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Persona
30/05/2019 05h19

 Persona

Quem defende os direitos dos fabricantes de fixadores?

  Alguns clientes subestimam o complexo trabalho de indústrias como "alguém que faz apenas um simples parafuso”  

Comparando com outros setores no mundo fica natar o quanto é pequeno o segmento de fixadores (fasteners). A razão pela aumento de indústrias desses itens ocorre porque existem muitas variedades entre parafusos e similares. O crescimento dessas empresas é rapido, existem muitos clientes (usuários) em toda parte. Portanto, esse crescimento não emana apenas de empreendendorismo, e sim pela demanda global de fixadores ser muito alta.  (Foto: Ali Baysal)

Ao olharmos feiras de outros diferentes setores, elas ocupam muito mais espaço nos pavilhões. Feiras setoriais na Europa, tal como a Occupational Safety Fair (segurança ocupacional), utiliza 15 salões (alas nos pavilhões); na Metal Shaping Fair são 25; Automotive, 20; Window Fair, 15; Construction Fair, 20; Hardware Fair e a Plastic Fair, 10. Já a Fastener Fair Stuttgart usou apenas três, sendo ela a maior no continente. Porém, sem este nosso "pequeno setor" todas as demais indútrias – de carros, geladeiras, móveis, aviões, casas – não existiriam. 

Podemos criticar empresas que não investem no negócio e, portanto, permanecem pequenas; no entanto, existem aquelas que fazem tudo de forma profissional. Muitas indústrias de fixadores aplicam milhões de dólares em tecnologia, funcionários qualificados, marketing, boas instalações e laboratórios. Muitas delas pesquisam e desenvolvem novos fixadores, novos tipos de rosca e outros avanços.

Há empresas que crescem por meio das demandas dos clientes, mas aos poucos passam a ser controladas por esses mesmos clientes. Dessa forma, infelizmente, a competição global e as condições de livre mercado levam fabricantes de fixadores ao competirem apenas em preços e condições de pagamento, esquecendo, portanto, de ressaltar o valor daquilo que produzem. Impedidas de expressar seus valores, seus clientes subestimam todo seu trabalho a quem faz “apenas um simples parafuso”. Muitos clientes não têm consciência da importância deste trabalho, mas há sempre alguém na fila pronto para oferecer seu fixador com o preço mais baixo, faturamento mais longo e mais tolerante.

Existem também casos de rigor na devolução, mesmo em função de detalhes de baixa relevância. Por vezes, a razão para devolução pode ser por um pequeno arranhão no item, o menor micron no revestimento, talvez uma tolerância sem importância - 10 PPM mesmo nos produtos classificados constituem motivo para recusa. Usuários finais que buscam por erro zero podem retornar lotes inteiros por 10 erros em 1 milhão, como se as solicitações não estivessem atendidas. Indústrias de fixadores estão, individualmente, lutando contra essas demandas de usuários finais ou distribuidores, que estão quase atingindo o nível de impertinência. Muitas vezes devoluções e reclamações são pertinentes. Mas quem defende o direito do fabricante? Qual é papel das associações e sindicatos de fasteners? Por que os produtores não ditam suas próprias regras?

Sim, somos um pequeno setor, mas indispensável. Se não nos unirmos para impor nossas próprias regras e padrões, continuaremos a ser massa nas mãos dos clientes.

Aqui, a Fastener Eurasia Magazine propõe a criação da World Fastener Association (WFA), unindo associações de fixadores pelo mundo, sob o mesmo teto, o mais rápido possível. Devemos nos engajar ativamente em colocar a WFA em operação. Já demos o primeiro passo defendendo isso pela primeira vez no mundo. As regras do setor devem ser determinadas pela WFA. O único caminho para livrarnos da hegemonia do cliente é estabecermos nossas regras.

Muito em breve poderemos informar todo o setor sobre o lançamento da World Fasteners Association, que estamos organizando com apoio da Fasteners Association of Turkey (BESIAD).

Ali Baysal
Presidente e Editor-Chefe da Fastener Eurásia Magazine.
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