômico local. Esperamos ter oportunidades, em futuro próximo, para oferecer novos produtos e serviços. 

Marco Pizzi

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